sábado, 18 de julho de 2026

Decisão do Terceiro Lugar em Copas do Mundo

Recorde de artilheiro, WO e média de gols alta... 

Histórias da decisão do terceiro lugar nas Copas do Mundo.

Visto por muitos como o jogo mais desinteressante da competição, a disputa do terceiro lugar também reserva boas histórias nos Mundiais. 

Inglaterra e França decidem o "bronze" neste sábado (18).

Apesar de ser uma tradição que ocorre desde a segunda edição, em 1934, a decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo muitas vezes é vista como a partida mais desinteressante da competição.

Afinal, reúne os dois perdedores das semifinais, que estiveram perto de decidir o título, mas que precisam "juntar os cacos" para entrarem em campo mais uma vez. 

Missão que dessa vez cabe a França e Inglaterra.

Mas ao longo dos Mundiais, a decisão do terceiro lugar já reservou boas histórias. 

Como o gol mais rápido das Copas do Mundo, o recorde de gols de um jogador em uma única edição, além de representar, em alguns casos, a melhor colocação de um país na competição.

O Globo Esporte levantou algumas dessas curiosidades:

Vitória por WO: Na primeira edição da Copa do Mundo não havia previsão de uma disputa de terceiro lugar entre os derrotados das semifinais. 

No entanto, durante a competição, a ideia foi sugerida pelo comitê organizador. 

Mas, inconformada com a atuação do árbitro brasileiro Gilberto de Almeida Rêgo na semifinal contra o Uruguai, a Iugoslávia se recusou a disputar a partida. 

Com isso, os Estados Unidos terminaram "herdando" a terceira posição, melhor colocação do país até hoje na história.

Decisão "indireta" pelo terceiro lugar: Outra Copa do Mundo que não previa uma decisão de terceiro lugar foi a de 1950, no Brasil. 

Até porque ela sequer previa uma final. 

Pelo regulamento, único na história dos Mundiais, o título seria decidido em um quadrangular.

Mas quis o destino que na última rodada apenas Brasil e Uruguai chegassem com chance de título e se enfrentassem no Maracanã, com os brasileiros jogando pelo empate (a derrota virou o Maracanazo). 

Assim, Espanha e Suécia, já sem chances, jogaram paralelamente, no mesmo dia e horário, no Pacaembu, valendo o terceiro lugar.

Os suecos venceram os espanhóis (que jogavam pelo empate) por 3 a 1, em uma partida com a presença de pouco mais de 11 mil torcedores, e ficou com o terceiro lugar.

Quadra de Fontaine: Até hoje, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo em uma única edição é o francês Just Fontaine, com 13 gols em 1958, na Suécia. 

Marca alcançada graças à decisão do terceiro lugar, quando a França venceu a Alemanha por 6 a 3, com quatro gols de Fontaine.

Se não fosse isso, o atacante ainda seria o artilheiro daquela edição, mas com 9 gols, mesmo número do brasileiro Ademir de Menezes, artilheiro da Copa do Mundo de 1950, e do português Eusébio, em 1966. 

Fontaine também ficaria atrás do húngaro Sándor Kocsis, goleador do Mundial de 1954, com 11 gols, e do alemão Gerd Müller, que fez 10 gols em 1970.

Orgulho de ser terceiro: Se para França e Inglaterra, ambas campeãs mundiais, disputar o terceiro lugar não significa muita coisa, para outros países esse jogo representou a melhor campanha em Copas do Mundo, como a Áustria, terceiro lugar em 1954, o Chile, em 1962, Portugal, em 1966, Polônia, em 1974 e 1982, Turquia, em 2002, e a Bélgica, em 2018.

Além disso, outras seleções que viriam a ter melhores colocações no futuro, tiveram na disputa do terceiro lugar seus primeiros grandes feitos em Copas do Mundo. 

É o caso do Brasil, terceiro lugar em 1938, com o artilheiro Leônidas da Silva, da Alemanha, terceira em 1934, da França, terceira em 1958 e 1986, e da Croácia, que antes de ser vice em 2018, foi terceiro lugar na Copa de 1998, a primeira que disputou.

Gol mais rápido das Copas do Mundo: A disputa do terceiro lugar também possui um recorde. 

Afinal, o gol mais rápido da história dos Mundiais saiu na decisão do bronze da edição de 2002, quando o turco Sükür precisou de apenas 11 segundos para balançar as redes da Coreia do Sul. 

Os turcos venceram por 3 a 2.

Países que mais disputaram o terceiro lugar: Seleção com mais presença em finais de Copa do Mundo, com 8 vezes, a Alemanha também é a que mais vezes decidiu o terceiro lugar. 

Foram 5 vezes, com 4 vitórias e 1 derrota. 

Com a decisão deste ano, a França igualou o Brasil na segunda posição, com 4 disputas.

Os brasileiros venceram a Suécia, em 1938, e a Itália, em 1978, e foram derrotados pela Polônia, em 1974, e pela Holanda em 2014 por 3 a 0, 4 dias depois do histórico 7 a 1 para a Alemanha.

Média de gols igual a das finais: Curiosamente, a média de gols das decisões do terceiro lugar é rigorosamente a mesma das finais: 3,8 gols por partida. 

Além disso, nunca houve um 0 a 0 na disputa da medalha de bronze, placar que já foi registrado uma vez na decisão do título, na Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil sobre a Itália nos pênaltis. 

Por sinal, também nunca houve uma disputa de penalidades valendo o terceiro lugar.

As disputas do terceiro lugar nas Copas do Mundo:

1934: Alemanha 3 X 2 Áustria

1938: Brasil 4 X 2 Suécia

1954: Áustria 3 X 1 Uruguai

1958: França 6 X 3 Alemanha

1962: Chile 1 X 0 Iugoslávia

1966: Portugal 2 X 1 União Soviética

1970: Alemanha 1 X 0 Uruguai

1974: Polônia 1 X 0 Brasil

1978: Brasil 2 X 1 Itália

1982: Polônia 3 X 2 França

1986: França 4 X 2 Bélgica

1990: Itália 2 X 1 Inglaterra

1994: Suécia 4 X 0 Bulgária

1998: Croácia 2 X 1 Holanda

2002: Coreia do Sul 2 X 3 Turquia

2006: Alemanha 3 X 1 Portugal

2010: Alemanha 3 X 2 Uruguai

2014: Brasil 0 X 3 Holanda

2018: Bélgica 2 X 0 Inglaterra

2022: Croácia 2 X 1 Marrocos

Obs: A Copa do Mundo de 1930 não teve uma decisão de terceiro lugar e a de 1950 foi decidida em um quadrangular final.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário