Brasil vence a Itália com brilho de Ana Cristina e vai à final em busca de título inédito na VNL (Volleyball Nations League - Liga das Nações de Voleibol).
Seleção perde primeiro set, reage e supera atuais bicampeãs no tie-break.
Brasileiras, guiadas por 23 pontos de Aninha, vão em busca de primeiro ouro na Liga das Nações, depois de 4 pratas.
O Brasil está na final da VNL.
Neste sábado (25), a seleção brasileira saiu atrás, perdeu o primeiro set para a Itália, mas reagiu e virou a semifinal, em Macau, na China.
A vaga na grande decisão veio com placar de 3 sets a 2 e parciais de 25/21, 21/25, 24/26, 25/21 e 12/15.
Ana Cristina derrubou 23 bolas e terminou como maior pontuadora da partida.
Com a vitória sobre as italianas, atuais bicampeãs da VNL, a equipe verde-amarela mantém o sonho de um título inédito, desde a criação do torneio, em 2018, foram 4 pratas conquistadas.
A briga pelo ouro será neste domingo (26), às 8h30 (horário de Brasília), contra Turquia ou China.
O sportv2, a GETV e o Globo Esporte transmitem a decião ao vivo.
Ana Cristina, maior pontuadora da semifinal, já vinha como principal destaque ofensivo do Brasil na Liga das Nações.
A ponteira de 22 anos celebrou a vitória sobre a Itália e dividiu os louros com as companheiras de equipe:
"É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais (por causa de lesão no joelho). Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo, desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá".
Ao longo da VNL, a seleção brasileira vem lidando com problemas físicos. Gabi nem entrou em quadra no torneio, devido a um desconforto na região lombar.
Júlia Kudiess, outra titular da equipe, se machucou na última partida da fase classificatória.
Tainara também sofreu uma lesão no decorrer da Liga das Nações.
Soma-se à lista de desfalques a líbero Nyeme, que ficou no Brasil com a filha, Antonella, de pouco mais de um ano.
Apesar das baixas, a equipe comandada por José Roberto Guimarães despachou um rival que incomodou bastante em um passado recente.
Além de bicampeã da Liga das Nações, a Itália conquistou ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024, e no Mundial de 2025.
Em alguns momentos, o Brasil foi vítima do poderio italiano, como na decisão da VNL do ano passado.
"(A vitória deste sábado) Mostra que o trabalho está dando resultado. Acreditamos, desde o primeiro ponto, que podíamos ganhar, mesmo com a Itália sendo um time muito forte. Vamos comemorar e já pensar na final de amanhã. Foi um triunfo de equipe, com uma gritando na cara de outra", comentou Julia Bergmann.
Além do título inédito da Liga das Nações Feminina, o Brasil ainda busca encerrar um jejum que dura quase uma década.
A última grande conquista da equipe em competições intercontinentais veio em 2017, no Grand Prix.
Desde então, a seleção verde-amarela subiu ao pódio algumas vezes, como nas Olimpíadas de Tóquio (prata) e Paris (bronze), mas nunca com a medalha de ouro no peito.
O confronto entre Brasil ou Itália foi bastante equilibrado.
Porém, o time italiano começou melhor e conseguiu vencer o primeiro set por 25 a 21, largando na frente na semifinal.
A seleção brasileira voltou diferente na parcial seguinte e conseguiu triunfar pelo mesmo placar (25 a 21).
O terceiro set foi o mais acirrado de todos.
Disputando ponto a ponto, o Brasil conseguiu fechar em 26 a 24.
Já na quarta parcial, a Itália ficou à frente do placar durante todo o tempo e controlou bem a vantagem, vencendo novamente por 25 a 21.
No tie-break, a seleção brasileira largou na frente, com um ace da levantadora Roberta.
A equipe abriu quatro pontos de vantagem, chegou a ceder o empate, mas na reta final conseguiu novamente controlar o marcador.
Com boas defesas e brilho de Ana Cristina no ataque, o Brasil bateu as italianas por 15 a 12 e comemorou muito em quadra.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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