quinta-feira, 30 de julho de 2026

Explicação da FIFA

FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) nega que esteja "vendendo o futebol" e faz defesa de novo projeto bilionário.

Entidade diz que manterá o controle da operação e afirma que projeto depende da aprovação das 211 federações.

A FIFA divulgou um comunicado nesta sexta-feira (31) para rebater as críticas envolvendo a proposta de criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), empresa que concentraria as operações comerciais e a organização de suas principais competições. 

A entidade afirmou que "ninguém está vendendo o futebol" e garantiu que não pretende abrir mão do controle sobre seus torneios ou alterar sua estrutura de governança.

A nota foi publicada após a repercussão da proposta apresentada nesta semana, que prevê a criação de uma subsidiária da FIFA para administrar ativos comerciais como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes e outras competições da entidade. 

O plano inclui a venda de uma participação minoritária da nova empresa para investidores privados.

Segundo a FIFA, o processo de consulta às 211 associações nacionais foi prejudicado por "informações incorretas divulgadas pela imprensa". 

A entidade afirmou que retomará as discussões para que cada federação possa analisar a proposta com base nos fatos antes da votação.

"Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a FIFA cogitaria", afirmou a entidade no comunicado.

A FIFA também ressaltou que nenhuma organização pode falar em nome de todas as federações filiadas e defendeu que cada associação tenha o direito de analisar, aprovar, rejeitar ou sugerir mudanças na proposta, classificando esse processo como um princípio democrático da entidade.

O que diz a FIFA: No comunicado, a entidade voltou a afirmar que a FIFA Forward Enterprise seria uma subsidiária totalmente controlada pela própria FIFA. 

Caso seja aprovada, a nova empresa assumiria as atividades comerciais e operacionais relacionadas à realização dos eventos organizados pela entidade, enquanto o controle permaneceria permanentemente com a FIFA.

Segundo a entidade, os recursos gerados pela nova estrutura seriam compartilhados entre as 211 associações nacionais, permitindo maiores investimentos no desenvolvimento do futebol em cada país.

A FIFA informou ainda que, pela proposta atual, cada federação receberia US$ 20 milhões em recursos do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030, independentemente do posicionamento adotado durante o processo de discussão.

Além disso, a entidade apresentou o chamado programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário adicional de US$ 20 milhões por associação. 

A participação seria voluntária e o financiamento viria de investidores externos, sem transferência de controle da FIFA ou mudanças em sua governança, segundo a entidade.

Projeto ainda depende de votação: A Fifa reforçou que a criação da FIFA Forward Enterprise só ocorrerá caso a maioria das 211 associações nacionais aprove a proposta. 

Se isso não acontecer, as operações comerciais da entidade permanecerão exatamente como são atualmente.

A entidade destacou ainda que todos os pontos apresentados continuam abertos à discussão durante o processo de consulta. 

As federações poderão aprovar, rejeitar ou propor alterações em qualquer parte do projeto antes da votação final.

Entenda a proposta: A criação da FIFA Forward Enterprise foi anunciada nesta semana como parte de um plano para reorganizar a exploração comercial das principais competições da FIFA.

A expectativa da entidade é vender uma participação minoritária da nova empresa, levantando cerca de US$ 4,2 bilhões. 

A avaliação apresentada pela FIFA estima a FFE em aproximadamente US$ 20 bilhões.

Segundo a entidade, os recursos captados permitiriam ampliar significativamente os investimentos destinados às associações nacionais e aumentar a receita obtida com direitos de transmissão e patrocínios, preservando, segundo a FIFA, o controle da organização sobre seus ativos e competições.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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