terça-feira, 28 de julho de 2026

Boicote da Europa

Países europeus ameaçam boicotar Copa do Mundo se FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) vender ações para investidores.

Entidade divulgou nesta terça-feira (28) um plano de criar uma empresa para fazer operações de suas competições e vender parte dela a investidores privados. 

UEFA (União Europeias das Associações de Futebol) é radicalmente contra a ideia.

Os países europeus podem boicotar a próxima Copa do Mundo, segundo informação da TV inglesa Sky Sports. 

Tal postura seria uma reação ao plano divulgado pela FIFA nesta terça-feira (28) para a criação de uma empresa para fazer a operação de suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. 

O objetivo da entidade é vender participações minoritárias nesta nova empresa.

A próxima edição da Copa do Mundo, em 2030, terá os europeus Espanha e Portugal como 2 de suas principais sedes.

As confederações associadas à UEFA já debatem o possível boicote à Copa do Mundo, e uma reunião virtual está prevista para ocorrer nesta semana para definir a estratégia, a fim de evitar que a FIFA crie a empresa para a venda de ações a investidores privados.

Vale destacar que a UEFA, entidade máxima do futebol europeu, também posicionou-se frontalmente contra a ideia encampada pela FIFA e questionou a transparência do processo. 

Leia a nota abaixo:

"Isso cruza uma linha que as instituições governamentais do futebol nunca deveriam cruzar. A UEFA leva isso extremamente a sério. Toda Associação Nacional de Futebol também deveria. Todo stakeholder também: ligas, clubes, jogadores, torcedores, governos e todos que se importam com o futuro do esporte. A alma e a governança do futebol não são ativos para negociar, especialmente com zero transparência quanto a quem ganha financeiramente. Nenhum de nós é dono do futebol. Não cabe à FIFA vendê-lo.”

Entenda o caso: Centro da polêmica que revoltou UEFA e federações filiadas, a empresa a ser criada é a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária cujo controle majoritário seria da FIFA. 

A companhia ficaria responsável por consolidar as operações comerciais e das principais competições organizadas pela entidade.

A FIFA acredita que a FFE valeria no total US$ 20 bilhões (R$ 102,3 bilhões). 

Por isso, diz que a venda do equivalente a US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) em ações significaria que os investidores privados seriam minoritários na nova empresa.

Com o dinheiro arrecadado, a FIFA promete aumentar a quantia distribuída para a federação de cada país membro da entidade. 

Atualmente, paga R$ 41 milhões para cada país. 

Se o plano for aprovado, a quantia poderia chegar a R$ 102 milhões no ciclo até a Copa do Mundo de 2030, R$ 112,5 milhões até 2034 e 123 milhões até 2038.

Na nota publicada em seu site oficial, a FIFA diz que a injeção de dinheiro privado pode ser decisiva para "alcançar todo o potencial dos direitos de transmissão e dos patrocínios da Fifa em todo o seu portfólio de competições de futebol masculino, feminino e de base".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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