quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Críticas ao governo paraense

Clubes do Pará criticam investimento do Governo e de mineradora em Centros de Treinamentos de Remo e Paysandu.

Castanhal, Cametá, Bragantino e Tuna seguem exemplo do Águia de Marabá e apontam desigualdade regional e cobram política esportiva mais inclusiva.

A decisão do Governo do Estado, em parceria com a mineradora Vale, de investir nos centros de treinamento exclusivamente para Remo e Paysandu, na região metropolitana de Belém, segue gerando reação no futebol paraense.

Além do Águia de Marabá, outras equipes paraenses, como Castanhal, Cametá, Bragantino e Tuna Luso divulgaram notas oficiais criticando a concentração dos investimentos e defendendo uma política esportiva justa.

Os clubes reconhecem a importância do fortalecimento da infraestrutura esportiva e destacam o papel do futebol como ferramenta de transformação social, formação de atletas e desenvolvimento da cidadania. 

No entanto, avaliam que a decisão amplia desigualdades ao ignorar outras equipes.

O Águia de Marabá foi o primeiro a se manifestar, classificando a exclusão como injusta, especialmente por ocupar a sexagésima sétima posição no Ranking Nacional de Clubes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e ser apontado como a terceira força do futebol paraense. 

O Azulão destacou ainda sua localização estratégica no estado, região onde se concentram as maiores operações da Vale.

Na mesma linha, o Castanhal afirmou que o futebol paraense não se resume aos clubes da capital e ressaltou a importância das equipes do interior na inclusão social, na formação de atletas e na geração de oportunidades fora do eixo metropolitano. 

O Japiim defendeu critérios baseados em equidade regional, mérito esportivo e impacto social.

Já o Cametá lembrou que cerca de 75% dos clubes que disputam o Campeonato Paraense são do interior e ressaltou que representa não apenas o município de Cametá, mas toda a região do Baixo Tocantins, composta por 11 municípios e aproximadamente 800 mil habitantes. 

Para o Mapará, o crescimento do futebol estadual passa pela valorização equilibrada entre capital e interior.

O Bragantino classificou a exclusão como ainda mais injusta no seu caso, destacando que possui terreno próprio disponível para a construção de um centro de treinamento. 

Segundo o clube, a estrutura beneficiaria diretamente atletas profissionais, categorias de base e a comunidade local, fortalecendo o esporte e reduzindo desigualdades regionais.

A Tuna Luso Brasileira também se posicionou publicamente, ressaltando sua trajetória histórica no futebol paraense e nacional, além do papel fundamental na formação de atletas e profissionais do esporte. 

A Águia Guerreira defendeu que políticas públicas e parcerias privadas devem reconhecer o impacto social e esportivo de clubes tradicionais do interior e fora do eixo metropolitano.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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