terça-feira, 29 de abril de 2025

Vitória do Paris Santi-Germain

Em Londres, Paris Saint-Germain se sente em casa e faz jogo maduro para bater o Arsenal.

Time inglês saiu perdendo logo aos 3 minutos do primeiro tempo e poderia ter sofrido uma derrota pior.

Toda a mobilização do Arsenal em torno da primeira semifinal de Champions em casa depois de anos durou apenas 3 minutos do primeiro tempo. 

Esse foi o tempo que o Paris Saint-Germain precisou para sair na frente no placar e reverter a atmosfera do Emirates Stadium de forma impressionante. 

Admirável também foi a postura dos parisienses em campo. 

Controlaram a maior parte do duelo com muita organização.

Dembélé e Donnaruma foram os nomes do Paris Saint-Germain no jogo. 

O primeiro fez o seu papel de ''falso nove'' com maestria e marcou o gol único do duelo em jogada que ele mesmo começou a construir no início da partida. 

O segundo fez defesas fundamentais em finalizações de Trossard e Martinelli nos poucos momentos de real pressão dos londrinos.

Em meio aos vários problemas que precisou lidar para botar o que há de melhor em campo na temporada, Mikel Arteta ganhou mais um nesta primeira semifinal. 

Partey, suspenso, foi desfalque. Rice e Merino foram recuados. 

Trossard entrou no ataque. 

Já Luis Enrique não teve ausências.

Doué formou o trio de ataque com Dembélé e Kvaratskhelia. Barcola ficou no banco.

As expectativas de um grande duelo foram atendidas desde os primeiros instantes em Londres. 

E foram os visitantes que se sentiram confortáveis para dominar o início. 

O Paris Saint-Germain abriu o placar logo aos 3 minutos do primeiro tempo. 

Dembélé concluiu com precisão a assistência de Kvaratskhelia, mas participou da construção da jogada ainda no campo de defesa.

Foi dele a flutuação atrás da linha de meio-campo do Arsenal em uma tentativa de marcar pressão dos donos da casa. 

Kiwior e Saliba não o vigiaram e Dembélé recebeu o belo passe de Nuno Mendes antes de acionar Kvara e receber de volta. 

O Arsenal demorou também a reocupar a frente da área no lance. 

Um balde de água fria na torcida e no time, que sentiu o baque por pelo menos 20 minutos do primeiro tempo.

Até a metade do primeiro tempo o jogo era inteiramente dos parisienses. 

Além da já citada conexão Nuno Mendes-Dembelé às costas do meio londrino, o lateral português também achava linhas de passe com frequência para Kvaratskhelia, que sustentava e superava o combate de Timber. 

Chegou a reclamar de pênalti do lateral holandês inclusive.

Hakimi e Doué também encontravam um terreno fértil para contundentes avanços pela direita. 

Martinelli combatia o marroquino sem a devida energia. 

Vitinha, João Neves e Fabian Ruiz controlavam o meio-campo. 

Venciam duelos físicos. 

Raya precisou fazer grande defesa em finalização de Doué para impedir que o Paris Saint-Germain ampliasse.

O Arsenal foi tomando providências para voltar ao jogo. 

A primeira delas foi ajustar o combate a Dembélé e impedir que o camisa 10 flutuasse nas costas do meio-campo quando subisse a marcação. 

Saliba ou Kiwior começaram a acompanhá-lo de perto. 

A segunda foi fazer com que Saka fosse mais agressivo para diminuir o raio de ação de Nuno Mendes. 

Aos poucos funcionou.

O time começou a roubar bolas e reter a posse dentro do campo do Paris. 

Lewis-Skelly e Merino foram determinantes para gerar opções de passe atrás da primeira linha de pressão francesa na saída de bola dos Gunners. 

O lateral somou varios passes importantes também no campo de ataque. 

Sempre avançando por dentro, serviu Trossard e Martinelli na área. O brasileiro parou em Donnarumma.

Outro ponto que fez o Arsenal crescer no jogo: as faltas cobradas diretamente para a área. 

O time não teve nenhum pudor em lançar bolas aéreas em qualquer falta após o meio-campo. 

Até o goleiro Raya fez isso. 

Gerou volume e incômodo. 

Merino se impôs nessas bolas diretas. 

Saka passou a receber mais passes perto da área e entrou no jogo. 

O empate parecia próximo quando o primeiro tempo acabou.

A estratégia seguiu no segundo tempo, e Merino chegou a marcar em impedimento de ''meio corpo'' logo no primeiro minuto. 

Mais uma das muitas jogadas ensaiadas do Arsenal em bolas paradas. 

O Paris Saint-Germain buscou valorizar a posse, trocar passes para não ser pressionado pelos donos da casa. 

Conseguiu alternar momentos de controle com a bola no pé e outros de sustentação defensiva.

Saliba, Rice e Trossard seguiram o crescimento iniciado no primeiro tempo. 

O meio-campista fez uma grande jogada antes da finalização cruzada do belga dentro da área. 

Donnarumma voltou a fazer grande defesa. 

Luis Enrique precisou sacar Dembélé. 

Barcola entrou. Depois trocou Doué por Gonçalo Ramos. 

Barcola virou o ponta-direita.

A ausência de jogadas de perigo dos donos da casa fez o ambiente do Emirates Stadium muito morno.

O Arsenal até rondava a área do Paris, mas penetrava pouco. 

Não achava as soluções para voltar a ter volume. 

Arteta foi fazer sua primeira mexida apenas aos 37 minutos do segundo tempo. 

Ben White substituiu Timber numa troca simples de laterais.

Enquanto isso, a torcida francesa não parava de apoiar o time, que era mais perigoso em envolventes trocas de passe. 

Barcola e Gonçalo Ramos perderam grandes oportunidades diante de Raya. 

Uma dessas chances após lançamento primoroso de Marquinhos.

O Arsenal ainda teve uma ou outra ação de destaque com Martinelli e Saka na reta final do duelo, mas nada que possibilitasse criar jogadas de forma regular diante de uma defesa bem postada e segura. 

Vai precisar reverter o resultado na capital francesa semana que vem.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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