Em Londres, Paris Saint-Germain se sente em casa e faz jogo maduro para bater o Arsenal.
Time inglês saiu perdendo logo aos 3 minutos do primeiro tempo e poderia ter sofrido uma derrota pior.
Toda a mobilização do Arsenal em torno da primeira semifinal de Champions em casa depois de anos durou apenas 3 minutos do primeiro tempo.
Esse foi o tempo que o Paris Saint-Germain precisou para sair na frente no placar e reverter a atmosfera do Emirates Stadium de forma impressionante.
Admirável também foi a postura dos parisienses em campo.
Controlaram a maior parte do duelo com muita organização.
Dembélé e Donnaruma foram os nomes do Paris Saint-Germain no jogo.
O primeiro fez o seu papel de ''falso nove'' com maestria e marcou o gol único do duelo em jogada que ele mesmo começou a construir no início da partida.
O segundo fez defesas fundamentais em finalizações de Trossard e Martinelli nos poucos momentos de real pressão dos londrinos.
Em meio aos vários problemas que precisou lidar para botar o que há de melhor em campo na temporada, Mikel Arteta ganhou mais um nesta primeira semifinal.
Partey, suspenso, foi desfalque. Rice e Merino foram recuados.
Trossard entrou no ataque.
Já Luis Enrique não teve ausências.
Doué formou o trio de ataque com Dembélé e Kvaratskhelia. Barcola ficou no banco.
As expectativas de um grande duelo foram atendidas desde os primeiros instantes em Londres.
E foram os visitantes que se sentiram confortáveis para dominar o início.
O Paris Saint-Germain abriu o placar logo aos 3 minutos do primeiro tempo.
Dembélé concluiu com precisão a assistência de Kvaratskhelia, mas participou da construção da jogada ainda no campo de defesa.
Foi dele a flutuação atrás da linha de meio-campo do Arsenal em uma tentativa de marcar pressão dos donos da casa.
Kiwior e Saliba não o vigiaram e Dembélé recebeu o belo passe de Nuno Mendes antes de acionar Kvara e receber de volta.
O Arsenal demorou também a reocupar a frente da área no lance.
Um balde de água fria na torcida e no time, que sentiu o baque por pelo menos 20 minutos do primeiro tempo.
Até a metade do primeiro tempo o jogo era inteiramente dos parisienses.
Além da já citada conexão Nuno Mendes-Dembelé às costas do meio londrino, o lateral português também achava linhas de passe com frequência para Kvaratskhelia, que sustentava e superava o combate de Timber.
Chegou a reclamar de pênalti do lateral holandês inclusive.
Hakimi e Doué também encontravam um terreno fértil para contundentes avanços pela direita.
Martinelli combatia o marroquino sem a devida energia.
Vitinha, João Neves e Fabian Ruiz controlavam o meio-campo.
Venciam duelos físicos.
Raya precisou fazer grande defesa em finalização de Doué para impedir que o Paris Saint-Germain ampliasse.
O Arsenal foi tomando providências para voltar ao jogo.
A primeira delas foi ajustar o combate a Dembélé e impedir que o camisa 10 flutuasse nas costas do meio-campo quando subisse a marcação.
Saliba ou Kiwior começaram a acompanhá-lo de perto.
A segunda foi fazer com que Saka fosse mais agressivo para diminuir o raio de ação de Nuno Mendes.
Aos poucos funcionou.
O time começou a roubar bolas e reter a posse dentro do campo do Paris.
Lewis-Skelly e Merino foram determinantes para gerar opções de passe atrás da primeira linha de pressão francesa na saída de bola dos Gunners.
O lateral somou varios passes importantes também no campo de ataque.
Sempre avançando por dentro, serviu Trossard e Martinelli na área. O brasileiro parou em Donnarumma.
Outro ponto que fez o Arsenal crescer no jogo: as faltas cobradas diretamente para a área.
O time não teve nenhum pudor em lançar bolas aéreas em qualquer falta após o meio-campo.
Até o goleiro Raya fez isso.
Gerou volume e incômodo.
Merino se impôs nessas bolas diretas.
Saka passou a receber mais passes perto da área e entrou no jogo.
O empate parecia próximo quando o primeiro tempo acabou.
A estratégia seguiu no segundo tempo, e Merino chegou a marcar em impedimento de ''meio corpo'' logo no primeiro minuto.
Mais uma das muitas jogadas ensaiadas do Arsenal em bolas paradas.
O Paris Saint-Germain buscou valorizar a posse, trocar passes para não ser pressionado pelos donos da casa.
Conseguiu alternar momentos de controle com a bola no pé e outros de sustentação defensiva.
Saliba, Rice e Trossard seguiram o crescimento iniciado no primeiro tempo.
O meio-campista fez uma grande jogada antes da finalização cruzada do belga dentro da área.
Donnarumma voltou a fazer grande defesa.
Luis Enrique precisou sacar Dembélé.
Barcola entrou. Depois trocou Doué por Gonçalo Ramos.
Barcola virou o ponta-direita.
A ausência de jogadas de perigo dos donos da casa fez o ambiente do Emirates Stadium muito morno.
O Arsenal até rondava a área do Paris, mas penetrava pouco.
Não achava as soluções para voltar a ter volume.
Arteta foi fazer sua primeira mexida apenas aos 37 minutos do segundo tempo.
Ben White substituiu Timber numa troca simples de laterais.
Enquanto isso, a torcida francesa não parava de apoiar o time, que era mais perigoso em envolventes trocas de passe.
Barcola e Gonçalo Ramos perderam grandes oportunidades diante de Raya.
Uma dessas chances após lançamento primoroso de Marquinhos.
O Arsenal ainda teve uma ou outra ação de destaque com Martinelli e Saka na reta final do duelo, mas nada que possibilitasse criar jogadas de forma regular diante de uma defesa bem postada e segura.
Vai precisar reverter o resultado na capital francesa semana que vem.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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