terça-feira, 29 de abril de 2025

Sem acordo

Caixinha não aceita acordo de rescisão com o Santos e pode ir à Justiça para receber valor da multa.

Fim do vínculo foi publicado no BID (Boletim Informátivo Diário) nesta terça-feira (29) após rompimento unilateral. 

Treinador espera receber os R$ 15 milhões à vista até o dia 2 de maio. 

Clube entrega caso ao departamento jurídico.

O técnico Pedro Caixinha está incomodado com o Santos. 

O clube registrou a rescisão de seu contrato no Boletim Informativo Diário da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na tarde desta terça-feira (29), mesmo sem ter chegado a um acordo com o português pelo pagamento da multa, de aproximadamente R$ 15 milhões.

O estafe do treinador ameaça entrar na Justiça se não receber o montante à vista até 2 de maio. 

O Peixe deseja parcelar o valor em tr anos.

O Santos propôs ao estafe de Caixinha o pagamento de forma parcelada na última semana e ouviu um "não" inicial, mas insistiu na solicitação. 

Sem uma nova reposta, o clube avançou pelo desligamento unilateral do profissional, sem a assinatura dele em contrato, e entregou o caso ao departamento jurídico.

O estafe de Caixinha, que não assinou a rescisão, entende que a ação do Santos, de formalizar a saída no BID ainda assim, é uma infração ao regulamento da CBF. 

O clube se diz disposto a honrar o compromisso assumido com o técnico, mas da forma como o fluxo de caixa permite. 

Ou seja, parcelado.

O Santos também alega que não há barreiras burocráticas para formalizar a saída do português, mesmo sem acordo, e registrar seu novo comandante no BID, Cléber Xavier, nas próximas horas.

A situação surpreendeu Caixinha e seu estafe, que souberam da publicação no BID pela imprensa e acreditavam que o clube estivesse impedido de seguir adiante na regularização do novo técnico sem a assinatura do distrato.

Uma das fontes do Peixe ouvidas pela reportagem alegou que o parcelamento da multa rescisória é algo usual no futebol mundial e que Caixinha estaria sendo intransigente na negociação, tentando impedir o clube de "seguir em frente" após sua demissão.

Por outro lado, os advogados de Caixinha argumentam que a diretoria do Santos se comprometeu, na época da contratação, em janeiro, a realizar o pagamento integral do valor em até 10 dias, caso demitisse a comissão técnica. 

Agora, aguardam pelo pagamento até o dia 2 de maio. 

Do contrário, entrarão na Justiça.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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