Haaland deita e rola, Brasil cai para a Noruega e amarga maior jejum em Copas do Mundo.
Norueguês faz 2 gols no segundo tempo, Brasil desconta no fim com Neymar e vai para casa com pior campanha desde 1990.
O Brasil está fora da Copa do Mundo de 2026.
A freguesia para a Noruega está de pé e desta vez tem nova cara.
Haaland exterminou o futebol brasileiro em 10 minutos durante o segundo tempo e fez os dois gols da vitória norueguesa por 2 a 1 (Neymar descontou nos acréscimos de pênalti), em Nova Jersey, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Eliminado, o Brasil amarga o maior jejum de sua história desde que foi campeão do mundo pela primeira vez.
A sexta queda seguida para uma seleção europeia em Copas deixa o time de Carlo Ancelotti com a pior classificação desde 1990, quando caiu para a Argentina também nas oitavas de final.
Por coincidência, no Mundial da Itália, quando o atual treinador da Seleção defendia as cores da Azzurra.
A Noruega com a bola e o Brasil mais perigoso.
A tônica do primeiro tempo foi essa no Metlife totalmente lotado com mais de 80 mil pessoas.
Com bom controle de bola de Odegaard, os noruegueses chegaram a ter 60% da posse, mas pouco ameaçaram.
O Brasil, outra vez, dependeu mais do combate no campo adversário.
O pênalti sofrido por Matheus Cunha começou assim, em roubada de Rayan.
Mas Bruno Guimarães perdeu.
Nyland fez boa defesa.
A pressão de Vinícius Júnior gerou outra chance, novamente parada pelo goleiro norueguês em chute de canhota do camisa 7 brasileiro.
Ancelotti colocou Endrick no lugar de Matheus Cunha aos 12 minutos do segundo tempo.
Minutos depois, Vinícius Júnior colocou o garoto na cara do gol.
Mas ele deixou a bola escapar e tocou para fora.
A Noruega ameaçou com Haaland, aos 21 minutos do segundo tempo, depois de cruzamento de Ajer de trivela.
Para sorte do Brasil, o atacante chegou atrasado e tocou para fora.
Não perdoou pouco depois.
Aos 34 minutos do segundo tempo, Schjleuderup abriu na ponta esquerda e cruzou.
Haaland se antecipou a Gabriel Magalhães e cabeceou no canto.
10 minutos depois, aos 44 minutos do segundo tempo, o gigante não precisou usar da altura.
De fora da área, ele soltou uma bomba no canto esquerdo de Alisson: 2 a 0.
Com Neymar em campo desde os 22 minutos do segundo tempo, Danilo Santos e Ederson também entraram, a Seleção até tentou ganhar terreno, mas só ameaçou mesmo num quase incrível gol contra de Ajer.
Com 2 a 0 contra, Casemiro sofreu cotovelada em bola na área nos acréscimos.
De pênalti, Neymar descontou (2 a 1).
Fim de um sonho que não demorou muito para acabar nos Estados Unidos.
Neymar não jogou sequer um tempo na Copa do Mundo de 2026, aquela que disse que seria a última da carreira.
Aos 34 anos, pode contar que igualou Pelé como segundo brasileiro a marcar em 4 Copas do Mundo, seu nono gol em Mundiais saiu de pênalti.
Com a bola rolando, foi inofensivo.
No fim do jogo, quase perdeu a cabeça em falta mais feia em cima de Odegaard e na discussão com os jogadores adversários.
Logo depois, fez o gol de pênalti, deu um sorriso e foi provocar o goleiro da Noruega.
Haaland tentou 3 vezes o gol no segundo tempo.
Na primeira bola, chegou atrasado.
Na segunda, ganhou a disputa com Gabriel Magalhães pelo alto para colocar a bola no fundo das redes.
Na terceira tentativa, de fora da área, fuzilou o gol de Alisson.
O chute ainda passou por baixo das pernas de Danilo.
Um centroavante com fúria, que chega a sete gols em 4 jogos na Copa do Mundo.
A Noruega já tem a sua melhor campanha na história das Copas do Mundo.
Agora, enfrenta nas quartas de final, no próximo sábado (11), às 18 horas (horário de Brasília), o vencedor de México e Inglaterra.
As 2 seleções se enfrentam ainda neste domingo (5).
O Brasil volta para casa e só volta a jogar na data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) de setembro.
A equipe tem 2 amistosos marcados contra a Austrália, o primeiro deles em 25 de setembro, em Townsville, e o segundo 4 dias depois, em 29 de setembro em Brisbane.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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