A FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) bem que poderia criar um “Desenrola” para salvar clubes como o Botafogo.
O clube já havia sofrido um transfer ban em dezembro de 2025 pela mesma dívida com o Atlanta United.
Agora, novamente punido pela FIFA, corre o risco de perder pontos.
O Botafogo voltou a sofrer punição da FIFA por atraso no pagamento ao Atlanta United e a situação já começa a lembrar aqueles brasileiros que vivem renegociando boletos para evitar o nome sujo.
Sai do aperto num mês, parcela a dívida no outro, ganha um prazo aqui, perde outro ali, e quando pensa que respirou, aparece uma nova cobrança na porta.
Talvez esteja faltando à FIFA criar sua própria versão do Desenrola Brasil para clubes enrolados financeiramente.
Um programa internacional de renegociação para times especialistas em viver no limite do caixa, atrasar parcelas e negociar acordos emergenciais para escapar de punições esportivas.
O Botafogo já havia sofrido um transfer ban em dezembro de 2025 pela mesma dívida com o Atlanta United.
Em fevereiro, pagou US$ 10 milhões à vista para sair do sufoco e conseguiu retirar a punição temporariamente.
O problema é que a segunda parcela do acordo não foi quitada, e a FIFA, diferentemente de gerente de banco em fim de expediente, não costuma demonstrar muita paciência.
O Código Disciplinar da entidade prevê sanções ainda mais pesadas em caso de reincidência, incluindo perda de pontos e até rebaixamento.
Ou seja: a situação começa a ultrapassar a simples proibição de contratar jogadores e entra numa zona de risco esportivo real.
O Desenrola Brasil, citado na brincadeira, é um programa criado pelo governo federal para renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes, oferecendo descontos e condições facilitadas de pagamento para quem estava sufocado financeiramente.
A ideia é limpar o nome de consumidores presos num ciclo de parcelamentos e atrasos.
No caso do Botafogo, porém, o problema parece mais profundo.
O clube vive uma rotina de acordos, cobranças e punições internacionais que deixa a torcida sem saber exatamente qual será o futuro da equipe.
Entre boletos vencidos, parcelas atrasadas e ameaças da FIFA, o Fogão parece ter transformado o transfer ban numa espécie de carnê permanente.
Reportagem: Jornaldebrasilia.com.br
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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