Polícia Federal cria grupo de elite para investigar manipulação esportiva e fraudes em apostas.
Nova estrutura atuará no combate a esquemas envolvendo resultados esportivos, lavagem de dinheiro e organizações criminosas ligadas ao mercado de apostas.
A Polícia Federal criou a Base Apostas, unidade especializada no combate à manipulação de resultados esportivos e fraudes ligadas ao mercado de apostas.
O grupo atuará em investigações sobre lavagem de dinheiro, corrupção, organizações criminosas e movimentações financeiras suspeitas relacionadas ao esporte.
A nova estrutura terá atuação sigilosa, cooperação internacional e equipes especializadas em inteligência financeira, análise de dados e monitoramento digital.
A Polícia Federal oficializou a criação de uma unidade especializada no combate à manipulação de resultados esportivos e crimes relacionados ao setor de apostas no Brasil.
Instituído por meio da portaria número 305, o novo núcleo recebeu o nome de Base Apostas e terá atuação focada em inteligência, investigação e repressão a organizações criminosas ligadas ao ambiente esportivo e financeiro.
A medida surge em meio ao avanço do mercado regulado de apostas esportivas no país e ao aumento das discussões sobre integridade esportiva, monitoramento de plataformas digitais e movimentações financeiras suspeitas dentro do setor.
A formação do grupo foi debatida entre integrantes do Ministério da Fazenda e do Ministério do Esporte, embora a coordenação do projeto tenha ficado centralizada na própria Polícia Federal.
A iniciativa acompanha a implementação da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados e ocorre após indicadores do governo apontarem redução significativa nas denúncias envolvendo o setor, movimento associado ao avanço das ações de capacitação e monitoramento conduzidas pelas autoridades.
O novo grupo terá como principais atribuições a investigação de fraudes esportivas, exploração irregular de apostas, lavagem de dinheiro, corrupção privada, estelionato e associação criminosa.
A atuação também envolverá a produção de inteligência estratégica para identificar padrões suspeitos em competições esportivas e operações financeiras fora do comportamento esperado.
Com caráter institucional, a Base Apostas terá duração inicial de um ano, com possibilidade de renovação após avaliação da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal.
A estrutura ficará subordinada à Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.
O grau de sigilo da operação é tratado como prioridade dentro da corporação.
As instalações da nova unidade funcionarão em local reservado nas proximidades do Distrito Federal, em endereço mantido sob confidencialidade para preservar a segurança das investigações e das equipes envolvidas.
As diretrizes operacionais da Base Apostas priorizam o combate a organizações criminosas estruturadas.
O grupo poderá utilizar ferramentas investigativas consideradas especiais, além de concentrar esforços na identificação de financiadores, operadores e intermediários envolvidos nos esquemas investigados.
Outro foco da operação será a recuperação de ativos financeiros vinculados aos crimes, incluindo bloqueio, apreensão e sequestro de bens utilizados por grupos criminosos ligados ao mercado ilegal de apostas e à manipulação de competições.
A atuação da unidade também incluirá cooperação internacional com autoridades policiais estrangeiras, além de articulação com entidades esportivas e órgãos reguladores do setor.
Entre as responsabilidades do grupo estará ainda a elaboração de relatórios periódicos sobre movimentações suspeitas em eventos esportivos e fluxos financeiros considerados incompatíveis com padrões normais de mercado.
A estrutura mínima da Base Apostas contará com um delegado da Polícia Federal responsável pela coordenação da unidade, além de um escrivão e três policiais analistas, incluindo um gerente operacional.
A seleção dos integrantes priorizará profissionais com experiência em inteligência financeira, análise de dados e monitoramento de plataformas digitais.
Enquanto a estrutura definitiva não for concluída, o grupo poderá atuar temporariamente nas dependências da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro da Polícia Federal por até 90 dias.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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