Palmeiras encerra a era Allianz Parque no naming rights de seu estádio com receita milionária.
Nubank assumiu o contrato dos direitos de nomeação da arena pelos próximos 18 anos.
A era Allianz Parque chegou ao fim no estádio do Palmeiras após um período marcado por números relevantes dentro e fora de campo.
Ao longo desse ciclo, foram 348 jogos disputados, com público acumulado de 8,7 milhões de torcedores e repasses superiores a R$ 235 milhões relacionados ao uso das propriedades da arena, segundo levantamento do Globo Esporte.
Esses dados levam em conta o acordo firmado com a WTorre a partir de outubro de 2024, quando as partes encerraram uma disputa judicial que se estendia por cerca de 10 anos.
A partir desse entendimento, os valores passaram a ser contabilizados de forma conjunta, consolidando o impacto financeiro da operação do estádio durante o período sob a marca Allianz Parque.
O último evento realizado com essa nomenclatura ocorreu na noite de sábado (2), no empate entre Palmeiras e Santos, encerrando oficialmente o ciclo antes da mudança.
A partir de agora, o estádio passa a ter o naming rights vinculado ao Nubank pelos próximos 18 anos.
A nova nomenclatura foi anunciada nesta segunda-feira (4), após votação encerrada na semana passada com três opções disponíveis.
A escolha dos torcedores definiu Nubank Parque como o novo nome do estádio palmeirense.
Segundo a WTorre, administradora da arena, o Allianz Parque recebeu mais de 2.400 eventos durante os 12 anos sob a antiga denominação.
Desse total, 348 foram jogos, além de 269 shows, sendo 148 de artistas internacionais e 121 nacionais, e uma série de ativações corporativas realizadas no local.
De acordo com o historiador do clube, Fernando Galuppo, a arrecadação com bilheteria da equipe paulista no período chegou a R$ 564,6 milhões, considerando apenas partidas do time profissional masculino.
Outras categorias, como base e futebol feminino, não entram nesse cálculo e ampliam o volume total gerado no estádio ao longo dos anos.
O Verdão utiliza receitas brutas para compor seus números e desconsidera os duelos realizados durante a pandemia da Covid-19, período em que não houve presença de público e, consequentemente, arrecadação com ingressos.
Além da bilheteria, o Alviverde também participa de receitas provenientes de diferentes frentes da arena, como aluguel para shows, exploração de setores, locação de camarotes e cadeiras, além da participação nos naming rights.
O acordo anterior com a Allianz, considerado defasado pela WTorre, previa cerca de R$ 15 milhões por ano, com ajustes inflacionários ao longo do tempo.
Já o contrato com o Nubank gira em torno de R$ 51 milhões anuais.
Embora o Palmeiras não tenha participado diretamente da negociação, o clube mantém direito a 15% do valor, com aumento progressivo desse percentual a cada 5 anos.
Em 2026, o Palmeiras divulgou apenas os dados financeiros de janeiro, registrando R$ 5,5 milhões em receitas ligadas ao uso das propriedades do estádio.
Ainda faltam os números de fevereiro, março e abril para consolidar o encerramento completo da era Allianz Parque.
Para a temporada, o Verdão projeta arrecadar R$ 78 milhões com essas receitas, sem incluir bilheteria, valor que pode ser revisado após a formalização do novo acordo de naming rights.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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