CazéTV aposta em comunidade e experiência multiplataforma na Copa do Mundo 2026.
Felipe Tebet, Head de conteúdo do canal, detalha estratégia centrada no fã, cobertura internacional e construção de narrativa contínua durante o Mundial.
A CazéTV estruturou sua cobertura da Copa do Mundo com foco na comunidade e na centralidade do fã em todas as etapas da produção de conteúdo.
Felipe Tebet detalhou no “O Business da Copa” como a plataforma adapta sua estratégia entre jogos exclusivos e não exclusivos para diferentes públicos.
A operação também prevê cobertura internacional ampliada, com criadores em campo e produção contínua de conteúdo em múltiplas plataformas.
A CazéTV estruturou sua operação para a Copa do Mundo 2026 a partir de um modelo que coloca a comunidade no centro de todas as decisões de conteúdo.
A lógica, segundo a plataforma, parte da origem do projeto e da relação direta com o público, que deixa de ser apenas audiência e passa a integrar ativamente a construção das transmissões e narrativas ao longo do torneio.
Em participação no especial “O Business da Copa”, do MKTEsportivo, o head de conteúdo da CazéTV, Felipe Tebet, explicou como esse direcionamento guia a atuação no Mundial.
Segundo ele, a proposta é consolidar uma cobertura em que o fã não apenas consome o produto, mas participa dele de forma contínua, independentemente do tipo de jogo ou da relevância da partida dentro da competição.
Felipe destaca que a estratégia busca manter o vínculo com a base já formada na Copa de 2022 e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance para novos públicos que terão o primeiro contato com a plataforma durante o torneio.
“Tudo isso parte da nossa essência, que vem da nossa comunidade, de onde a gente veio e para onde a gente quer ir. Esse caminho passa pelo fã no centro do nosso negócio, no centro do nosso conteúdo. O que a gente quer nessa Copa é garantir que a nossa comunidade, os nossos fãs, se sintam representados, se sintam parte e construam essa Copa do Mundo junto da CazéTV. A ideia não é fazer uma Copa de um para muitos, mas uma Copa de um para um, falando com milhões de amigos, velhos amigos que acompanharam a Copa do Mundo de 2022 com a gente e novos amigos que vão conhecer a CazéTV nessa edição e, esperamos, permanecer por muitos anos, acompanhando todo o esporte que a gente tem”, disse.
A estratégia de distribuição dos jogos também ocupa papel central no planejamento da CazéTV.
Com parte das partidas em modelo de exclusividade e outras em regime aberto, a equipe identifica diferentes níveis de engajamento do público e adapta a entrega de conteúdo a esses cenários.
Nos jogos de maior apelo global, a plataforma projeta uma audiência mais ampla, enquanto nas transmissões não exclusivas o foco recai sobre a fidelização da comunidade já consolidada.
Para Tebet, esses dois contextos exigem abordagens distintas, mas complementares, dentro da mesma lógica editorial.
A prioridade é manter a coerência da identidade da CazéTV, independentemente do tamanho da audiência em cada transmissão, reforçando o papel da comunidade como eixo central da operação.
“A exclusividade, com metade dos jogos, é algo importante, com partidas como Argentina, Portugal, Espanha e Alemanha. Mas o grande desafio está nos jogos não exclusivos, onde o fã escolhe estar com a CazéTV. É nesses jogos que a gente busca reforçar o senso de comunidade, entregando um conteúdo para quem escolheu estar com a gente. Não há nada mais nobre e mais gostoso do que produzir para quem decidiu estar ali com a gente. Ao mesmo tempo, estamos preparados para os jogos em que todo o Brasil vai assistir com a CazéTV de uma forma diferente”, comentou Felipe.
A preparação da equipe também envolve a adaptação para diferentes perfis de público ao longo da competição.
Em jogos de maior alcance nacional, a CazéTV pretende manter uma abordagem acessível para quem está tendo o primeiro contato com a plataforma, sem abrir mão dos elementos que caracterizam seu estilo de transmissão.
A ideia é equilibrar identidade e abertura, respeitando a diversidade de públicos que acompanham uma Copa do Mundo.
“Queremos que a torcida brasileira vibre junto com a gente, sendo mais do que espectadores, mas parte dessa busca pela sexta estrela. Nos jogos não exclusivos, sabemos que haverá muitos torcedores conhecendo a CazéTV pela primeira vez, e queremos fazer uma transmissão receptiva, sem perder a nossa identidade, mas respeitando quem está chegando para assistir uma Copa do Mundo, às vezes com uma experiência diferente”, ressaltou Tebet.
Copa do Mundo de Clubes como laboratório: No planejamento da cobertura internacional, a CazéTV também utiliza experiências anteriores como referência operacional.
A Copa do Mundo de Clubes, realizada nos Estados Unidos, foi apontada como um dos principais laboratórios para a estrutura que será aplicada na Copa do Mundo, especialmente em relação à logística e à distribuição das equipes em diferentes cidades.
“A gente já viveu um pouco disso no Mundial de Clubes, que foi um laboratório importante, realizado nos Estados Unidos. Foi uma experiência que ajudou a entender a complexidade logística em um país continental. Para a Copa, teremos equipes distribuídas, incluindo uma estrutura maior com a seleção brasileira”, comentou o profissional.
Além da cobertura dos jogos, a proposta editorial inclui a exploração das cidades-sede e do cotidiano dos locais onde a Copa será disputada.
A ideia é ampliar a experiência do público para além do ambiente esportivo, incorporando elementos culturais, urbanos e sociais nas transmissões, com presença constante de criadores de conteúdo em campo.
“Um ponto importante dessas coberturas é não se limitar aos espaços tradicionais da imprensa. A ideia é também mostrar as cidades, permitir que o público conheça os locais junto com a gente. Em Nova York, por exemplo, mostrar o Times Square ao vivo, com interações na rua, traz uma camada cultural além da transmissão. Essa abordagem ajuda a aproximar o torcedor da experiência de estar no local, com elementos do cotidiano, preços, hábitos e cultura”, acrescentou.
Essa lógica de cobertura contínua também se reflete na forma como a CazéTV organiza sua produção de conteúdo ao longo do dia.
A operação não se restringe às transmissões de jogos, mas se estende para uma cobertura permanente em diferentes formatos e plataformas, com atuação simultânea em redes sociais, programas e transmissões ao vivo.
“A cobertura internacional é pensada como uma jornada compartilhada com o torcedor, desde a saída do Brasil até o dia a dia no país-sede. Não se trata apenas de transmissão de jogos, mas de uma produção contínua de conteúdo, com criadores atuando ao longo de todo o dia, em diferentes plataformas como redes sociais, programas e transmissões ao vivo”, concluiu.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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