Hisense vê Copa do Mundo como aceleradora da demanda por TVs premium e telas ultragrandes.
Parceira oficial da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), marca aposta na força emocional do torneio para impulsionar upgrades tecnológicos e ampliar presença no segmento premium.
Parceira oficial da FIFA, a Hisense vê a Copa de 2026 como um dos principais motores para acelerar a demanda por TVs premium e telas ultragrandes.
Para a marca, consumidor passou a priorizar experiência, qualidade de imagem e imersão durante transmissões esportivas.
A Hisense também aposta no RGB MiniLED como próxima fronteira tecnológica do setor.
A Copa do Mundo historicamente representa um dos períodos mais importantes para a indústria global de televisores.
Em diferentes ciclos, o torneio ajudou a impulsionar mudanças relevantes no comportamento de compra, acelerando movimentos ligados à adoção de novas tecnologias e ampliando a demanda por categorias premium.
Para 2026, no entanto, o mercado identifica uma transformação mais ampla: o consumidor deixou de olhar apenas para resolução ou tamanho de tela e passou a priorizar a experiência completa dentro de casa.
Parceira oficial da FIFA e líder global no segmento de TVs acima de 100 polegadas, a Hisense entende que o próximo Mundial deve consolidar de vez o crescimento das telas ultragrandes e reforçar a busca por soluções voltadas à imersão durante transmissões esportivas.
Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Matheus Benatti, Diretor de Marketing e Produtos da Hisense no Brasil, explicou que esse movimento já pode ser percebido no atual ciclo de compra.
Segundo o executivo, há uma antecipação maior das decisões de consumo, além de um aumento gradual no ticket médio, especialmente entre consumidores interessados em transformar o ambiente doméstico em uma experiência coletiva para acompanhar os jogos da Copa do Mundo.
“Grandes eventos esportivos tradicionalmente antecipam a decisão de compra, e neste ciclo já observamos um consumidor mais planejado e disposto a trocar o televisor com maior antecedência. Há uma clara migração para telas maiores, com aumento gradual do ticket médio, impulsionado pela busca por uma experiência mais imersiva para assistir aos jogos em casa, muitas vezes com amigos e família”, disse Matheus.
O executivo destaca que a mudança não está concentrada apenas no tamanho das TVs.
O consumidor passou a observar atributos técnicos ligados diretamente à qualidade da experiência esportiva, principalmente em conteúdos de movimento rápido, como o futebol.
Nesse contexto, a Copa do Mundo funciona não apenas como um gatilho comercial, mas como uma vitrine capaz de acelerar tendências que já vinham amadurecendo dentro da indústria de displays.
Para a Hisense, o consumidor atual demonstra um nível maior de entendimento sobre performance visual e diferenciação tecnológica, buscando equipamentos capazes de oferecer melhor definição durante transmissões ao vivo e integração com diferentes ecossistemas de entretenimento.
“Além do tamanho, os critérios de escolha também evoluíram. Recursos como qualidade de contraste, brilho para ambientes iluminados, fluidez de imagem e desempenho em conteúdos esportivos passam a ter mais peso na decisão. O consumidor também está mais atento a tecnologias que entregam melhor definição em transmissões ao vivo, além de conectividade e integração com ecossistemas de entretenimento”, comentou Matheus.
O avanço das telas ultragrandes também acompanha uma transformação estrutural do próprio mercado global de TVs.
Dados recentes da consultoria Omdia indicam forte crescimento nas categorias acima de 80 polegadas até o fim da década, impulsionado pela busca por experiências mais imersivas e pelo avanço das tecnologias de imagem.
Nesse cenário, a Hisense consolidou posição de liderança global no segmento acima de 100 polegadas entre 2023 e 2025, movimento que a empresa associa tanto à evolução tecnológica quanto à mudança gradual de percepção do consumidor sobre formatos maiores.
Segundo Matheus Benatti, grandes eventos esportivos possuem papel relevante dentro desse processo porque potencializam o desejo por experiências compartilhadas.
O profissional avalia que a Copa do Mundo coloca o entretenimento coletivo no centro das atenções e cria um ambiente favorável para categorias premium, especialmente aquelas voltadas à sensação de imersão.
“Eventos como a Copa do Mundo funcionam como catalisadores importantes, pois colocam a experiência coletiva e imersiva no centro da atenção do consumidor. Nesse contexto, as telas ultragrandes ganham relevância natural, já que ampliam a sensação de estádio dentro de casa”, afirmou.
Apesar da força do torneio, a diretora reforça que o crescimento das TVs acima de 100 polegadas não depende exclusivamente de grandes eventos.
Para ela, há um movimento estrutural mais amplo envolvendo evolução tecnológica, melhoria na qualidade das transmissões e transformação dos espaços domésticos, fatores que contribuem para amadurecer o interesse do consumidor por telas cada vez maiores.
O profissional destaca que o avanço da categoria resulta justamente da combinação entre desenvolvimento tecnológico e momentos culturais de grande audiência, como a Copa do Mundo, capazes de acelerar a adoção dessas soluções pelo mercado.
“Ao mesmo tempo, esse crescimento também está ligado a um movimento estrutural do mercado. A popularização de salas integradas, a melhoria da resolução dos conteúdos e a evolução das tecnologias de imagem contribuem para a maturação do consumidor em relação aos formatos acima de 100 polegadas. O que vemos é a combinação desses fatores: um processo contínuo de educação, acelerado por momentos culturais de grande audiência como a Copa”, acrescentou Benatti.
Dentro dessa corrida tecnológica, a Hisense aposta no RGB MiniLED como uma das principais plataformas para a próxima geração de displays premium.
A tecnologia surge como evolução dos sistemas tradicionais de iluminação e busca ampliar controle de brilho, precisão de contraste e pureza de cor diretamente na fonte de luz, algo considerado especialmente relevante em conteúdos esportivos.
Em transmissões de futebol, nas quais há movimentação constante, mudanças rápidas de câmera e tomadas amplas, desempenho visual passou a ser um diferencial competitivo importante para as fabricantes.
Para a companhia, a busca por maior estabilidade de imagem e melhor percepção de profundidade se tornou central em um mercado no qual o esporte ao vivo continua sendo um dos conteúdos mais valiosos para retenção de audiência e consumo de TVs de alto padrão.
“O RGB MiniLED representa um avanço importante porque trabalha com controle mais preciso da iluminação e cores mais puras diretamente na fonte de luz. Isso permite maior brilho, contraste mais refinado e melhor separação entre áreas claras e escuras, algo essencial em transmissões esportivas”, explicou Matheus.
Ele afirma ainda que o principal ganho da tecnologia aparece justamente na fluidez da imagem durante conteúdos de movimento rápido, reduzindo borrões e ampliando a definição em cenas mais dinâmicas, algo especialmente relevante para transmissões esportivas de alto nível.
“Em conteúdos de movimento rápido, como o futebol, essa tecnologia contribui para imagens mais estáveis, com redução de borrões e melhor definição da bola e dos jogadores em deslocamento. O resultado é uma cena mais nítida, com cores consistentes e melhor percepção de profundidade, mesmo em tomadas amplas e mudanças rápidas de câmera”, completou.
Copa do Mundo para se aproximar do consumidor: Além do investimento em inovação, a Hisense também utiliza o patrocínio da Copa do Mundo como ferramenta estratégica de comunicação e aproximação com o consumidor.
Para a empresa, o torneio ajuda a transformar especificações técnicas em benefícios facilmente percebidos pelo público, reduzindo a complexidade da decisão de compra e aproximando tecnologia de experiência prática.
A presença da marca em campanhas, ativações e pontos de venda durante o período da competição faz parte justamente dessa estratégia de contextualização, conectando atributos tecnológicos ao ambiente emocional e coletivo proporcionado pelo futebol.
“O patrocínio cria um contexto claro de uso, facilitando a conexão entre tecnologia e experiência real. Ao associar as TVs a um evento global assistido ao vivo, a comunicação deixa de ser apenas técnica e passa a mostrar benefícios práticos, como acompanhar cada detalhe da partida, perceber melhor o movimento ou ter uma experiência mais próxima da arquibancada”, disse Matheus Benatti.
Na avaliação do profissional, o ambiente criado pela Copa também contribui para ampliar a percepção de valor das categorias premium, principalmente quando o consumidor consegue visualizar de maneira prática como determinados recursos impactam a experiência de assistir aos jogos.
“Além disso, a presença da marca em ativações, campanhas e pontos de venda durante o período reforça essa associação, ajudando o consumidor a entender como as inovações impactam diretamente o consumo de conteúdo esportivo. Isso reduz a complexidade da decisão e torna a escolha mais orientada à experiência”, acrescentou.
Mesmo em um cenário econômico competitivo, a percepção da Hisense é de que a Copa do Mundo aumenta a disposição do consumidor em investir mais em entretenimento doméstico.
O apelo emocional e social do torneio, segundo Matheus Benatti, amplia o interesse por upgrades tecnológicos e fortalece categorias ligadas à experiência premium.
“Há uma combinação dos dois fatores, mas a experiência ganha mais relevância nesse período. A Copa é um momento específico, com forte apelo emocional e social, que incentiva o consumidor a investir em uma melhoria perceptível no entretenimento doméstico. Isso favorece upgrades para telas maiores e tecnologias mais avançadas”, afirmou.
Mesmo em um cenário competitivo, a Copa do Mundo amplia a disposição do consumidor em investir mais em entretenimento doméstico.
Para a Hisense, o preço segue relevante, mas a percepção de valor passa a ganhar mais peso durante o torneio, especialmente em categorias premium ligadas à experiência de imagem.
“Ao mesmo tempo, o preço continua sendo um elemento importante, especialmente em um mercado competitivo. O que muda é que o consumidor passa a avaliar mais o custo-benefício, considerando durabilidade, qualidade de imagem e diferenciais tecnológicos. Nesse contexto, há maior disposição para investir quando o ganho de experiência é claro e imediato”, finalizou.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:
Postar um comentário