quarta-feira, 18 de junho de 2025

Títulos mundiais

FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) considerou Fluminense e Palmeiras campeões mundiais? 

Entenda o documento e a explicação.

Relatório trata todos os torneios intercontinentais como "Copa Inter-confederações", mas reconhece como campeões mundiais os vencedores da Intercontinental e do Mundial desde 1960.

O relatório da FIFA para a Copa do Mundo de Clubes, divulgado pela entidade na última terça-feira (17), deu igual tratamento à Copa Rio, conquistada por Fluminense e Palmeiras na década de 1950, e os títulos da Copa Intercontinental e do Mundial de Clubes da FIFA. 

Todos são listados como "Copa Inter-Confederações".

O documento coloca os cariocas e paulistas com uma Copa desse gênero, assim como o Flamengo, que venceu a Copa Intercontinental de 1981. 

O Real Madrid, por exemplo, é listado com 9 títulos desse mesma categoria. 

É um sinal de que a entidade reconheceu os dois clubes brasileiros como campeões mundiais? 

Segundo apurou o Globo Esporte, não.

O relatório trata todos os torneios entre diferentes confederações da mesma forma. 

O Wydad Casablanca, por exemplo, também é listado com um título por ter conquistado o Campeonato Afro-Asiático de Clubes de 1993. 

Nem por isso existe o reconhecimento de um título mundial.

A FIFA mantém a decisão tomada em 2017. 

Todos os clubes que conquistaram a Copa Intercontinental, jogada entre 1960 e 2004, e o Mundial de Clubes da FIFA seguem tratados como Campeões do Mundo. 

Os outros não.

Para haver modificação, é necessário que haja uma decisão do Conselho da FIFA. 

Foi assim em 2017, por exemplo, quando o Conselho analisou e concordou com um pedido feito pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol).

Fluminense e Palmeiras tentam o reconhecimento: As Copas Rio foram inspiradas na Copa do Mundo de seleções e tinham o objetivo de determinar o clube campeão do mundo sob formato semelhante. 

Foram apenas 2 edições disputadas. 

A primeira em 1951, vencida pelo Palmeiras, e a segunda em 1952, vencida pelo Fluminense.

O torneio recebeu o nome de Copa Rio porque a Prefeitura do Rio bancou a hospedagem e logística das delegações. 

Muitas vieram de navio da Europa.

O Palmeiras considera ser campeão mundial por ter vencido a Copa Rio de 1951 e foi quem iniciou essa batalha pelo reconhecimento da competição.

Como não havia um torneio nacional no Brasil, o Palmeiras, campeão paulista, e o Vasco, campeão carioca, foram os representantes. 

Milan (Itália) e Barcelona (Espanha) não puderam participar e abriram vagas para Juventus (Itália), Nice (França) e Áustria Viena (Áustria). 

Os outros participantes foram Nacional (Uruguai), Estrela Vermelha (antiga Iugoslávia) e Sporting (Portugal).

Na edição que o Tricolor conquistou, todos os convidados foram campeões ou vice de seus países no ano anterior, não existia Taça Libertadores da América ou Champions League na época.

Corinthians, Áustria Viena (Áustria), Grasshopper (Suíça), Libertad (Paraguai), Peñarol (Uruguai), Saarbrucken (Alemanha) e Sporting (Portugal) foram os participantes. 

O Tricolor bateu o Timão na final, mas outro jogo emblemático foi a vitória sobre o Penãrol, que era a base da seleção uruguaia campeã de seleções dentro do Maracanã, em 1950.

Durante a disputa do Mundial de Clubes de 2023, os dirigentes do Fluminense se reuniram com os da FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol) para pleitear o reconhecimento da conquista com o título de Campeão do Mundo. 

A entidade não deu retorno em relação ao pleito.

Entre os argumentos, que receberam o apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), estava o fato de que a Copa Rio recebeu a chancela de Jules Rimet, Stanley Rous e Ottorino Barassi, então dirigentes da organização máxima do futebol, como "torneio mundial da época" devido a seus moldes.

Outro ponto citado é o tratamento dado pela imprensa nacional e internacional da época, que considerou a Copa Rio como um campeonato mundial de clubes.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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