quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Empate no Beira-Rio

No apagar das luzes, Internacional empata com Corinthians no Beira-Rio.

Com pênalti assinalado pelo VAR nos acréscimos, Colorado conquista um ponto sob protestos da torcida.

Com emoção até o último lance, Internacional e Corinthians empataram em 1 a 1 na noite desta quarta-feira (1º), no Beira-Rio, pela vigésima sexta rodada do Campeonato Brasileiro. 

Gui Negão abriu o placar no primeiro tempo, os 2 times tiveram gols anulados, e os gaúchos conseguiram a igualdade nos acréscimos, em pênalti assinalado com auxílio do VAR, convertido por Carbonero. 

No fim, vaias da torcida colorada, reclamação e discussão entre jogadores.

O empate mantém as equipes nas mesmas posições de antes do início da rodada. 

O Internacional é déicmo quinto colocado, agora com 29 pontos, neste momento seis à frente da zona de rebaixamento. 

O Corinthians está em décimo terceiro lugar, com 30 pontos.

Embora o público tímido no Beira-Rio (12.825 pessoas no total), no que foi a primeira partida de Ramón e Emiliano Díaz em casa, a torcida do Internacional protestou contra o presidente Alessandro Barcellos. 

Uma faixa foi estendida nas arquibancadas, com xingamentos para o dirigente.

O Internacional começou o jogo no campo de ataque adversário, empilhando chances. 

Com menos de 2 minutos do primeiro tempo, Bernabei arrancou pela esquerda e cruzou para Alan Patrick na área, mas o camisa 10 errou o alvo. 

Logo em seguida, Luis Otávio fez Hugo Souza trabalhar pela primeira vez ao espalmar chute de longe. 

O mesmo ocorreu em finalização de Carbonero, tudo antes dos 5 minutos do primeiro tempo. 

No entanto, na primeira chegada do Corinthians, a rede balançou. 

Aos 9 minutos do primeiro tempo, Matheuzinho cruzou da direita na cabeça de Gui Negão para abrir o placar. 

O Timão voltou a ameaçar com Vitinho, aos 21 minutos do primeiro tempo, para fora, e chegou a comemorar o segundo gol, de Hugo, aos 25 minutos do primeiro tempo, mas foi marcado impedimento. 

O mesmo ocorreu do lado colorado, que chegou a empatar o jogo, com Óscar Romero, aos 39 minutos do primeiro tempo, mas o gol foi anulado por irregularidade de Luis Otávio no lance. 

O volante estava impedido e atrapalhou a visão de Hugo Souza na jogada.

A primeira chegada de mais perigo do Internacional um tanto sem querer. 

Quase aos 5 minutos do segundo tempo, Aguirre cruzou da direita muito fechado e quase surpreendeu Hugo Souza. 

4 minutos depois, aos 11 minutos do segundo tempo, Carbonero aproveitou sobra de bola na entrada da área e bateu com estilo, mas o goleiro do Timão pegou firme. 

O Corinthians tentou pelo alto, já perto dos 21 minutos do segundo tempo, em escanteio na cabeça de Cacá, para defesa de Anthoni no meio do gol. 

Ramón e Emiliano Díaz mexeram esquema tático do Internacional na tentativa do empate, em alguns momentos com 2 centroavantes (Borré e Ricardo Mathias). 

Muitas tentativas de bolas na área, mas sem conseguir finalizar efetivamente. 

No apagar das luzes, já passado dos 50 minutos, Bruno Henrique caiu na área em disputa com Cacá. 

No primeiro momento, o árbitro Rodrigo José Pereira de Lima não marcou pênalti, mas foi chamado pelo VAR e mudou a decisão. 

Carbonero cobrou e deixou tudo igual no último lance do jogo.

Os times voltam a campo no sábado (4), pela vigésima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. 

Às 18h30 (horário de Brasília), novamente no Beira-Rio, o Internacional recebe o Botafogo. 

Mais tarde, às 21 horas (horário de Brasília), o Corinthians enfrenta o Mirassol, na Neo Química Arena.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Empate no Maião

Com um gol em cada tempo, Mirassol e Red Bull Bragantino empatam pelo Campeonato Brasileiro.

Eric Ramires abriu o placar para o Massa Bruta, e Reinaldo deixou tudo igual.

Mirassol e Red Bull Bragantino empataram por 1 a 1 na noite desta quarta-feira (1º), pela vigésima sexta rodada do Campeonato Brasileiro. 

Cada gol da partida, disputada no estádio Maião, saiu em um tempo de jogo. 

Eric Ramires fez para o Massa Bruta na etapa inicial, e Reinaldo igualou o marcador no segundo tempo.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, Gustavinho cabeceou a bola na trave após um cruzamento na área. 

No rebote, Eric Ramires foi mais esporte que Lucas Ramon e empurrou a bola para o gol para abrir o placar para o Red Bull Bragantino.

O Mirassol empatou aos 29 minutos do segundo tempo. 

Reinaldo tabelou com Alesson e invadiu a área pela esquerda. 

O camisa 6 tentou cruzar, mas acabou contando com desvio de Lucas Barbosa para mandar sem chances para Cleiton.

As equipes seguem na mesma colocação que iniciaram a rodada. 

O Mirassol continua em quarto lugar, com 43 pontos. 

O Red Bull Bragantino, que está há 5 jogos sem vencer, continua em nono lugar, com 33 pontos. 

As posições podem mudar até o fim da rodada.

No sábado, 4 de outubro, o Red Bull Bragantino recebe o Grêmio, às 18h30 (horário de Brasília), no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista. 

O Mirassol joga no mesmo dia, mas as 21 horas (horário de Brasília), contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em São Paulo.

Jogando em casa, o Mirassol foi quem protagonizou as primeiras chegadas, pelo alto, em cabeçadas sem direção de Danielzinho e Lucas Ramon. 

Logo depois, porém, o ed Bull Bragantino assumiu o controle da partida e assustou pela primeira vez aos 19 minutos do primeiro tempo, em chute de Eric Ramires que João Victor bloqueou.

Aos 24 minutos do primeiro tempo, Thiago Borbas fez Walter trabalhar pela primeira vez e, no minuto seguinte, o Massa Bruta chegou ao gol: Gustavinho cabeceou na trave e, no rebote, Ramires foi mais esperto que Lucas Ramon para desviar para o gol vazio.

Mesmo em vantagem, o Red Bull Bragantino esteve mais perto do segundo gol do que o Mirassol do empate. 

A melhor chance saiu aos 41 minutos do primeiro tempo, em chute de fora da área de Vanderlan que Walter espalmou.

A etapa final começou truncada, com pouca criação de jogadas dos dois lados. 

Aos 16 minutos do segundo tempo, o Red Bull Bragantino teve uma chance clara para ampliar. 

Henry Mosquera saiu cara a cara com Walter, mas chutou em cima do goleiro. 

Mas quem encontrou as redes foi o Mirassol. 

Aos 29 minutos do segundo tempo, Reinaldo deixou tudo igual. 

O lateral tabelou com Alesson e invadiu a área pela esquerda. 

O camisa 6 tentou cruzar, mas acabou contando com desvio de Lucas Barbosa para mandar sem chances para Cleiton. 

A partida ficou mais acelerada após o gol, com os 2 times tentando balançar as redes para ficar com a vitória. 

Porém, o placar não foi alterado.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Palmeiras atropela no Allianz Parque

Palmeiras atropela Vasco e assume vice-liderança do Campeonato Brasileiro.

Dupla Flaco-Roque tem nova noite iluminada, com 2 gols do argentino e um do camisa 9. 

Verdão aguarda confronto direto entre Flamengo e Cruzeiro na quinta-feira (2) para definir tabela.

Bastaram 5 minutos do primeiro tempo, para o Palmeiras começar a construir o placar de uma nova noite iluminada para a dupla Flaco López e Vitor Roque. 

No Allianz Parque, o Alviverde atropelou o Vasco com uma vitória por 3 a 0, construída toda no primeiro tempo, para fazer 52 pontos e colar na liderança do Campeonato Brasileiro. 

Foram dois gols do argentino e um último do camisa 9. 

Enquanto o Vasco, apesar das 9 tentativas, não conseguiu mexer no placar.

O Palmeiras sobe para a vice-liderança com 52 pontos, ultrapassando o Cruzeiro por dois e ficando a dois do líder Flamengo. 

As 2 equipes fazem um confronto direto nesta quinta-feira (2), às 20h30 (horário de Brasília), no Maracanã. 

O Vasco, por sua vez, cai para décima terceira lugar, com 30 pontos e um atrás da zona de classificação para a Copa Sul-Americana. 

O Palmeiras visita o São Paulo às 16 horas (horário de Brasília) do domingo (5), no Morumbis, e o Vasco recebe o Vitória, no mesmo dia e horário, ambos pela vigésima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. 

Flaco López precisou de 5 minutos do primeiro tempo, para abrir o placar, conduzindo um primeiro tempo letal do Palmeiras no Allianz Parque. 

Aproveitou a assistência de Veiga e desvio de Lucas Oliveira para fazer 1 a 0. 

Pouco depois, aos 17 minutos do primeiro tempo, Andreas e Felipe Anderson armaram e Piquerez levantou a bola na área. 

Hugo Moura e Lucas Oliveira, do Vasco, se atrapalharam na hora de afastar, e Flaco ficou livre para mandar no fundo das redes: 2 a 0. 

5 minutos depois, aos 22 minutos do primeiro tempo, com passe de Flaco (na terceira participação decisiva no jogo) e finalização de Vitor Roque, saiu o terceiro: 3 a 0. 

O Vasco tentou pressionar e arriscou 5 finalizações, sendo 2 com Vegetti, além de investidas com Rayan e Nuno Moreira, mas todas fora do alvo e sem oferecer grandes perigos ao Alviverde.

As equipes voltaram sem mudanças do intervalo. 

Mas aos poucos o Vasco melhorou o desempenho, aparecendo com construções em velocidade e se apoiando em boas defesas de Léo Jardim. 

Ainda assim aos 16 minutos do segundo tempo e 19 minutos do segundo tempo, quase que Flaco López marca de novo, seguido de Vitor Roque aos 22 minutos do segundo tempo, que foi parado pelo goleiro cruz-maltino. 

6 minutos depois, aos 28 minutos do segudno tempo, o camisa 9 fez o que seria um golaço, mas estava em posição de impedimento. 

Na reta final, Coutinho e Andrés Gómez apareceram com boas chances, aos 31 minutos do segundo tempo e 38 minutos do segundo tempo, parando em bela defesa de Weverton. 

E sem espaço nem para tempo de acréscimos, a arbitragem encerrou a partida no Allianz Parque.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Zerados

Goiás e Atlético-GO empatam sem gols em clássico morno na Serrinha.

Verdão perde chance de reassumir a liderança, e Dragão não se aproxima do G-4 do Campeonato Brasileiro da Série B.

Goiás e Atlético-GO empataram sem gols em clássico morno no estádio da Serrinha, em Goiânia. 

O Verdão teve mais volume de jogo, mas o Dragão acabou ficando com as chances mais perigosas, com Lelê acertando a trave e cabeceios de Kauan e Adriano Martins. 

Porém, ninguém conseguiu mexer no placar, que permaneceu 0 a 0 em duelo pela vigésima nona rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

O Goiás perde a chance de reassumir a liderança. 

O Verdão se mantém na segunda posição, agora com 50 pontos, e volta a campo no sábado (4), quando visita o Volta Redonda, às 18h30 (horário de Brasília), no Raulino de Oliveira. 

Já o Atlético-GO cai para o nono lugar, com 42 pontos, e não se aproxima do G-4. 

O Dragão terá pela frente o Athletico-PR, domingo (5), às 20h30 (horário de Brasília), no Antônio Accioly.

O clássico começou morno e foi de poucas chances na etapa inicial. 

O Goiás até foi melhor e controlou as ações ofensivas, mas sem criar oportunidades claras de gol. 

O Atlético-GO perdeu Dudu lesionado e precisou recuar o atacante Jean Dias para a lateral-direita. 

Mesmo assim, teve a melhor finalização: de Lelê, que acertou a trave de Tadeu aos 36 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Goiás não teve o mesmo domínio e viu o Atlético-GO chegar com perigo em cruzamentos. 

Kauan, aos 19 minutos do segundo tempo, e Adriano Martins, aos 33 minutos do segundo tempo, tiveram ótimas chances para marcar de cabeça, mas mandaram para fora. 

Os donos da casa praticamente não ameaçaram o goleiro Paulo Vítor.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Será um avanço?!?!

O novo calendário é um avanço, mas a revolução completa ainda é travada por amarras políticas.

É possível ter duas sensações ao analisar o novo calendário do futebol brasileiro, submetido à maior reforma dos últimos 20 anos. 

Uma delas, enxergar evolução: menos jogos para os clubes de elite, mais times envolvidos nas 4 divisões nacionais, menos equipes com atividade restrita a três meses do ano. 

Por outro lado, é natural pensar que a guinada, embora corajosa, não faz o serviço completo.

Seguiremos com imperfeições que, como é habitual, refletem os obstáculos ainda impostos pela estrutura política do futebol nacional. 

Se não nasce perfeito, o novo modelo pode ser a base para uma transformação ainda maior.

Há avanços a celebrar. 

Hoje, as divisões principais dos 27 campeonatos estaduais do país reúnem 267 dos 882 clubes registrados na CBF. 

A decisão de aumentar o número de participantes do Campeonato Brasileiro da Série C e Campeonato Brasileiro da Série D fará com que, quando o processo estiver concluído, 164 times estejam em alguma das principais competições nacionais, 40 clubes a mais do que em 2025. 

Este é um progresso, essencialmente porque o futebol brasileiro precisava mesmo ampliar a quantidade de partidas na base da pirâmide, enquanto trabalha para reduzir tal número no topo.

A remodelação das copas regionais, o que inclui a criação de uma competição para o Sul e o Sudeste, pode ser outro passo. 

Ainda é difícil cravar o potencial comercial de tais torneios sem as maiores forças de cada região do país, mas é aceitável a projeção de que eles terminem por reunir clubes que não estão nas disputas mais nobres. 

Ou seja, haverá um incremento no calendário de equipes médias e pequenas.

Aí chegamos à medida mais impactante. 

Ver o ano praticamente começar com o Campeonato Brasileiro também é saudável, assim como um novo corte no tamanho dos Estaduais, desta vez reduzidos a 11 datas, eram 16 até a temporada 2025. 

A partir daqui, começam as ponderações.

É óbvio que nem sempre é possível fazer uma revolução do dia para a noite, mas também é fato que o futebol brasileiro espera há décadas por uma solução que torne seu calendário mais racional. 

O fato é que o poder político das federações, razão pela qual persistem as tais 11 datas dos Estaduais, ainda nos conduz a situações indesejáveis.

As primeiras quatro rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro irão coincidir com os Estaduais. 

E pior: justamente com as fases finais destes torneios. 

É justo enxergar aí uma tendência ao progressivo esvaziamento econômico das disputas locais: imaginemos o contraste entre um Flamengo-RJ e Palmeiras-SP e um Flamengo-RJ e Madureira-RJ separados por 3 dias. 

Os Estaduais perderão a condição de atração exclusiva num momento da temporada, algo que ajudava a sustentar a atenção dada a eles. 

E esta pode ser a semente para outra guinada no futuro, mas já voltaremos a este tema.

Ocorre que, por ora, esta é uma projeção, uma possibilidade. 

Conhecendo a ansiedade que cerca o nosso futebol, as cobranças e pressões, não parece difícil ver um clássico decisivo de um Estadual provocando times reservas no Campeonato Brasileiro.

Não é a melhor solução ver o principal campeonato doméstico do país competir por atenção com torneios locais. 

A abertura do mais importante torneio nacional precisa ser um evento nobre, sem atenção dividida.

Além disso, para fazer o elefante, que emagreceu, mas ainda é um elefante, caber na casinha de cachorro será preciso programar jogos do Campeonato Brasileiro que vão coincidir com partidas dos mata-matas das fases iniciais da Taça Libertadores da América. 

Ou seja, desde a largada o principal torneio do país terá times com números de jogos diferentes. 

Outro problema que persiste é o espaço de 3 a 4 dias entre o fim do calendário brasileiro e o início da Copa Intercontinental, no fim do ano. 

Ainda faltam datas.

E ainda há, é claro, a decisão de fazer a Copa do Brasil ter sua final em partida única. 

É justo o argumento de que há um projeto comercial embutido aí, tornar o jogo um evento que fecha o ano futebolístico do país. 

Mas também há uma questão prática: era final única ou ao menos um jogo do Campeonato Brasileiro em data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol). 

Ou seja, as amarras que sustentam os Estaduais tiraram do calendário nacional uma partida decisiva de Copa do Brasil.

Se houve a disposição de cortar na carne dos Estaduais, contrariar federações, cabe lamentar que não tenhamos ido ainda mais fundo. 

A maior reforma já feita no calendário brasileiro em muitos anos resultará, para um time da elite nacional que esteja envolvido na Taça Libertadores da América, em uma redução de seis jogos no ano. 

É menos do que o desejável quando se dá uma guinada deste tamanho. 

Ainda que estejamos diante de um avanço.

E aí cabe voltar à questão da convivência entre Estaduais e Campeonato Brasileiro na parte inicial da temporada. 

Porque aí pode estar a semente de outra mudança. 

É possível que, sem ocupar um período quase exclusivo do ano, as disputas locais gradativamente percam de vez a atratividade. 

O que, em breve, pode impor a necessidade de repensá-las, de conceber um novo papel para os Estaduais no futebol brasileiro. 

Por exemplo, a definitiva transformação deles numa nova divisão do futebol brasileiro, sem a participação dos grandes, formatada para dar acesso às séries do Campeonato Brasileiro da Série A ao Campeonato Brasileiro da Série D, estas sim nacionais. 

E fomentada tanto pela CBF quanto por recursos solidários da elite nacional.

O que a CBF apresentou neste quarta-feira não foi uma notícia ruim. 

Foi um avanço, um passo à frente. 

Mas é justo lamentar que não tenhamos avançado ainda mais, ou esperar que tenha sido plantada uma semente para o futuro.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Convocados da Seleção

Veja a lista de Carlo Ancelotti para enfrentar Coreia do Sul e Japão.

Rodrygo e Vinícius Júnior, do Real Madrid, voltam a ser chamados. 

Brasil jogará amistosos na Ásia nos dias 10 de outubro e 14 de outubro.

O técnico Carlo Ancelotti anunciou nesta quarta-feira (1º) sua terceira convocação no comando da seleção brasileira. 

Na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro, o treinador divulgou a lista para os amistosos de outubro contra a Coreia do Sul e o Japão. 

Entre os destaques, o retorno da dupla do Real Madrid Rodrygo e Vinícius Júnior.

Veja os convocados:

Goleiros: Bento (Al-Nassr - Arábia Saudita), Ederson (Fenerbahçe - Turquia) e Hugo Souza (Corinthians-SP - Brasil).

Defensores: Caio Henrique (Monaco - França), Carlos Augusto (Internazionale de Milão - Itália) Douglas Santos (Zenit - Rússia), Militão (Real Madrid - Espanha), Fabricio Bruno (Cruzeiro-MG - Brasil), Gabriel Magalhães (Arsenal - Inglaterra), Beraldo (Paris Saint-Germain - França), Vanderson (Monaco - França) e Wesley (Roma - Itália).

Meio-campistas: André (Wolverhampton - Inglaterra), Bruno Guimarães (Newcastle - Inglaterra), Casemiro (Manchester United - Inglaterra), João Gomes (Wolverhampton - Inglaterra), Joelinton (Newcastle - Inglaterra) e Paquetá (West Ham - Inglaterra).

Atacantes: Estevão (Chelsea - Inglaterra), Martinelli (Arsenal - Inglaterra), Igor Jesus (Nottingham Forest - Inglaterra), Luiz Henrique (Zenit - Rússia), Matheus Cunha (Manchester United - Inglaterra), Richarlison (Tottenham - Inglaterra), Rodrygo (Real Madrid - Espanha) e Vinícius Júnior (Real Madrid - Espanha).

Rodrygo está sendo convocado pelam primeira vez por Ancelotti, que o treinou no Real Madrid. 

Vinícius Júnior retorna após ausência na segunda lista do italiano, que o deixou fora por estar suspenso de uma das partidas das Eliminatórias.

"Rodrygo está muito bem. Não está jogando muito, mas todas as vezes que entra no time foi bem. Tem boa condição física, como todos os jogadores brasileiros. Está muito motivado para estar aqui. É um jogador muito importante para essa Seleção, porque tem características técnicas muito importantes. Pode jogar em todas as posições (do ataque). Vai ajudar muito", disse Ancelotti.

Ancelotti não teve à disposição o atacante Raphinha, do Barcelona, lesionado. 

Outros nomes que estão machucados e não foram chamados são Marquinhos, Alexsandro Ribeiro, Andrey Santos e Alisson, todos presentes nas duas primeiras listas do italiano.

A delegação do Brasil se apresenta na próxima segunda-feira (6), em Seul. 

A seleção enfrenta a Coreia do Sul no dia 10 de outubro, na capital coreana, e o Japão, no dia 14 de outubro, em Tóquio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira


Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Novo calendário do futebol brasileiro

Novo calendário do futebol brasileiro: conheça as mudanças que vão entrar em vigor em 2026.

CBF (Confederação Brasileira de Futebol) diminui estaduais e aumenta duração do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil ganha mais participantes e final em jogo único. 

Entidade cria Copa Sul-Sudeste, Copa Centro-Oeste e Copa Norte.

Com muitas mudanças, a CBF divulgou, nesta quarta-feira, o calendário do futebol brasileiro para o período de 2026 a 2029. 

Entre as principais alterações estão a diminuição de datas para os estaduais, o aumento da duração do Campeonato Brasileiro, o novo formato da Copa do Brasil e a criação de torneios regionais, como a Copa Sul-Sudeste, a Copa Centro-Oeste e a volta da Copa Norte.

Estaduais diminuem, e Campeonato Brasileiro durará mais: Em evento nesta manhã na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a CBF anunciou que o Campeonato Brasileiro começará no dia 28 de janeiro e terminará no dia 2 de dezembro. 

Assim, o torneio terá início antes do fim dos estaduais, que serão disputados de 11 de janeiro a 8 de março, com limite de 11 datas.

Com a mudança, haverá semanas com a disputa das 2 competições. 

Nas finais dos estaduais, haverá uma semana livre para as decisões, sem rodadas do torneio nacional.

As mudanças no calendário da CBF pretendem tornar o calendário mais equilibrado e valorizar ainda mais a competição. 

A entidade acredita que a alteração aumenta o apelo comercial do torneio. 

O objetivo é fazer com que os clubes de elite do Brasil joguem menos partidas.

Copa do Brasil: A Copa do Brasil também terá mudanças. 

O maior torneio eliminatório do país passará de 92 para 126 participantes em 2026, em 2027, serão 128 clubes. 

A competição encerrará o calendário do futebol brasileiro, com uma final em jogo único no dia 6 de dezembro do ano que vem.

Os pré-requisitos para a escolha do local serão: acesso fácil para torcedores, rede hoteleira, capacidade para receber 2 torcidas e infraestrutura adequada. 

Entre a semifinal e a final, haverá um espaço de 1 mês para que os torcedores possam se planejar para viajar, caso necessário.

Serão 102 vagas diretas de campeonatos estaduais, antes eram 80. 

Todos os clubes do Campeonato Brasileiro da Série A estão garantidos na competição e entrarão na quinta fase, a última antes das oitavas de final. 

As outras 4 vagas estão reservadas para os campeões da Copa do Nordeste, Copa Verde, Campeonato Brasileiro da Série C e Campeonato Brasileiro da Série D, que começarão a disputa na terceira fase do torneio.

Somente a quinta fase, as oitavas de final, as quartas de final e as semifinais serão em jogos de ida e volta.

Formato da Copa do Brasil em 2026:

Fase Clubes Quem disputa

Primeira fase: 28 28 piores ranqueados

Segunda fase: 88 74 melhores ranqueados + 14 que avançaram

Terceira fase: 48 Os 4 campeões Copa do Nordeste, Copa Verde, Campeonato Brasileiro da Série C e Campeonato Brasileiro da D + 44 que avançaram

Quarta fase 24 24 que avançaram

Quinta fase 32 Os 20 times Campeonato Brasileiro da Série A + 12 que avançaram

Oitavas de final 16 16 que avançaram

Quartas de final 8 8 que avançaram

Semifinal 4 4 que avançaram

Final 2 Finalistas

Fonte: CBF (Confederação Brasileira de Futebol)

Novas competições: Uma das premissas da CBF é ampliar o calendário para clubes da base da pirâmide nacional. 

A entidade, portanto, criará torneios regionais para todas as federações do Brasil.

A Copa Sul-Sudeste, a Copa do Nordeste e a Copa Verde (com clubes do Norte e do Centro-Oeste) serão disputadas em 10 datas, entre março e junho. 

Clubes que disputarem competições da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) não participarão desses torneios. 

Os clubes do Espírito Santo jogarão a Copa Centro-Oeste.

Copa Sul-Sudeste – 12 clubes: 2 vagas para cada estado (PR, RS, SC, RJ, SP e MG).

Copa do Nordeste – 20 clubes: aumento em relação a 2025 (16 clubes).

Copa Verde – 24 clubes: será dividida entre Copa Norte e Copa Centro-Oeste. 

Os vencedores de cada uma das regiões se enfrentarão para decidir o campeão da Copa Verde.

Impacto nos clubes: Com o aumento de 64 para 96 participantes no Campeonato Brasileiro da Série D, a CBF estima que haverá um aumento de 26% no número de clubes com divisão nacional em 2026. 

Com a criação de competições regionais e o aumento da Copa do Brasil, a previsão é de um incremento de 82 vagas em competições organizadas pela CBF na próxima temporada.

Para os clubes do Campeonato Brasileiro da Série A, calcula-se que o número de partidas na temporada diminuirá em até 15%, com a redução dos estaduais e a entrada tardia na Copa do Brasil.

Com as mudanças, a CBF prevê que investirá R$ 1,3 bilhão em competições a partir do ano que vem. 

O número de jogos organizados pela entidade aumentará 11%.

Efeitos a médio prazo: A CBF reformulou o calendário com um planejamento de 4 anos para atenuar as dificuldades de datas em 2026 e 2027. 

No ano que vem, com a Copa do Mundo masculina, a previsão é de 55 dias de impacto no calendário entre data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) e o Mundial.

E, no ano seguinte, os estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo Feminina serão entregues com exclusividade para a FIFA durante o período do Mundial, o que vai impactar o calendário brasileiro. 

O que significa que as melhorias com a implementação do novo calendário, de maior racionamento de partidas e não sobreposição de jogos em data FIFA, serão mais sentidas em 2028.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro