segunda-feira, 1 de junho de 2020

Brasileiros na Alemanha

Confinamento em hotel e muitos testes: brasileiros relatam como Bundesliga prepara para voltar.
Matheus Cunha e sua família passaram todo isolamento em hotel de Berlim. (Foto: Reprodução/Instagram)
Jogadores explicam detalhes das medidas de prevenção aplicadas no futebol do país e como foram treinos no período: "Estamos quase seguros 100%", diz atacante Raffael.

O último jogo disputado no Campeonato Alemão foi o empate por 1 a 1 entre Mainz e Fortuna Düsseldorf no dia 8 de março. 

No próximo dia 16 de maio, este sábado, Borussia Dortmund e Schalke 04 vão marcar o retorno da competição. 

Nesse intervalo de mais de dois meses houve isolamento, treinos individuais, muitos testes e um rígido combate ao coronavírus imposto pelo governo alemão que faz com que haja pouca insegurança antes de a bola rolar. 

Quem garante são os jogadores. 

No país desde 2008, o meia Raffael, de 35 anos, resume:

"O campeonato vai voltar de uma forma segura para todos, equipes e jogadores. Não tenho motivos para me preocupar, para ter receio com a volta do futebol e a volta do contato físico"

Desses dois meses sem bola rolando, um foi inteiramente de confinamento e o seguinte com um regime diferenciado de treinos. 

Antes da reestreia, todos os times passaram por três sessões de testes na última semana. 

O protocolo ainda prevê concentração e isolamento das delegações em hotéis por sete dias até a data do jogo de cada equipe.

O GloboEsporte.com conversou com alguns dos 11 brasileiros que atuam na Bundesliga, para saber como foi esse período e qual a expectativa para a volta do Campeonato Alemão. 

Eles estão convivendo com o que deve ser a nova realidade do esporte por muito tempo.

"Uma situação totalmente nova e que temos que nos adaptar ainda. Treinos em grupos pequenos, não poder usar o vestiário, não almoçar no clube... nós jogadores gostamos do ambiente interno. Do vestiário, da resenha. Um período de adaptações e aprendizados", comentou o atacante Matheus Cunha, do Hertha Berlin.

Recém-chegado do Red Bull Leipzig e um dos destaques do Brasil no Pré-Olímpico, ele enfrentou a quarentena em um hotel da capital alemã, junto da família. 

No início de abril os treinos eram individuais e foram assim mantidos nas primeiras atividades no Centro de Treinamento do Herta.

À medida em que o governo alemão flexibilizava as regras de isolamento social, graças à efetividade das ações sanitárias e o comportamento colaborativo da população, os trabalhos dos times da Bundesliga também evoluíam. 

Troca de roupa, banho e refeição, só em casa.

"É muito complicado. Mas acredito que não podemos reclamar. Estamos tendo a possibilidade de voltar a fazer o que a gente ama e, pela situação do país, de maneira segura".

Com 16,5 mil manequins vendidos, clube alemão anuncia até espaço para torcida visitante em mosaico.

Um novo ambiente para treinar: A Liga de Futebol Alemã (DFL) realizou até o início de maio 1.724 testes de Covid-19 em atletas, treinadores, fisioterapeutas e outros profissionais envolvidos nos treinamentos dos times da Bundesliga 1 e 2. 

Apenas 10 pessoas tiveram resultado positivo - incidência de menos de 0,6% do total.

O lateral-esquerdo Wendell, do Bayer Leverkusen, fez três exames, todos negativos. 

Ele retomou as atividades com todo o grupo há duas semanas, em trabalhos com campo reduzido e outros normais.

"Quando chegávamos ao clube para treinar, todas as portas estavam abertas para não ter que usar o nosso cartão com o chip e precisar abrir as portas, o que evita que você encoste a mão onde outra pessoa encostou. Além disso, pegávamos a roupa na área da zona mista, onde é mais aberto, e nos trocávamos separados. Usávamos quatro vestiários e não podia ter aglomeração. Os cuidados são, basicamente, tudo o que os órgãos de saúde têm pedido à população mundial", destacou Wendell.

"Estamos quase 100% seguros": O sinal verde do governo da Alemanha sobre a retomada da Bundesliga foi aceso no dia 6 de maio. 

Todos os jogos ocorrerão com portões fechados. 

Segundo a DFL, cada partida contará no máximo com 300 pessoas envolvidas, entre funcionários dos clubes e dos estádios, além de jornalistas e equipes de transmissão. 

O governo alemão exigiu que, para que o campeonato seja iniciado, os atletas fiquem em isolamento total por pelo menos uma semana.

Porém, nesse meio-tempo, também foi ligado o sinal de alerta, com os casos positivos para Covid-19 no Colônia, no Dresden, que provocou o adiamento de sua reestreia na Bundesliga 2, e no Borussia Mönchengladbach, do meia Raffael. 

O brasileiro não se mostrou preocupado e disse confiar no controle sanitário imposto pelas autoridades alemãs.

"Estamos seguros quase 100%, porque o controle está sendo rígido. Acho que, para jogar futebol, neste momento, esse controle está sendo fundamental para evitar mais contágios. A sensação no grupo é muito boa, todo mundo está querendo voltar a jogar. Vejo um grupo bem animado. Que bom que vai ser possível ir até o final do campeonato", comentou Raffael, que está no Gladbach desde 2013.

A Bundesliga foi paralisada no dia 8 de março, ao fim da vigésima quinta rodada. 

"Desde o começo, o governo alemão sempre foi muito transparente e passou bastante informação e tranquilidade para a população. Se eles não tivessem plena consciência de que há segurança para o futebol ser praticado, acho que não iriam permitir".

O lateral-direito William, ex-Internacional e em sua terceira temporada no Wolfsburg, vive uma experiência diferente. 

Com grave lesão no joelho e afastado dos gramados desde fevereiro, ele retornou ao Brasil antes do agravamento da pandemia. 

O jogador não deve voltar à Alemanha, e dificilmente atuará no restante da temporada. 

Pelo que percebe e ouve dos colegas de clube, a sensação é de tranquilidade. 

No entanto, ressalta: será difícil nunca mais ter receio de contágio.

"Os jogadores estão um pouco mais aliviados. O índice de mortes está baixo na Alemanha, e também estão vendo os cuidados que estão tendo para voltar o campeonato", diz o jogador, de 25 anos, complementando:

"Estão mais tranquilos, mas o medo continua. É tudo muito novo, tudo aconteceu muito rápido, então o medo continua. Mas a partir do momento que as autoridades estão fazendo tudo para que isso melhore, os jogadores ficam um pouco mais tranquilos também".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Brasileiros na Itália

Brasileiros querem retorno seguro do Italiano, e Dalbert alerta: "A vida vale mais do que voltar a jogar nesse momento".
O brasileiro Dalbert em jogo da Fiorentina. (Foto: Twitter/Fiorentina)
Lateral da Fiorentina é um dos seis jogadores ouvidos pelo GloboEsporte.com sobre a volta aos treinos na Itália e a possibilidade de retomada do campeonato.

O futebol italiano deu início esta semana a um movimento de retorno gradual às atividades, com a permissão pelo governo para os clubes da primeira divisão reabrirem seus centros de treinamento aos jogadores, respeitando as medidas sanitárias e de distanciamento ainda necessárias no país.

Com 213 mil casos e 29 mil mortes pelo Covid-19 registrados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a Itália foi o primeiro grande epicentro da doença na Europa e ainda segue como um dos países mais afetados no mundo. 

Enquanto o governo debate a possível retomada das competições esportivas, o GLOBOESPORTE.COM ouviu seis jogadores brasileiros que atuam na Série A sobre o que pensam da volta aos treinos e suas expectativas para o futuro do campeonato. 

Outros jogadores procurados não quiseram responder ou alegaram um veto do clube a entrevistas nesse momento.

Quatro dos seis brasileiros ouvidos disseram que já se sentem relativamente seguros para treinar no Centro de Treinamento, devido às rigorosas medidas sanitárias aplicadas. 

Outros dois, o lateral-esquerdo Dalbert e o zagueiro Igor Julio, ambos da Fiorentina, permanecem treinando em suas casas, já que o clube só reabrirá o centro de treinamentos no dia 18 de maio.

Quando o assunto é a volta do campeonato, a opinião é praticamente unânime: o prosseguimento da Série A só deve acontecer se e quando houver absoluta garantia de segurança, para os jogadores e os demais envolvidos na competição.

"É claro que nós jogadores temos o sonho de voltar a jogar e treinar, mas eu creio que a vida de um ser humano vale mais do que voltar a jogar nesse momento tão difícil", afirmou Dalbert.

"O mais importante é todos estarmos em segurança, tanto a população quanto os atletas. Sobre a questão da volta do campeonato, não temos certeza se vai acontecer. Não vale a pena forçar a volta de um campeonato em meio a uma pandemia. Temos que voltar com bastante cautela e nos proteger bem. Independentemente dos exames, vamos estar em viagens, hotéis e em contato com outras pessoas. Agora, é importante termos respeito pelas milhares de pessoas que perderam suas vidas e pelos entes queridos delas", completou.

Dalbert ressalta que os jogadores estão mantendo a forma em casa, onde estão "em segurança".

"Em relação aos treinos, é claro que treinar em um campo de futebol, com maior espaço e ambiente propicio, é importante e ajuda bastante o atleta. Mas nós, jogadores, também estamos treinando em casa. Não estamos de férias. É desgastante fisicamente e mentalmente. É difícil, mas pelo menos estamos em segurança. Nesse momento acho um pouco precipitada essa volta, mas estamos à disposição para fazer o nosso trabalho".

Seu companheiro na Fiorentina vai ainda mais longe: para Igor Julio, o Italiano não deveria ser retomado nesta temporada. 

O campeonato foi interrompido faltando 12 rodadas para o fim, com apenas um ponto separando a líder Juventus da Lazio.

"Como atleta, eu sempre quero jogar e fazer o que eu amo. Mas, pela situação em que a gente se encontra, pela quantidade de casos que tivemos, quantidade de mortes, na minha opinião essa temporada não deveria voltar. Se quando for decretado que tiver de voltar, a gente já puder ter mais segurança, uma queda grande de casos, alguma cura, por exemplo, aí tudo bem", afirmou.

"Se for para voltar nesse momento, eu optaria por não voltar. Não é porque somos jogadores que estamos imunes ao vírus", opinou Igor Julio.

Falta de vacina e cura traz insegurança: Um dos jogadores ouvidos pelo GloboEsporte.com, que pediu para não ser identificado, disse que ainda não se sente totalmente seguro, "pelo fato de ainda estarmos tendo casos e não existir uma vacina que traga prevenção ou mesmo a cura para aqueles que estão com coronavírus". 

Apesar da preocupação, ele não vê problema na volta aos treinos, desde que acompanhada das medidas necessárias de prevenção.

"Sou a favor de voltar (os treinos), mas seguindo todos os cuidados possíveis, ou seja, tendo menos contato possível com as pessoas. A respeito do campeonato, acho que tem que voltar sim, mas também com todo o cuidado possível, seguindo todas as medidas restritivas, para que a competição e a diversão não venham gerar uma gravidade maior, ou seja, deixar de ser uma diversão e se tornar realmente um problema", disse ele.

O goleiro Gabriel, do Lecce, aprovou a volta aos treinos no clube, sem esconder o estranhamento inicial com o ambiente controlado e o grupo reduzido.

"A gente ficou uns 50 dias aqui de quarentena, e a sensação de voltar foi um pouco estranha, com todas aquelas medidas de distanciamento. Mas é melhor do que estar em casa. Por mais que tenha sido só trabalho físico, parece que você já está dando um passo, de poder sair de casa e ir lá correr e tudo mais", disse ele, dando mais detalhes sobre a atividade.

"A gente voltou a treinar usando o próprio material, sem usar os vestiários, o treinador a gente viu à distância, o preparador de goleiros a gente viu à distância, ele com luvas e com máscara. A cada 45 minutos, cinco jogadores (treinam). Fazemos somente um trabalho de corrida, mantendo sempre a distância, nada de contato com bola ou com os outros atletas. Eu corri com o outro goleiro do time, em volta do campo, e a situação está assim, vamos ver como vai ser o desenrolar".

O zagueiro Ibañez, da Roma, voltou ao clube na terça-feira (6) para a primeira sessão de treinos. 

O elenco foi dividido em três grupos, e nesta quinta-feira (8) todos irão pela primeira vez ao Centro de Treinamento no mesmo dia, mas em turnos diferentes.

"Na terça-feira (6), eu fiquei no clube por volta de uma hora e 20 minutos. Fizemos exames médicos de rotina, teste de força no ginásio e treino no campo, só corrida e alguma condução de bola e passes. Só eu de jogador, sempre acompanhado por um preparador. Aqui na Roma eles tomaram todas as providências que precisavam ser tomadas, um quarto para cada um, com as coisas separadas, procuraram fazer tudo".

"Quando o jogador chega no clube tem o controle de temperatura do corpo, se alguém estiver com a temperatura mais alta, vai ser isolado. Aqui na Roma eu me sinto seguro de voltar a treinar - afirmou o zagueiro".

Ibañez compartilha com os demais brasileiros a opinião sobre a possível volta do Italiano:

"O mais certo seria voltar o campeonato somente quando tiver total segurança sobre a doença. É difícil fazer uma previsão, é complicado. O certo é que voltaremos com portões fechados, e futebol sem torcida não é a mesma coisa, é bom ter o apoio da torcida, e até sentir a pressão da torcida adversária. Infelizmente, vai ter que ser assim".

O zagueiro Rodrigo Becão, da Udinese, também não vê problema em voltar aos treinos, mas mantém a cautela sobre os jogos.

"Acredito que, se os clubes podem oferecer uma estrutura de treinamento adequada que não gere riscos para a saúde de ninguém, o retorno é válido sim. De qualquer forma temos que ter em mente que é uma doença muito séria e perigosa, por isso todo o cuidado é pouco. Aqui na Itália a situação foi bem pior do que em outros países europeus. Por isso acho muito difícil termos o retorno das competições", observou Rodrigo Becão.

"Por enquanto, não foi decidido nada ainda em relação ao retorno dos jogos, mas acho que vai demorar um pouco mais ainda para voltar. E, se voltar, espero que tudo seja feito com cuidado e na hora certa para não prejudicar a saúde de ninguém", finalizou.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Jogadores brasileiros na França

Brasileiros falam sobre fim do Francês, e Jemerson diz: "A gente não sabe a dimensão da doença".

Clubes blindam maior parte dos jogadores, que não se manifestam. 
Jemerson, zagueiro do Monaco: "Existem treinadores e outros profissionais que são um pouco mais velhos que entram no grupo de risco". (Foto: Tim Clayton/Getty Images)
Zagueiro do Monaco ressalta possíveis riscos caso futebol fosse retomado e vê que decisão foi acertada.

O que pensam os jogadores a respeito do encerramento precoce das duas primeiras divisões na França? 

É difícil saber. 

O GloboEsporte.com procurou os brasileiros que atuam no Paris Saint-Germain, Lyon, Lille e Nantes. 

Mas todos, por meio das respectivas assessorias de imprensa, afirmaram que foram orientados pelos clubes a não se manifestar sobre o assunto. 

O zagueiro Jemerson, do Monaco, no entanto, deu sua opinião. 

E foi categórico: ele acha que dar fim à temporada foi correto.

“Acho que foi uma decisão acertada. A gente ainda não sabe a dimensão dessa doença, se a situação pode dar uma melhorada e depois voltar a piorar, fazendo um estrago ainda maior”, opinou o brasileiro.

Aos 27 anos, Jemerson está há quatro anos e meio no Monaco. Foi campeão francês em 2017. Disputou 15 jogos na temporada. Ele reforça que voltar a jogar, no momento, poderia trazer riscos principalmente para outras pessoas envolvidas no futebol.

"Primeiro, devemos pensar na saúde das pessoas. Infelizmente, o futebol é um esporte onde existe o contato, existem treinadores e outros profissionais que são um pouco mais velhos que entram no grupo de risco, temos família com pessoas que também são mais vulneráveis, e é isso que a gente deve prezar agora", reforça.

O Monaco acabou na nona posição, com 40 pontos, sem vaga nas competições europeias. 

O torneio foi encerrado com 10 rodadas a disputar, ou 30 pontos em jogo. 

Mas o defensor tenta não lamentar.

"Mesmo que na parte esportiva alguém se sinta prejudicado, e não teria como todo mundo sair satisfeito, independentemente da decisão que fosse tomada, a vida está em primeiro lugar nessa história toda. Acredito que todos estejam tristes por as coisas terem chegado ao ponto de precisar encerrar a Ligue 1, mas acredito que fizeram a coisa certa", comentou o ex-jogador do Atlético-MG.

“O esporte tem que ficar em segundo plano”: Ex-Avaí e Sporting, o atacante Raphinha fez sua primeira temporada pelo Rennes e, com o encerramento da Ligue 1, pôde comemorar um feito. 

A equipe do noroeste francês fez sua melhor campanha na primeira divisão, a terceira posição, e disputará a Liga dos Campeões pela primeira vez. 

Mas o jogador, de 23 anos, evita falar sobre o resultado e ressalta que essa não era a maior preocupação no momento.

"É muito complicado eu dar uma opinião sobre esse tema. Acredito que diversos profissionais de saúde se reuniram com os organizadores da liga e tentaram chegar à melhor solução. Se a escolha mais sensata e saudável foi pelo encerramento da competição, devemos respeitar. Por mais que a gente sempre queira trabalhar, entrar em campo e jogar futebol, pois é o que a gente sabe e ama fazer, o mais importante é a saúde de todos. O esporte, neste momento, tem que ficar em segundo plano", opinou.

Raphinha fez 30 jogos e marcou sete gols pelo Rennes na temporada, cinco pelo Campeonato Francês. 

Ele terminou na décima primeira colocação entre os mais bem avaliados do jornal “L'Equipe”. 

O meia diz que sente que poderia manter o nível caso os jogos voltassem a ser disputados, mas reforça que, mesmo com o fim precoce do torneio, sua equipe não pode ter o mérito retirado.

"Fico chateado porque era a minha primeira temporada no clube e estava me sentindo cada vez mais adaptado ao país e ao estilo de jogo francês, mas, como falei, o mais importante é a saúde de todos e temos que nos cuidar. E também acho que apesar de tudo isso, não podemos tirar o brilho da nossa campanha", declarou.

Ex-lateral do Bahia e do Avaí, Vitor Costa também viu sua equipe ser beneficiada com a decisão. 

Ele joga no Lens, time vice-campeão da Segunda Divisão da França e que, portanto, foi promovido à elite. 

E também viu com bons olhos a decisão.

"Seria muito legal falar desse momento da subida se fosse em campo, mas apesar de tudo não foi da forma que queríamos. Faz parte a vida, a gente nunca sabe o que vai acontecer. Alguns clubes concordaram com a decisão, até porque nós nos mantemos o campeonato inteiro dentro da zona de acesso. E outros não concordaram porque o campeonato deveria continuar e eles também tinham chance de subir".

O Lorient foi o campeão, com 54 pontos, e o Lens ficou em segundo, com 53 pontos. 

Ajaccio, com 52 pontos, Troyes, com 51 pontos, e Clermont, com 50 pontos, vieram em seguida e disputariam um mata-mata de quatro times com o décimo oitavo colocado da primeira divisão. 

No entanto, o play-off foi cancelado, e apenas os dois primeiros subiram.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Pronto para o recomeço

Campeonato Português volta com aval de brasileiros e debate em torno do protocolo de saúde.
Nogueira, zagueiro do Gil Vicente. (Foto: Divulgação)
Código de conduta exigido pela Direção Geral de Saúde gera dúvidas entre jogadores, aparadas somente após reunião entre capitães dos times, sindicato e Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

A retomada do Campeonato Português na próxima quarta-feira, após quase três meses interrompido pela pandemia de Covid-19, conta com o aval dos jogadores brasileiros que atuam no país ouvidos pelo GloboEsporte.com nas últimas semanas.

Com 31,2 mil casos e apenas 1.356 mortes pelo coronavírus, Portugal foi um dos países da Europa Central menos atingidos pela doença. 

O sucesso das medidas preventivas adotadas pelo governo é uma das razões para a confiança dos jogadores no retorno aos campos.

"A nossa realidade é um pouco diferente dos outros países europeus. Portugal está voltando na hora certa", afirmou Pedro Casagrande, zagueiro do Portimonense.

"Só que a gente tem que tomar todas as medidas preventivas possíveis, porque no Norte do país, onde estão os clubes que a gente vai enfrentar, é onde aconteceram mais casos. Fazer todos os testes é muito importante, para que ninguém seja contaminado", completou.

Parecer técnico acende alerta entre jogadores em Portugal: Apesar da confiança dos jogadores para a volta em Portugal, as semanas de preparação foram marcadas por uma controvérsia. 

No dia 10 de maio, a Direção Geral de Saúde (DGS) divulgou o parecer técnico a ser seguido pela Federação Portuguesa de Futebol, Liga de Portugal (organizadora do campeonato), clubes e jogadores. 

E logo os dois primeiros pontos acenderam um alerta.

Três dos nove jogadores brasileiros ouvidos na reportagem receberam as medidas com preocupação no início. 

Dois deles pediram anonimato ao comentar a situação.

"Acho que isso é muito ruim, porque a gente vai estar botando a nossa saúde em risco e a saúde da nossa família. A gente vai voltar para casa e ter contato com nossos familiares. Então isso eu acho meio complicado", disse um deles.

"A DGS soltou um comunicado falando que os jogadores são os responsáveis se contraírem o vírus, mas alguns não gostaram disso e falaram que só voltarão se a DGS se responsabilizar", observou o outro.

O goleiro Lucas Paes, do Vitória de Setúbal, também demonstrou insatisfação inicial com esses pontos do parecer técnico.

"Não gostei da decisão, porque todos nós estamos sujeitos a ficar infectados, mesmo tomando todos os cuidados devidos, por isso não concordei. Mas não deram nenhum acordo para assinarmos por enquanto, disse ele.

Sindicato assina código de conduta pelos jogadores: Os três se manifestaram logo após a publicação do parecer, mas no fim das contas nenhum jogador da Liga de Portugal precisou assinar o código de conduta nem se responsabilizar por um eventual contágio. 

Por causa da repercussão entre os atletas do país, uma reunião por vídeo-conferência foi convocada pelo Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol de Portugal, com os capitães de todos os times e o ex-ministro da Saúde português Adalberto Campos Fernandes, representando a FPF e a Liga.

"Os jogadores interpretaram como uma vinculação de responsabilização, mas o que a DGS queria dizer não era que os jogadores seriam responsáveis pelo contágio, apenas que eles deveriam estar cientes do documento e que se responsabilizariam em seguir os protocolos de saúde recomendados", afirmou o presidente do Sindicato, Joaquim Evangelista.

"No final, ninguém precisou assinar nada, o próprio sindicato assinou o código de conduta em nome dos jogadores", completou.

Procurada, a FPF afirmou que a questão já estava superada entre os jogadores e que o parecer técnico "foi elaborado em sintonia com as autoridades de saúde e as associações de classe, jogadores, treinadores, árbitros e médicos".

Procurado novamente, um dos jogadores brasileiros que se incomodaram no início com o código de conduta confirmou que a polêmica, para ele, estava resolvida:

"Eles vão dar um documento de responsabilidade. Muito legal isso da parte deles, podemos voltar com total segurança, sem preocupação nenhuma", declarou.

Este compromisso é subscrito, sob a forma de um Código de Conduta assinado, entre todos os agentes desportivos e as estruturas competentes da FPF e Liga Portugal, e outras que sejam consideradas necessárias.

A FPF, a Liga Portugal, os clubes participantes na Liga NOS e os atletas assumem, em todas as fases das competições e treinos, o risco existente de infeção por SARS-CoV-2 e de COVID-19, bem como a responsabilidade de todas as eventuais consequências clínicas da doença e do risco para a Saúde Pública.

Entre as 14 medidas do parecer técnico da DGS, uma trata especificamente da proibição de público dentro e nos arredores do estádio: "Nenhuma competição pode ocorrer com público no interior dos estádios, até ao final da temporada.

No exterior e imediações dos estádios, a circulação de pessoas deve ser limitada e condicionada, não estando autorizada a concentração de pessoas em número superior a 10". 

A maioria dos outros pontos diz respeito às regras sanitárias e de distanciamento necessárias para evitar o contágio do coronavírus, que precisam ser seguidas por jogadores e também pelos clubes, FPF e Liga, como por exemplo:

Atletas, equipes técnicas e árbitros devem manter-se em recolhimento domiciliar desde a volta dos treinos para as competições oficiais e até o final da temporada de todas as competições.

Os deslocamentos devem restringir-se ao trajeto domicílio-clube/competição-domicílio. 

Apenas são permitidos contatos sociais com coabitantes e os membros do clube estritamente necessários para a prática desportiva.

Os membros do clube, que devem ser reduzidos ao mínimo indispensável, os coabitantes dos atletas, equipes técnicas e árbitros ficam igualmente obrigados ao dever de recolhimento domiciliar imposto aos atletas.

Os clubes devem ajudar os atletas e as suas famílias a evitar deslocamentos, recorrendo a entregas domiciliárias de bens e serviços.

Qualquer pessoa que durante a temporada desenvolva sintomas sugestivos de Covid-19 deve ser isolada e testada.

A FPF, a Liga Portugal e os clubes devem implementar uma estratégia de testes aos atletas, equipes técnicas, árbitros e demais intervenientes que permita a identificação precoce de casos positivos para o SARS-CoV-2 (que embora assintomáticos podem ser transmissores do vírus), promovendo o seu isolamento para uma rápida interrupção de cadeias de transmissão.

Controvérsia à parte, todos os brasileiros ouvidos pela reportagem, mesmo os que questionaram inicialmente o código de conduta, aprovam a data de retorno do Campeonato Português. 

Outros jogadores foram procurados, mas preferiram não dar opinião ou alegaram veto dos seus clubes para entrevistas.

"A melhor coisa era voltar, até porque não é só o futebol, as pessoas já voltaram a trabalhar, então a data é a melhor possível", disse um dos jogadores que pediram anonimato.

"A questão da pandemia aqui está bem melhor, os casos abaixaram, mas se voltar como antes seria melhor parar de novo porque a vida vem em primeiro lugar do que o futebol", completou ele.

"Eu acho muito bacana a gente poder voltar a trabalhar, poder fazer o que escolhemos. Eu estou muito feliz em saber que o campeonato vai ser retomado, e que eu vou poder terminar a temporada, com fé em Deus", afirmou o outro jogador não identificado.

Já Lucas Paes destacou a necessidade dos cuidados de prevenção para evitar contágios:

"Achei meio estranho todas as competições de futebol e outras modalidades acabarem e só a Primeira Liga (Campeonato Português) que não, mas agora que decidiram terminar a competição acho que tem que acabar mesmo. Claro, com todas as condições necessárias para acabar sem nenhum risco aos atletas, comissões e funcionários".

Confira outras opiniões sobre o retorno do Campeonato Português:

DOUGLAS TANQUE, atacante do Paços de Ferreira:

"Portugal soube se preparar e se prevenir. Autoridades e população sempre jogaram juntas e souberam controlar bem essa pandemia. Se definiram a volta para o dia 3, é porque estão bem embasados, confiantes na segurança e na saúde dos jogadores e de todos os envolvidos para que esse retorno aconteça da melhor maneira. Sou a favor por esse motivo, pelas coisas estarem sendo feitas de forma clara".

EDUARDO KAU, zagueiro do Belenenses:

"Se todos os cuidados forem tomados para realização de jogos e treinos sou de acordo com a volta. Como atleta fico feliz pela competição voltar e podermos terminar os dez jogos que faltam. Nenhum atleta de futebol gosta de ficar em casa longe do contato com a bola e dos companheiros de equipe, pois sempre foi uma rotina diária e quando tudo muda do nada sentimos falta. Mas pensando como um ser humano é estranho voltarmos à nossa vida normal de treinos e jogos enquanto muitas pessoas do mundo todo continuam morrendo e passando por dificuldades que esse vírus causou".

NOGUEIRA, zagueiro do Gil Vicente:

"Esse fato só está sendo possível devido às rápidas medidas aplicadas pelo governo e ao comportamento da população no período. Se há algo que merece ser saudado neste momento é a disciplina do povo português no cumprimento das recomendações de isolamento social. Portugal voltará a ter futebol e o seu povo contribuiu diretamente pra isso. A notícia foi recebida por nós, atletas, com enorme alegria".

CRYSAN, atacante do Santa Clara: 

"É uma sensação muito boa (a confirmação do retorno do campeonato). Nós atletas sempre queremos estar dentro de campo, mesmo sabemos que nesse período de pandemia é complicado falar em felicidade ou satisfação. No entanto, é muito bom o término da competição ser no campo".

MATHEUS REIS, lateral do Rio Ave:

"Ficamos quase 50 dias de quarentena. Na minha carreira não me lembro de ter ficado tanto tempo sem jogar. Particularmente não via a hora de retornar a fazer o que eu amo, de sentir o gramado e o prazer que é de jogar futebol. Acredito que o Rio Ave esteja seguindo todas as medidas possíveis para manter o mínimo de contato possível e que os jogadores e funcionários estejam sempre protegidos. O clube está passando uma sensação de segurança nessa volta".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Tour do Fred

Centroavante inicia maratona de 600 km e cinco dias para se apresentar ao Fluminense.
Fred viajará por estradas de terra para evitar aglomeração. Foto: Divulgação/ Instagram)
Reforço percorrerá trajeto com duas bicicletas por estradas de terra para evitar aglomeração, irá acampar para dormir, levará máscara e álcool em gel e fará "diário da viagem" nas redes sociais.

Para quem achava que era só uma brincadeira, agora pode acreditar. Fred iniciou às 5h15 (horário de Brasília) da manhã desta segunda-feira (1º) o trajeto de bicicleta de Belo Horizonte rumo ao Rio de Janeiro, para se apresentar como novo reforço do Fluminense. 

O destino final é o Centro de Treinamento Carlos Castilho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, mas até chegar será uma longa maratona. 

O percurso tem distância estimada de 600 km. 

O desafio será também uma ação solidária: o atacante doará uma cesta básica para cada quilômetro percorrido. 

Devido à falta de segurança do trecho inicial, onde são cerca de 100 km sem acostamento na estrada, a saída de Fred e companhia de Belo Horizonte foi simbólica. 

Eles foram de carro até Congonhas e, de lá, começaram o tour.

De acordo com o site Google Maps, o trajeto Belo Horizonte-Barra da Tijuca equivale a 445 km e pouco mais de 24 horas ininterruptas de bicicleta. 

Mas Fred não fará o percurso por rodovias. 

Para evitar aglomeração em tempos de pandemia do coronavírus, todo o itinerário será feito por um caminho alternativo e mais longo, conhecido como Estrada Real. 

Tratam-se de rotas de terra construídas para atividade minerária na época do Brasil-Colônia.

Por isso, Fred projetou na Live de sua apresentação no Fluminense que serão cerca de 600 km e cinco dias de previsão para completar o trajeto. 

O centroavante viajará pedalando ao lado de Jefferson Souza, seu preparador físico particular, e vai acampar em barraca durante as noites do desafio. 

Haverá ainda dois carros batedores com um mecânico, um fisioterapeuta, um cinegrafista, e Francis Melo, empresário do jogador e idealizador do projeto. 

Eles levarão máscaras e álcool em gel na bagagem, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

Além disso, a nutricionista do Fluminense, Renata Faro, participou da estruturação do projeto. 

Segundo Jefferson, eles estão preparados física e emocionalmente, além de auxiliados em alimentação, suplementação e hidratação.

"A gente está preparado para essa situação. É um desafio grande, mas a gente está treinando há quatro meses. Tem dois meses que nós estamos pedalando direto, de três a quatro vezes por semana, rodando em média de treinamento 200 km por semana. Psicologicamente a gente também está bem preparado. Acho que é um fator importante para esse desafio. É um desafio desgastante, onde a gente não conhece o caminho. Lógico que a gente vai ter uma estrutura para isso, mas a gente não conhece o caminho. A gente não sabe onde a gente vai poder fazer força, onde vai poder relaxar. Então é o tempo todo atento em relação a tudo", contou Jefferson ao GloboEsporte.com.

"Outra coisa importante é em relação à alimentação, hidratação, sono... A gente está bem engajado com a nutricionista do Fluminense. Ela passou toda suplementação. Tem um suporte técnico junto com a gente, alimentação já está toda certa, a hidratação está engajada. E o principal é o sono. Se a gente conseguir dormir bem, fazer um bom recover, a gente vai conseguir", acrescentou.

Aos 36 anos, o ídolo tricolor já vinha pedalando em distâncias superiores a 50 km nos treinamentos diários. 

Para o trajeto rumo ao Rio, ele irá intercalar duas bicicletas: para os momentos de subida uma e-MTB com pedal assistido, e para os trechos mais planos uma MTB convencional, como a que já usava na fazenda. 

Ele também contará com uniformes de ciclismo nas cores do Fluminense: um grená e outro tricolor, com verde nas mangas e detalhes em branco.

Chamado de "Rei dos Stories", Fred irá fazer uma espécie de "diário da viagem" através do modo "Story" do Instagram, para atualizar os fãs sobre o percurso e suas histórias. 

Por isso, ele pediu para os torcedores não abandonarem a quarentena e saírem de casa na tentativa de encontrá-lo no caminho. 

E prometeu que quando for seguro organizará um encontro com os tricolores.

"Claro que a gente considerou essa possibilidade de aglomeração, mas nos cercamos de todos os lados e estamos tomando todos os cuidados para que isso não aconteça de forma alguma. Até por isso eu venho aqui pra reforçar, um pedido meu mesmo, para que a torcida do Fluminense fique em casa e mostre sua força de outra forma, fazendo as doações que puderem. Estamos todos ansiosos pelo reencontro pessoalmente, mas o momento ainda não é esse".

"Vou sair da porta da minha casa em direção à minha segunda casa, o Fluminense"
.
"Cada um fazendo sua parte, eu pedalando e vocês ajudando, minha chegada ao Centro de Treinamento do Fluminense ficará para sempre marcada como um momento de alegria, união e solidariedade, algo inédito na história do futebol mundial. O mais importante é que essa ideia surgiu de uma vontade de fazer o momento da minha chegada ao Fluminense algo que pudesse fazer a diferença para as famílias que precisam. A torcida pode ficar despreocupada, que, quando tudo isso passar, a gente vai fazer alguma coisa legal para marcar esse reencontro. É o que eu mais quero, mas com a garantia de que todos estarão em segurança".

O desafio tem parceria com o "Strava", rede social do mundo especializada em atividades físicas, além da fabricante de bicicletas "Sense", a rede de atacadista "Villefort"; a empresa de suplementos "Pro-X" e a de uniformes de ciclismo "Ert Uniformes". 

Todos os valores de cachê gerados através das parcerias serão inteiramente doados para a compra de cestas básicas para funcionários do clube e pessoas de comunidades carentes. 

Ele ainda prometeu distribuir uma cesta a mais a cada quilômetro percorrido.

Quem quiser contribuir com doações, pode CLICAR AQUI no link abaixo:


Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Apoio que vem de Liverpool

Jogadores do Liverpool se ajoelham antes de treino em protesto contra violência policial aos negros.

Elenco se reúne no centro do campo para se posicionar após assassinato de George Floyd Manchester United também se posiciona, assim como Kylian Mbappé.
Jogadores do Liverpool na manhã desta segunda-feira (1º). (Foto: Globoesporte.globo.com)
Depois de a rodada da Bundesliga ter sido marcada por protestos diante da violência contra a população negra, os jogadores do Liverpool resolveram se posicionar antes do treinamento desta segunda-feira (1º). 

O elenco do atual campeão europeu se reuniu no centro do gramado do Anfield e se ajoelhou, se manifestando após o assassinato do ex-segurança George Floyd por um policial em Mineápolis - que gerou uma onda de revoltas pelos Estados Unidos.

Autor de protesto pela morte de George Floyd, Marcus Thuram herdou do pai, Lilian Thuram, a luta antirracista

Atletas como Van Dijk, Firmino e Milner postaram a foto dos jogadores ajoelhados no centro do campo, usando a mesma legenda, "Unidade é força", com a hashtag #BlackLivesMatter, que vem guiando a onda de manifestações nos Estados Unidos desde a última semana e significa "Vidas negras importam".

No último domingo, o atacante Marcus Thuram também se ajoelhou após marcar seu primeiro gol na vitória do Borussia Mönchengladbach sobre o Union Berlin, por 4 a 1. 

O ato se tornou simbólico em 2017, quando o jogador da NFL (National Football League - liga de futebol americano dos Estados Unidos) Colin Kaepernick o realizou durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos, em forma de protesto à violência contra os negros no início do mandato do presidente Donald Trump, e foi copiado por outros atletas na sequência.

Além do francês, outros jogadores usaram o campo para se posicionar em meio ao tema. 

O meia Jadon Sancho, do Borussia Dortmund, exibiu uma camisa com os dizeres "Justiça para George Floyd" após marcar um gol na vitória da equipe aurinegra sobre o Paderborn. 

E, no sábado (30), o meia norte-americano Weston McKennie, do Schalke 04, usou uma faixa no braço com a mesma frase, no confronto contra o Werder Bremen.

No Twitter, o Manchester United também se manifestou.

"United contra o racismo", postou o clube.

Atacante do Paris Saint-Germain, o francês Kylian Mbappé também foi as redes, e postou um desenho de vários bonecos playmobil das mais variadas profissões (um deles com uniforme do Paris Saint-Germain, inclusive) falando:

"Polícia junto a nós, e não contra nós".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Thiago Silva no Fluminense?!?!

Após pedido de Fred, tricolores invadem redes de Thiago Silva por volta de zagueiro ao Fluminense.
Bittencourt e Ana Clara em live do Fluminense. (Foto: Reprodução)
Em live de apresentação neste domingo (31), atacante convocou torcedores: "Thiagão, nós estamos te esperando, irmão! Vamos entupir a rede do homem (risos)". 

Veja repercussão!

Os fãs atenderam ao ídolo. 

Após Fred brincar e pedir em live a volta de Thiago Silva ao Fluminense, os torcedores inundaram as redes sociais do zagueiro com mensagens pelo seu retorno ao clube. 

O assunto, inclusive, chegou a figurar entre os principais no Twitter no Brasil.

O camisa 9 deu a "dica" antes de se despedir de sua live de apresentação, realizada neste domingo, na FluTV, canal oficial do Fluminense no YouTube, após a reprise do jogo do tetra na TV Globo.

"Galera, vou dar uma dica para vocês rapidinho, estou falando e me veio à cabeça. Vamos ser sócio-torcedor, vai que o presidente se organiza logo e traz o Monstro, Thiago Silva. Vamos dar essa moral, todo mundo ser sócio-torcedor. Thiagão, nós estamos te esperando, irmão! Vamos entupir a rede do homem (risos)".

O presidente Mário Bittencourt já falou abertamente sobre o interesse de repatriar também o zagueiro ídolo da torcida tricolor, mas disse que o jogador não pensa em voltar ao Brasil antes da Copa do Mundo de 2022.

Os pedidos dos torcedores pelo retorno de Thiago Silva não são novidade, mas ganharam ainda mais força após a brincadeira de Fred.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro