sexta-feira, 22 de maio de 2026

Ciclo Vitorioso

Como Pep Guardiola transformou o Manchester City em potência esportiva e comercial na última década.

Além dos títulos, ciclo do treinador espanhol impulsionou faturamento, valorização comercial e investimentos bilionários do clube inglês.

Pep Guardiola encerrará ciclo de 10 anos no Manchester City após transformar o clube em potência esportiva e comercial.

Receitas de matchday saltaram de £ 51,8 milhões para cerca de £ 75 milhões anuais mesmo com público estável.

Durante a era Guardiola, o City investiu mais de € 2 bilhões em contratações e conquistou os principais títulos do futebol europeu.

A passagem de Pep Guardiola pelo Manchester City redefiniu o patamar esportivo e financeiro do clube inglês. 

Após confirmar nesta sexta-feira (22) que deixará o comando da equipe depois de uma década, o treinador encerra um ciclo que vai muito além das conquistas dentro de campo e ajuda a explicar a transformação do Manchester City em uma das propriedades esportivas mais valiosas e dominantes do futebol mundial.

Desde a chegada do técnico espanhol, em 2016, o Manchester City passou a ampliar de maneira consistente suas receitas ligadas aos jogos disputados no Etihad Stadium. 

Curiosamente, o crescimento aconteceu mesmo sem mudanças significativas na média de público do clube na Premier League, evidenciando um aumento relevante no valor comercial da experiência de matchday construída ao longo da era Guardiola.

Na primeira temporada do treinador, em 2016/2017, o Manchester City arrecadou £ 51,8 milhões com receitas de matchday e registrou média de 54.019 torcedores por partida no campeonato inglês. 

Nos anos seguintes, os números avançaram para £ 56,6 milhões em 2017/2018 e £ 58,2 milhões em 2018/2019, enquanto a presença média de público permaneceu praticamente estável, variando entre 53 mil e 54 mil pessoas por jogo.

O salto financeiro ficou ainda mais evidente no período pós-pandemia. 

Depois de sofrer forte impacto com os estádios vazios durante a Covid-19, quando a receita de matchday caiu para apenas £ 732 mil em 2020/2021, o Manchester City retomou rapidamente sua capacidade de monetização impulsionado pelo sucesso esportivo da equipe.

Na temporada 2022/2023, marcada pela conquista histórica da Champions League, o clube arrecadou £ 71,9 milhões com matchday em 31 partidas como mandante.

Desde então, a linha de receita passou a operar em um novo patamar: £ 75,6 milhões em 2023/2024 e aproximadamente £ 75 milhões em 2024/2025.

O dado chama atenção porque a média de público no Etihad praticamente não mudou neste período, ficando em 53.249, 53.288 e 53.576 torcedores nas respectivas temporadas. 

Na prática, o cenário evidencia como o Manchester City conseguiu aumentar o valor gerado por torcedor dentro do estádio, reflexo direto da consolidação esportiva e comercial construída sob o comando de Guardiola.

Ao mesmo tempo em que ampliava receitas, o clube também acelerava investimentos no mercado de transferências. 

Durante toda a era Guardiola, o Manchester City superou € 2,05 bilhões investidos em contratações.

O maior aporte anual aconteceu logo no início do projeto, na temporada 2017/2018, quando o clube investiu cerca de € 317,5 milhões em reforços para reformular o elenco. 

Outros ciclos de investimento pesado ocorreram em 2023/2024, com € 259,6 milhões, e em 2025/2026, quando os aportes atingiram aproximadamente € 301,8 milhões.

Os números ajudam a ilustrar a lógica esportiva e empresarial adotada pelo Manchester City durante a última década. 

O clube combinou estabilidade técnica, continuidade de projeto e forte capacidade de investimento para transformar desempenho esportivo em crescimento de marca, audiência global e fortalecimento comercial.

Em diversos momentos, os ciclos de investimento foram seguidos por temporadas de conquistas relevantes. 

Após o gasto recorde de 2017/2018, o Manchester City venceu a Premier League e a Carabao Cup. 

Já em 2018/2019, mesmo registrando o menor investimento da era Guardiola, com € 78,59 milhões, o clube conquistou 4 títulos: Premier League, Copa da Inglaterra, Copa da Liga Inglesa e Supercopa da Inglaterra.

Ainda assim, o desempenho esportivo daquele período também refletia os mais de € 530 milhões investidos pelo clube nas duas temporadas anteriores, mostrando como o Manchester City trabalhou o elenco em ciclos de médio prazo.

O auge esportivo da gestão Guardiola aconteceu em 2022/2023. 

Depois de manter aportes superiores a € 130 milhões anuais nos anos anteriores, o clube investiu mais € 155 milhões em reforços e conquistou a temporada mais vitoriosa de sua história recente, levantando Premier League, Champions League, Copa da Inglaterra, Supercopa da Inglaterra, Mundial de Clubes e Supercopa da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol).

Ao longo de dez anos, Guardiola ajudou a transformar o Manchester City em uma organização que passou a competir simultaneamente em três frentes: títulos, relevância global e capacidade de geração de receita.

O treinador deixa o clube como personagem central de um dos projetos esportivos e empresariais mais bem-sucedidos do futebol moderno.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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