terça-feira, 26 de agosto de 2025

Apresentação no Vasco

Andrés Gómez cita vitrine do futebol brasileiro no Vasco e sonho de voltar à Europa: "Primeiro, tenho que trabalhar".

Colombiano de 22 anos tem contrato até o fim de junho de 2026. 

Atacante deu assistência para gol de Rayan em estreia contra o Corinthians.

O Vasco utilizou a tarde desta terça-feira (26) para anunciar dois reforços: Robert Renan e Andrés Gómez, este o novo camisa 11 do clube carioca. 

O jogador de 22 anos chega por empréstimo vindo do Rennes, da França, com obrigação de compra após metas. 

Em suas primeiras palavras, o atacante não negou ter considerado as recentes transferências de colombianos que atuavam no Brasil, como Arias e Richard Ríos, ex-Fluminense e Palmeiras, à Europa, continente ao qual sonha retornar.

"Voltei da Europa porque sinto que aqui no Brasil o futebol é muito mais vistoso do que onde estava. Gosto muito deste campeonato. Jogadores colombianos como Arias, Richard Ríos saíram para clubes top da Europa. Espero que esse seja o meu destino, mas primeiro tenho que trabalhar, obviamente. Confiando em Deus, se tudo der certo, vou voltar para a Europa".

Andrés já estreou pelo Vasco, tendo participado da derrota por 3 a 2 para o Corinthians no último fim de semana, com direito a assistência para gol de Rayan. 

A partida em São Januário e o primeiro encontro com a torcida foram destaques na visão do colombiano.

"Me senti muito feliz e contente por entrar em campo com a torcida. Se sentia a vibração, a energia, e por sorte pude entrar e dar minha primeira assistência. Esperamos que haja muitos gols mais para celebrar com eles", disse.

Andrés também interessava ao Corinthians, que tentou atravessar a negociação após a primeira investida do Vasco, esta foi recusada pelo Rennes, da França. 

O Vasco retomou as conversas, que começaram no fim de junho e tiveram um final feliz apenas em agosto.

O Vasco chegou a um acordo que obriga o time a contratar o jogador caso ele bata metas no período de um ano de empréstimo. 

Os valores giram em torno de 4 milhões de euros (R$ 25 milhões) por cerca de 60% dos direitos econômicos.

Fernando Diniz teve participação nas negociações para convencer o jogador a vir para o Brasil, como o próprio Andrés expôs na apresentação.

"Falamos sobre o projeto, que me convenceu. Em segundo, o técnico Diniz terminou de me convencer pela personalidade que tem, como trabalha e ajuda os jogadores. Penso que é o mais importante para mim. Três dias antes de chegar aqui, tive um incômodo no quadríceps, mas graças a Deus não era nada grave".

Outros tópicos da entrevista de Andrés Gómez:

Conversou com algum jogador do Vasco para pegar informações? E ligou para o Cuesta?

"Dos companheiros, com quem mais tenho falado é Vegetti, que tem me guiado, várias vezes traduz (diálogos). Me parece muito boa pessoa, muito bom capitão. Sobre o Cuesta, disse a ele que obviamente, somando minutos, jogando, fazendo as coisas bem, poderia ir à seleção (da Colômbia) e ir à Copa do Mundo, que é o que mais sonhamos".

Atuação pela esquerda na estreia pelo Vasco:

"Me senti muito cômodo nesse flanco pela esquerda. Ultimamente vinha jogando pela direita, mas tampouco tenho problema (pela esquerda). Gosto dos dois lados".

Como encara a pressão atual de jogar no Vasco?

"O mais difícil é criar as jogadas (ofensivas). Depois que fazemos isso e se trabalha um pouco mais a finalização, tudo vai sair bem".

Primeiro contato com São Januário:

"Me senti muito bem, confortável, apesar da derrota. Mas confiando em Deus, eu sei que vamos fazer as coisas da melhor maneira, porque temos um grande técnico e grandes jogadores".

Torcida e treinos sob o comando de Diniz:

"Sinto que a torcida nos apoia muito e vai ser super importante nesse momento que o clube está passando. Confiante em Deus, vamos dar a volta por cima, porque temos um grande grupo. (...) O professor Diniz é um que exige muito dos jogadores, claramente, porque sempre os potencializa. Pouco a pouco, estou me adaptando e me sentindo melhor a cada dia. Penso que o incômodo que tive havia me travado um pouco. A cada dia me sinto melhor. O técnico, os assistentes, todos os profissionais do clube me deram muita confiança e isso é o mais importante".

Tem alguma meta pessoal no Vasco? Gols, convocações?

"A meta que me impus ao chegar aqui era ganhar meu espaço entre os 11 titulares. Depois, ajudar ofensivamente. Mas o mais importante é ajudar com gols e assistências, que são o que vai fazer a diferença em jogos. Fazendo as coisas da melhor forma, (quero) chegar à seleção e jogar o Mundial".

Peso de herdar a camisa 11 do Vasco:

"Alguns companheiros me haviam dito a importância deste número, o último que o teve foi Coutinho. Venho com expectativas muito altas. Quero dar o melhor de mim".

Características e diferencial da posição:

"Minha posição natural é ponta pela direita, mas na posição que entrei contra o Corinthians também me senti bem".

Conversou com outros colombianos para pegar referências do Brasil?

"Na Colômbia acompanhamos muito o futebol brasileiro, porque a forma que os brasileiros jogam nos encanta. Tive vários companheiros que jogaram aqui, conversei com eles e disseram que o melhor para mim seria o futebol brasileiro, que me destacaria muito por minhas características. Por isso tomei a decisão".

Qual momento considera o seu auge na carreira até aqui?

"No Millonarios, onde estreei como profissional, fui muito bem. Depois fui à MLS, no Real Salt Lake, também fui bem fazendo gols, assistências. Isso me permitiu chegar à Europa, que era o sonho que eu tinha. Infelizmente, as coisas não foram bem como planejei, mas cada treino e jogo foi uma experiência. Espero fazer as coisas da melhor forma neste lugar e nesse clube que é tão grande".

Familiarizado com a energia de um clássico na véspera de Vasco-RJ e Botafogo-RJ?

"Logo que cheguei, o primeiro que me disseram foi sobre a rivalidade (no Rio de Janeiro). Que cada partida contra o Botafogo, o Flamengo, as equipes da cidade são (vida e) morte, que temos que ganhar".

Por que o futebol dos Estados Unidos está chamando a atenção do Brasil?

"Muitos jogadores da MLS (Major League Soccer) estão vindo para o Brasil porque penso que é uma liga super top. Competitiva, exigente e que é bem posicionada futebolisticamente, se fazem as coisas bem. Mais que tudo, por isso se toma a decisão de vir aqui".

Camisa 11 do Romário:

"Sim, sei a responsabilidade que tenho com esse número, mas estou confiante de que vou fazer as coisas da melhor maneira. Vou fazer muitos gols e dar muitas assistências".

Qual jogador brasileiro tem como inspiração?

"No futebol brasileiro minha inspiração sempre foi o Neymar e o Robinho".

Colombianos que fizeram sucesso no Brasil:

"Muitos jogadores colombianos passaram pelo futebol brasileiro e triunfaram. Espero também que eu não seja a exceção. Espero fazer as coisas da melhor maneira para que fiquemos todos felizes e ganhemos as partidas, que é o mais importante".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira


Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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