quinta-feira, 14 de maio de 2026

Para a história

Senado aprova nadadora Maria Lenk no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

PL (Projeto de Lei) 3.167/2025, proposto ex-jogadora de vôlei Leila, deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados. 

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria está no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília.

O projeto de lei que inclui o nome da nadadora Maria Lenk no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi aprovado nesta quarta-feira (13) pela Comissão de Esporte do Senado.

O projeto (PL 3.167/2025) foi aprovado em decisão terminativa e, por isso, não precisará passar por votação no plenário. 

Assim, deve seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados, a não ser que seja apresentado recurso.

A proposta de homenagem a Maria Lenk foi apresentada pela senadora Leila Barros (PDT (Partido Democrático Trabalhista) do Distrito Federal), presidenta da comissão, e teve parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD (Partido Social Democrático) de São Paulo).

“Maria Lenk teve uma trajetória maravilhosa, além de ser uma pioneira. Eu sou só gratidão por sua postura de dedicar a vida inteira ao esporte. É simbólico que ela veio a falecer enquanto treinava em uma piscina, aos 92 anos”, declarou Leila Barros, ex-jogadora da seleção brasileira de vôlei, dona de 2 medalhas olímpicas.

Já para Mara Gabrilli, o projeto consolida “a memória de uma brasileira que desafiou padrões de seu tempo, projetou o país no cenário internacional, contribuiu para a ciência e o ensino da educação física e demonstrou, por toda a vida, compromisso exemplar com o esporte”.

O Livro dos Heróis e Heroínas está no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, em Brasília. 

O triplista Adhemar Ferreira da Silva é um dos integrantes da homenagem.

Maria Emma Hulda Lenk Zigler: Maria Emma Hulda Lenk Zigler nasceu em São Paulo-SP em 1915 e morreu no Rio de Janeiro-RJ em 2007. 

A nadadora foi a primeira mulher sul-americana a participar de uma edição dos Jogos Olímpicos (Los Angeles em 1932).

Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, Maria Lenk inovou ao realizar a recuperação dos braços por fora da água em prova de nado peito. 

O gesto contribuiu para a criação do nado borboleta, que depois passou a ser reconhecido como estilo olímpico independente.

Em 1939, bateu os recordes mundiais dos 400 metros e 200 metros peito, tornando-se a primeira atleta brasileira a estabelecer um recorde mundial. 

A marca dos 200 metros peito superou o recorde masculino então vigente na prova.

Patrona da Natação Brasileira: A carreira olímpica de Maria Lenk foi prejudicada pela Segunda Guerra Mundial, que interrompeu os Jogos Olímpicos de 1940 e 1944.

Depois de encerrar a carreira de elite, ela continuou ligada ao esporte. 

Tornou-se professora, cofundadora da Faculdade de Educação Física da então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a primeira mulher a dirigir a Escola de Educação Física da UFRJ.

Maria Lenk também foi reconhecida fora do país: em 1988, ela se tornou a primeira brasileira a ingressar no International Swimming Hall of Fame.

Em 2022, ela foi declarada Patrona da Natação Brasileira pela Lei 14.418.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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