domingo, 2 de novembro de 2025

Legado no futebol feminino

“Elas estão deixando um legado importante para a modalidade” diz Rilany Silva sobre Seleção Sub-17.

Seleção Sub-17 faz história, garante vaga inédita entre as quatro melhores do mundo e reforça mentalidade vencedora sob o comando de Rilany.

O Brasil está nas semifinais da Copa do Mundo Feminina Sub-17. 

Em um jogo cheio de emoção no Estádio Olímpico de Rabat, no Marrocos, a Seleção venceu o Canadá nos pênaltis e garantiu uma classificação inédita para a próxima fase do Mundial. 

Depois do empate no tempo normal, as meninas mostraram personalidade na disputa de pênaltis e contaram com performance segura da goleira Morganti, que defendeu umas das cobranças. 

Foi uma vitória com emoção até o último chute, mas também com muito simbolismo. 

Pela primeira vez, o Brasil chega entre as quatro melhores seleções do mundo na categoria, um marco histórico para a base do futebol feminino.

“É uma classificação inédita, uma conquista muito delas. O que elas estão construindo é muito incrível. Mentalidade, deixar um legado importante para a modalidade e para as próximas gerações que vão estar na Sub-17. Elas estão elevando o nível e quem chegar aqui agora vai ter um desafio enorme, porque a mudança da mentalidade está sendo muito grande, e eu estou muito feliz com esse aspecto”, disse a técnica Rilany Silva, após o jogo.

Convicção nos pênaltis: A partida poderia ter sido decidida nos 90 minutos, com o Brasil dominando e pressionando em toda partida. 

O Canadá conseguiu suportar a pressão e levou a decisão para as penalidades. 

Um cenário que, segundo Rilany, não estava nos planos, mas que evidenciou a maturidade da equipe. 

A confiança nas atletas fez a diferença.

“A decisão por pênaltis não era algo que a gente esperava. Esperávamos decidir o jogo nos 90. A decisão dos pênaltis me tira um pouco do controle, é muito sobre elas, o que estão sentindo e decidindo. A fala que a gente teve foi sobre convicção: seja onde for bater, tenha convicção do que vai fazer, que a bola vai entrar”, explicou.

Nos pênaltis, a personalidade e tranquilidade da goleira Morganti chamaram atenção, características que têm se tornado marca registrada. 

“Na hora que terminam os pênaltis, a Morganti está com um sorriso no rosto. Isso nos deixa muito mais confortáveis, porque é uma menina que sabe lidar com a pressão o tempo todo. A gente fica mais confiante quando vai para os pênaltis com a Morganti, mas não precisamos deixar chegar nesse ponto no jogo”, completou Rilany.

Um dos nomes da partida foi Andreyna, escolhida como a melhor em campo. 

A jogadora deu a volta por cima após viver um momento difícil na competição. 

“Cada uma vai construindo sua história. A Andreyna saiu de um momento muito difícil contra a Costa Rica, quando teve a falha que resultou no gol delas. Ela saiu abalada, mas teve a capacidade de se reinventar três dias depois contra a Itália, fez um grande jogo, e hoje fez outro ainda melhor. A performance de hoje, validada com o prêmio de melhor em campo, faz ela entender o quão especial e incrível ela é”, concluiu a técnica.

Reportagem: CBF.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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