Ancelotti diz que não será duro com atletas do Real Madrid: "Se querem chicote, contratem outro técnico".
Treinador está bastante pressionado após queda na Champions League e diante da vantagem do Barcelona em LaLiga.
A vitória por 1 a 0 sobre o Athletic Bilbao no último domingo (20) com gol de Valverde nos acréscimos não diminuiu a pressão sobre Carlo Ancelotti no Real Madrid.
A entrevista coletiva desta terça, véspera do duelo com o Getafe, reservou perguntas capciosas.
Uma delas questionou se ele não deveria ser menos paizão dos atletas e pesar a mão na hora das críticas.
O italiano discordou veementemente.
"Já me perguntaram isso muitas vezes. Sempre que há problemas, dizem que levo muito no jeitinho, que sou muito permissivo. Tento administrar o relacionamento por causa de quem eu sou. Nesta temporada, fiquei bravo muitas vezes, mas isso não significa que eu vá pesar a mão. O segredo é ter respeito e ser respeitado, e foi o que aconteceu aqui".
"Repito, você tem que tratar o jogador de futebol como ele é na vida. Ninguém teve um relacionamento comigo por ser meu homem de confiança: meu pai, treinadores ou professores. Outras vezes, me disseram que tenho que usar o chicote. Eu não sou capaz, contratem outro treinador. Para mim, esse não é o caminho. Se querem chicote, contratem outro técnico".
Durante a coletiva, o italiano destacou que Mbappé e Mendy não enfrentarão o Getafe, mas não os descartou para a final da Copa do Rei, marcada para domingo (27), às 17 horas (horário de Brasília), em Sevilha.
Sobre a decisão, aliás, discordou de quem trata o Real Madrid como zebra no duelo com o Barcelona.
"Nem tanto. Eles parecem estar em situação melhor do que nós, mas colocar o Madrid como azarão em uma final me parece um pouco exagerado. Muita coisa pode acontecer em uma final".
Para Ancelotti, o Real Madrid só será campeão da Copa do Rei e em LaLiga, onde o Barcelona tem vantagem de 4 pontos na liderança e uma vitória por 4 a 0 no confronto direto, se vencer o arquirrival nas duas competições.
"Ambos os títulos se resumem a vencer o Barcelona. É o que temos. Agora é o que temos que fazer. Podemos conseguir, mas está claro que algo precisa mudar nesse sentido".
Sobre a pressão que vem sofrendo, perguntou se gostaria de ficar mais uma temporada no Real Madrid para se vingar de críticos.
Mais uma vez respondeu com habilidade e evitou embates.
"Não tenho vingança contra ninguém nem nada. Estar nesse banco me encanta. Espero que isso continue o máximo de tempo possível e, se um dia acabar, serei grato e tirarei o chapéu para este clube. Nada mais".
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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