UEFA (União das Associação Europeias de Futebol) admite ir à FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) para rever regra após Atlético de Madrid contestar pênalti anulado na Champions.
Clube de Diego Simeone envia protesto formal por entender que não há imagens claras o suficiente para apontar a movimentação da bola no momento da batida de Julián Alvarez; organização reafirma os dois toques e promete analisar o regulamento.
O Atlético de Madrid formalizou um pedido de explicação a UEFA pelo pênalti anulado de Julián Álvarez.
O clube eliminado nas oitavas de final da Champions League alegou que as imagens disponíveis não conseguem apontar claramente os dois toques do atacante na bola, o que invalidaria a decisão.
A Federação respondeu com uma reafirmação de que a batida descumpriu o regulamento e garantiu que vai analisar uma revisão para casos de toque não intencional.
A Atlético justificou que regra XIV da Champions League diz que é necessária uma movimentação clara da bola para anular o pênalti.
Logo, sem imagens nítidas, a batida não poderia ser excluída.
Em comunicado, a UEFA reforçou que o toque foi "mínimo", mas ainda sim configura dois toques do jogador.
A polêmica batida de pênalti da partida de quarta-feira gerou muita reclamação de torcedores e membros do Atlético.
O técnico Diego Simeone chegou a questionar os jornalistas na sala de imprensa se alguém tinha visto uma infração no lance.
Com o jogo empatado em 2 a 2 no placar agregado, as equipes decidiram a vaga nas penalidades.
Na segunda chance do Atlético de Madrid, Julián Álvarez escorregou, mas conseguiu balançar as redes.
Entretanto, o árbitro anulou o lance após a revisão do VAR com o argumento de que o atacante teria dado dois toques na bola, o que é proibido.
O Atlético de Madrid ainda perdeu mais um pênalti na sequência, com Marcos Llorente, e Rüdiger consagrou a classificação do Real Madrid.
Confira o comunicado da UEFA na íntegra:
“O Atlético de Madrid consultou a UEFA sobre o incidente, que levou à anulação do pênalti cobrado por Julián Álvarez no final da partida de ontem da Liga dos Campeões da UEFA contra o Real Madrid. Embora mínimo, o jogador fez contato com a bola usando seu pé de apoio antes de chutá-la, como mostrado no videoclipe em anexo.
Sob a regra atual (Leis do Jogo, Lei 14.1), o VAR teve que chamar o árbitro sinalizando que o gol deveria ser anulado.
A UEFA entrará em discussões com a FIFA e a IFAB (International Football Association Board é o órgão que regulamenta as regras do futebol) para determinar se a regra deve ser revista em casos em que um toque duplo é claramente não intencional”.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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