Dunga critica Danilo por afirmar que França e Argentina estão à frente do Brasil: "Inadmissível".
Capitão do Tetra afirma que Ancelotti estaria recebendo mais questionamentos se fosse brasileiro.
Capitão do tetracampeonato mundial, Dunga se posicionou sobre a Seleção em entrevista à Rádio Bandeirantes.
O ex-volante criticou a forma pela qual Danilo comparou o trabalho desenvolvido no Brasil com outras grandes equipes presentes na Copa do Mundo de 2026 e afirmou que, se o treinador canarinho não fosse estrangeiro, estaria recebendo mais questionamentos.
Brasil e Haiti se enfrentam nesta sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília).
Dunga disputou 3 Mundiais como jogador (1990, 1994 e 1998) e um quarto como treinador do Brasil (2010).
Na entrevista, o ex-jogador foi convidado a comentar a opinião de Danilo.
Em entrevista coletiva na quarta-feira (17), o lateral titular do time de Carlo Ancelotti afirmou:
"Depois do jogo contra a França (amistoso), falei a todos que não tínhamos a mesma maturidade deles, da Argentina. O que não quer dizer que não podemos chegar longe".
Dunga, então, comentou:
"Eu nunca imaginei os jogadores falando: "A gente vai lá para tentar ganhar, a gente é inferior à França, inferior à Argentina, inferior a Portugal". É inadmissível. O torcedor não quer ouvir isso. Por mais que a gente entenda que pode até ser, você não pode passar essa opinião ao público".
E continuou:
"A brasilidade é o que eu falei, que vai um pouco contra o que o Danilo falou. Que a gente perdeu as laterais, perdeu os termos técnicos, modernos, abertura de jogo, profundidade. A gente quer jogar muito por dentro. E, para jogar por dentro, você vai ter que chegar ao gol adversário com 40 ou 50 toques. A minha pergunta é a seguinte: o futebol de hoje ficou mais rápido ou mais lento? Nessa Copa do Mundo, estou vendo jogadas pelas laterais que deram efeito".
Dunga também avaliou o trabalho do treinador italiano. Contratado em maio de 2025, Ancelotti classificou o Brasil para a Copa após um período de turbulência nas Eliminatórias:
"Quando ele chegou ao Brasil, recebia só elogios. E agora deve ser um desafio. Porque do dia para a noite passou a receber críticas. Coisa que não acontecia. A gente espera que ele consiga interpretar esse momento da cobrança na Seleção. Mas, se fosse um treinador brasileiro, seguramente estaria recebendo muito mais críticas. A gente quer resultado, não tem outra forma. É nossa mentalidade".
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:
Postar um comentário