Quando você vence uma competição, o que se pensa?!?!
Pensa que você superou desafios...
Passou por muitos obstáculos...
Venceu seus limites..
É uma profunda alegria...
Agora imagine, quando você consegue vencer no esporte e na vida.
Foi o caso do Haroldo Rodrigues da Costa, natural de Itajubá, no Sul de Minas Gerais.
Morador de Brasília, onde formou sua família.
O destino pregou uma peça em 1997.
Ele foi transplantado, recebeu um rim de sua irmã Salete.
Como gosta muito de esporte, pensou que seria o fim, mas não, veio um novo desafio.
E o responsável foi o tênis.
A inspiração veio com o tenista Gustavo Kuerten em seu primeiro título em Roland Garros, na França, no mesmo ano do implante.
| Guga, Ana Luísa, Rafael (o mais velho), Gabriel (filho do meio), Haroldo e Guilherme (no colo). (Foto: Arquivo Pessoal - Florianópolis, outubro de 2011). |
“Quando estava na hemodiálise acompanhava as partidas do Guga. E quando terminei e fiz a consulta com o médico perguntei se poderia praticar algum esporte. E o médico comentou não só pode como deve. Naquele momento foi música para meus ouvidos”, comentou Haroldo Rodrigues da Costa.
A partir daí comecei a praticar a modalidade e logo surgiu a oportunidade de disputar campeonatos fora do país.
E veio, muitas conquistas na área esportiva, assim, como na vida.
“De repente eu estava numa competição no exterior representando o meu país, e na abertura que foi realizada na praça de Budapeste na Hungria, o discurso era que todos são heróis. E as pessoas apoiaram a nossa pequena delegação, e fomos aplaudidos com gritos de Ayrton Senna, o Brasil é muito querido fora”, afirmou Haroldo.
Haroldo participou de vários campeonatos fora do país.
Conquistou medalhas de prata e bronze.
E falou de cada momento com muita alegria, principalmente das disputas Olímpicas de Transplantados na Suécia e na África do Sul.
“Depois da Hungria, foi a vez em Nancy (França) no ano de 2003 quando cheguei nas quartas de final. Em 2011, formei dupla com o médico Edson Arakaki na Suécia e conquistamos a medalha de bronze. Em 2013, Durban (África do Sul), mais uma vez conseguimos o bronze novamente. Depois, veio a prata na Argentina e agora veio o bronze”.
A mensagem que Haroldo nos deixa.
“Mais que a conquista esportiva, o importante nas Olimpíadas dos Transplantados é a vitória de todos os atletas. De estar ali, celebrando a vida, todos passaram por momentos de dificuldade e fizeram o transplante. Uma celebração bem bacana da vida e serve para mostra ao mundo. Teve uma repercussão muito interessante, como na última com 1500 atletas”.
Quando você pensa que Haroldo ficou apenas como atleta.
| Haroldo em Málaga nos Jogos Olímpicos dos Transplantados. (Foto: Arquivo Pessoal) |
Foi contemplado após um concurso para ser um dos condutores da tocha Olímpica, durante a passagem por Brasília em 2016.
“Foi uma emoção muito grande carregar a tocha, aqui em Brasília, uma cidade que escolhi morar e formar a minha família. E eu lá humilde consegui levar pelo Parque da Cidade, num momento histórico para o nosso país”, comentou Haroldo.
Haroldo não está sozinho, tem apoio de amigos, familiares neste novo desafio da sua vida, passar um pouco de conhecimento para os filhos Rafael, Gabriel e Guilherme e a esposa Ana Luísa que sempre esteve ao seu lado, nos momentos de dificuldade.
Por isso, chegou até aqui!!!
Um exemplo de vida a ser seguido por todos nós!!!
Se você é transplantado e quiser saber mais sobre a participação dos atletas nos Jogos Olímpicos, acesse o site www.abtx.com.br e faça seu cadastro.
Reportagem: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro
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