quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Entre os melhores

Gabriel Medina dá show, tira 10 na final, mas fica com o vice em Fiji.

Tricampeão mundial faz grande competição, porém é superado pelo americano Cole Houshmand na decisão em Cloudbreak. 

Erin Brooks leva o título feminino. 

Italo Ferreira segue em primeiro no ranking.

Ainda não foi desta vez. Sem saber o que é vencer no Circuito Mundial da WSL (World Surf League - Liga Mundial de Surfe) desde Margaret River 2023, Gabriel Medina esteve perto da vitória em Fiji após dar shows nas suas baterias de quartas de final e semifinal e ainda conseguir uma nota 10.00 na grande final. 

Contudo, a onda perfeita não foi capaz de evitar o título do americano Cole Houshmand, que levou a etapa de Cloudbreak com um placar de 16.87 a 15.17 na decisão.

O vice-campeonato faz Gabriel subir da quinta para a quarta colocação no ranking. 

Eliminado nas oitavas, Italo Ferreira segue na liderança do Centro de Treinamento, seguido pelo italiano Leonardo Fioravanti e por Yago Dora. Miguel Pupo completa o top-5. 

A próxima etapa será em Trestles, na Califórnia (Estados Unidos), de 11 de setembro a 20 de setembro.

Final emocionante: Gabriel Medina não teve vida fácil diante de Cole Houshmand na decisão. 

O americano largou na frente com um 8.50, seguido por um 6.33. 

Com um 5.17 e um 4.33, Gabriel ficou atrás do placar pelos primeiros 25 minutos de bateria. 

Até que o brasileiro achou um tubo perfeito, recebendo nota 10.00. 

Só que o americano não estava para brincadeira. 

Com um 8.37, Cole voltou à liderança, deixando Medina a um 6.87 da virada.

A onda da vitória, no entanto, não veio, e o título ficou mesmo com Cole Houshmand, que venceu por 16.87 a 15.17.

Show de tubos nas quartas de final: Gabriel Medina abriu o seu dia de competição com uma vitória espetacular nas quartas de final. 

O adversário foi o francês campeão olímpico Kauli Vaast, que acabou derrotado por 15.66 a 7.33. 

O momento-chave da bateria foi uma nota 9.33 de Medina com direito a três tubos na mesma onda. 

A outra onda computável de Gabriel foi um 6.33. 

Já o francês nascido no Taiti não passou de um 5.33, seguido por um 2.00.

Mais um show na semifinal: O adversário na semifinal foi o americano Griffin Colapinto, que até começou a bateria bem, arrancando um 7.50 na primeira onda. 

Contudo, Gabriel Medina estava impossível. Com um esperacular 9.77, ele pulou para a liderança, pressionando o americano. 

Na sequência, Medina ainda conseguiu um 9.27, deixando Griffin na combinção. 

O surfista dos Estados Unidos ainda pegou um 7.07, mas não havia tempo para mais nada. 

Vitória de Gabriel por 19.04 a 14.57.

Quartas de final masculina:

Cole Houshmand (Estados Unidos) 16.13 X Yago Dora (Brasil) 13.27

Leonardo Fioravanti (Itália) 14.10 X Callum Robson (Austrália) 10.94

Connor O'Leary (Japão) 10.50 X Griffin Colapinto (Estados Unidos) 13.00

Kauli Vaast (França) 7.33 X Gabriel Medina (Brasil) 15.66

Semifinal masculina:

Cole Houshmand (Estados Unidos) 17.10 X Leonardo Fioravanti (Itália) 11.33

Griffin Colapinto (Estados Unidos) 14.57 X Gabriel Medina (Brasil) 19.04

Final masculina:

Cole Houshmand (Estados Unidos) 16.87 X Gabriel Medina (Brasil) 15.17

Erin Brooks campeã: No feminino, o título da etapa de Cloudbreak ficou com a canadense Erin Brooks. 

Depois de derrotar a líder do ranking Carissa Moore na semifinal na quarta, a surfista de 19 anos acabou beneficiada pela desistência de Isabella Nichols, a outra finalista. 

Nichols lesionou o tornozelo esquerdo na vitória sobre a costarriquenha Brisa Hennessy na semi. 

Para comemorar o título, Erin Brooks fez uma bateria de exibição nesta quinta-feira (3) em Fiji.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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