Fluminense joga mal e empata com Independiente Rivadavia no Maracanã.
Torcida vaia time de Zubeldía e chama de "sem vergonha" após empate na ida das oitavas de final.
Em um jogo muito pobre no Maracanã, o Fluminense não saiu do empate por 0 a 0 com o Independiente Rivadavia, nesta terça-feira (11), no jogo de ida das oitavas de final da Taça Libertadores da América.
A torcida tricolor saiu do estádio na bronca com o time, que foi chamado de "sem vergonha" e recebeu vaias durante e depois da partida.
A decisão da vaga para as quartas de final da Taça Libertadores da América fica para semana que vem.
As equipes se enfrentam em Mendoza, na Argentina, na próxima terça-feira (18), às 19 horas (horário de Brasília).
O time que vencer avançará para a próxima fase e estará entre os oito melhores da competição.
Se houver novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
O Fluminense foi a campo com uma formação bem diferente da usual, com Castillo, Hulk e Soteldo no ataque, mas o maior problema foi na criação.
O time de Zubeldía não teve mobilidade para construir jogadas e teve uma posse de bola estéril durante boa parte do jogo.
O Independiente Rivadavia, bem postado, impôs dificuldades ao Fluminense, principalmente quando subia a pressão na saída de bola tricolor.
Houve duas chances criadas em erros do Fluminense, a mais perigosa com Ignácio, que errou passe na grande área, mas foi salvo por Thiago Silva.
O Fluminense só ameaçou o gol do Independiente Rivadavia no fim do primeiro tempo. Soteldo foi quem criou as melhores oportunidades pela esquerda.
O venezuelano levou perigo ao passar por dois e finalizar, na sobra, a bola ficou com Hulk, que desperdiçou grande chance de direita. Martinelli, no fim, também assustou em chute de longe.
O segundo tempo foi mais jogado, e a partida ficou lá e cá, mas sem um domínio claro para uma das equipes.
A melhor chance do Fluminense foi em uma bola parada. Ganso desviou na primeira trave, e Bolcato defendeu.
Cano, na sobra, isolou.
O lance que deixou o Maracanã em silêncio foi o chute de Matías Fernández na trave, em que Fábio achou que a bola ia para fora.
Os protestos que já duram desde a eliminação do Fluminense na Copa do Brasil para o Vasco seguem no Maracanã.
A equipe foi vaiada no intervalo da partida e após o apito final.
A torcida também reclamou das atuações individuais de Castillo e Hulk.
No fim, os torcedores do Fluminense chamaram o time de "sem vergonha" e saíram insatisfeitos com o empate.
Guilherme Arana saiu de campo pelo protocolo de concussão.
O lance aconteceu no início do segundo tempo, por volta dos 5 minutos.
O jogador fez um chute, levou a mão ao rosto se queixando e, minutos depois, pediu atendimento.
O Fluminense pôde fazer 6 substituições, assim como o Independiente Rivadavia também poderia fazer.
No entanto, o time argentino não conseguiu realizar a sexta substituição.
O motivo foi a aplicação da nova regra da FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol).
Aos 49 minutos do segundo tempo, Arce daria lugar a Moreyra, mas o camisa 9 do Rivadavia demorou a sair de campo.
O árbitro esperou o atacante sair e disse que o substituto não poderia entrar naquele momento.
Somente um minuto depois, dada a cera do atacante paraguaio.
Mas o jogo acabou antes da entrada de Moreyra.
O Fluminense enfrenta o Palmeiras no sábado (15), às 16h30 (horário de Brasília), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
A equipe terá este duelo importante pelo Campeonato Brasileiro antes da volta da próxima terça-feira (18), pela Taça Libertadores da América.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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