terça-feira, 6 de outubro de 2026

Descoberta por Eurico Miranda

Deputada estadual mais votada do Rio, Índia Armelau foi 'descoberta' por Eurico Miranda e nadou no Vasco.

Amanda Brandão Armelau é o nome de batismo de Índia Armelau (PL), a deputada estadual mais votada do Rio nas eleições deste ano, aos 39 anos. 

Com a vitória, ela parte para o seu segundo mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). 

Neste domingo (4), a candidata à reeleição no legislativo fluminense obteve 248.504 votos contra os 57.582 da eleição passada, em 2022.

A deputada reeleita nasceu em Manaus, no Amazonas e é ex-nadadora profissional. 

A trajetória como atleta foi iniciada ainda na infância, aos 9 anos. 

Aos 13, quando participada da competição "Travessia do Negro", então aos 13 anos, foi descoberta pelo ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, responsável por sua vinda para o Rio.

Encerrou a carreira de atleta em 2008, aos 20 anos, após acumular vários títulos em competições. Depois disso, entrou para a faculdade e formou-se em educação física em 2011. 

O nome político, ela diz em seu perfil no site da Alerj, carrega desde a infância e remete à sua origem familiar e características físicas.

Também em seu perfil oficial no site da Alerj, a parlamentar se define como defensora da família e dos direitos das pessoas com deficiência, além de trabalhar pelo fomento do esporte e pela melhoria na segurança pública. 

se declara também contra ideologia de gênero nas escolas, contra a censura e contra cotas raciais

O primeiro mandato foi marcado por um projeto polêmico que estabelecia a obrigatoriedade de instalação de banheiros e vestiários neutros em espaços públicos e privados destinados ao uso coletivo. 

O texto determinava que esses espaços contassem com ambientes universais voltados a pessoas trans não redesignadas e pessoas não binárias.

Durante a votação, deputados da oposição criticaram o projeto e afirmaram que a medida representava um "retrocesso" por, na avaliação deles, acabar segregando pessoas trans em vez de ampliar a inclusão em ambientes já existentes. 

O argumento da autora era que seu projeto buscava garantir a privacidade desse público e também proteger as mulheres nos banheiros convencionais.

Também é de sua autoria a Lei 10.260/2023, que criou um programa estadual de defesa pessoal para mulheres vítimas ou ameaçadas de violência doméstica. 

São atribuídas a ela, ainda, a lei que incluiu policiais penais no Segurança Presente, em parceria com Pedro Brazão, e o Programa Prajás, de assistência jurídica gratuita a agentes de segurança pública, proposto com Rodrigo Amorim.

A deputada estadual foi alvo, no ano passado, de uma investigação pelo Ministério Público por suspeita de rachadinha. 

Na época, a parlamentar negou as acusações. 

Ela classificou, na época, as denúncias como mentirosas e afirmou que adotaria medidas judiciais.

Reportagem: Netvasco.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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