segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Rescisão de contrato

Palmeiras rescinde contrato de patrocínio com a Fictor após pedido de recuperação judicial.

Clube emite nota oficial e "estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos". 

Entenda como a empresa entrou em crise por envolvimento com Banco Master.

O Palmeiras rescindiu o contrato com a Fictor nesta segunda-feira (2), após o grupo entrar com pedido de recuperação judicial como consequência da crise em que se envolveu ligada ao Banco Master.

"A Sociedade Esportiva Palmeiras informa a rescisão do contrato de patrocínio com a Fictor, em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo, conforme previsto no acordo pactuado entre as partes em março de 2025. O clube estuda as providências legais cabíveis para o recebimento dos valores devidos pela Fictor", afirmou o clube em nota.

A parceria entre o Verdão e a empresa se iniciou em março de 2025, com um contrato de 3 anos, renovável por mais um, e que renderia R$ 30 milhões por temporada ao clube, sendo R$ 25 milhões fixos, além de R$ 5 milhões em metas.

A reportagem apurou que a dívida com o Palmeiras citada pela Fictor no pedido de recuperação judicial se refere ao pagamento da parcela de patrocínio mais recente e de bonificações por resultados esportivos. 

Os pagamentos deveriam ter sido feitos ao longo do mês de janeiro, o que não aconteceu.

A Fictor, por sua vez, entende que será necessário aguardar o avançar do processo de recuperação judicial para discutir valores, já que o Palmeiras se tornou um de seus credores.

Até o início do ano, o segundo maior patrocinador alviverde vinha fazendo depósitos em dia, mas viu os problemas aumentarem recentemente.

A Fictor se tornou personagem no caso do Master, pois em novembro um de seus sócios liderou um grupo com proposta para adquirir o banco. 

O processo foi suspenso após o Banco Central anunciar a liquidação extrajudicial da instituição.

A patrocinadora do Palmeiras disse que este caso afetou a reputação do grupo "por especulações que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding", segundo nota enviada ao Globo Esporte.

Ainda assim, o grupo argumentou que até o momento não foram registrados atrasos, e a recuperação judicial "visa equilibrar a operação e assegurar o pagamento dos compromissos financeiros", que somam cerca de R$ 4 bilhões.

Mesmo com o nome envolvido na maior polêmica recente do mercado financeiro brasileiro, a Fictor não atrasou pagamentos ao Palmeiras. 

Por isso, o clube manteve o contrato até então.

A empresa estampa as costas do uniforme masculino e feminino do Palmeiras, e é a patrocinadora máster da base. 

Isto porque casas de aposta não podem ser estampadas nos uniformes de equipes que não sejam profissionais, e o Verdão tem contrato com a Sportingbet.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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