segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Novo investidor

Especialista em recuperar empresas e presidente do Cirque du Soleil: conheça o investidor prometido por Textor no Botafogo.

John Textor prometeu aporte para sanar dívidas urgentes do Alvinegro.

A promessa de John Textor da chegada de um aporte financeiro para aliviar a crise econômica é o assunto da vez do Botafogo. 

O valor, que seria de US$ 28 milhões (cerca de R$ 147 milhões) de acordo com o dono da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), teria sido arrecado por dois futuros sócios: GDA Luma Capital e Hutton Capital. 

Um desses investidores é especialista em recuperar empresas e atua como presidente do Cirque du Soleil.

A GDA Luma é uma empresa especializada em "distressed assets" (ativos podres no português), que assume investimentos de alto risco para recuperação de ativos. 

A firma também foi responsável por recuperar duas companhias canadenses que estavam à beira da falência. 

A Gateway Casinos, operadora de jogos e entretenimento, e a Frontera Energy, empresa de exploração e produção de petróleo, tem Gabriel de Alba como presidente de seus conselhos.

Gabriel de Alba é o fundador e sócio-gerente do GDA Luma Capital Management, uma das empresas citadas por Textor. Gabriel tem dupla formação em finanças e econômica pela NYU Stern School of Business e um MBA (Master in Business Administration - Mestrado em Administração de Empresa) pela Universidade Columbia. 

Além de ter feito pós-graduação em matemática e ciências da computação em Harvard. 

Possui 25 anos de experiência em investimentos.

Alba é especializado no controle de investimentos em empresas em dificuldades financeiras e subvalorizadas, formulando estratégias focadas em recapitalização. 

O foco do trabalho está nos setores de tecnologia, hotelaria, farmacêutico/saúde, mídia, telecomunicações. 

Hoje, ele atua como presidente do Cirque du Soleil, uma companhia multinacional de entretenimento, sendo atualmente a maior companhia circense do mundo.

Aporte no Botafogo: Na última quinta-feira (29), o clube social cobrou garantias de sustentabilidade financeira em uma reunião. 

Isso porque, o entendimento interno é que o aporte, na verdade, trata-se de um empréstimo que poderia comprometer ainda mais o Botafogo. 

Na sexta-feira (30), Textor e João Paulo (presidente do clube) se reuniram com o banco BTG Pactual em São Paulo.

A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e o clube social ainda esclarecem detalhes sobre o aporte, mas prevalece o entendimento de que o aval do associativo do Botafogo é a pendência final para a entrada do dinheiro. 

A primeira parcela do investimento gira na casa de US$ 28 milhões, cerca de R$ 147 milhões.

A consultoria feita pelo BTG foi um pedido do Botafogo social, que tomará a decisão de acordo com o laudo técnico. 

Membros do associativos irão aprovar o aporte apenas com o laudo técnico positivo do banco. 

Se os especialistas apontarem que a solução apresentada por Textor poderá prejudicar o Botafogo futuramente, o aporte não será aprovado.

Os sócios para o aporte são a GDA Luma Capital e Hutton Capital, e estima-se que, ao todo, chegue aos US$ 50 milhões, cerca de R$ 263 milhões. 

Ainda que este não seja um requisito legal para a celebração do contrato, Textor mencionou recentemente que os novos investidores gostariam de uma unanimidade. 

A unanimidade, no caso, inclui o americano, o CEO Thairo Arruda, o Conselho de Administração e o próprio clube social, que é acionista minoritário da SAF.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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