COI (Comitê Olímpico Internacional) inaugura relógio e inicia contagem regressiva a um ano das Olimpíadas de Inverno de 2026.
Presidente da entidade, Thomas Bach ainda participa de evento com autoridades italianas, em meio a preocupações com a organização dos Jogos.
Daqui a exatamente um ano, no dia 6 de fevereiro de 2026, o mundo do esporte estará de olho na região norte da Itália, que receberá as Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina.
Para celebrar a proximidade da competição, o COI realiza uma série de eventos nesta quinta-feira (6).
Além de uma cerimônia que reuniu autoridades italianas e dirigentes, como Thomas Bach, presidente do COI, já aconteceu a inauguração de um relógio, que fará a contagem regressiva para os Jogos no centro histórico de Milão.
"Estas Olimpíadas de Inverno vão oferecer uma mistura inesquecível de esporte com o estilo e sofisticação italianos", disse Bach, durante discurso na cerimônia da qual participou.
Considerado tradição nos Jogos Olímpicos, o relógio da contagem regressiva foi instalado na Praça da Catedral de Milão.
A estrutura, montada em parceria com um patrocinador do COI, simula um globo de neve e tem até gelo artificial caindo constantemente no interior.
Em março de 2025, um outro relógio será instalado em Cortina d’Ampezzo, que fica a mais de 400km de Milão e também sediará os Jogos de Inverno de 2026.
Na verdade, as modalidades olímpicas estarão distribuídas pela região norte da Itália, com sete cidades recebendo disputas.
As Olimpíadas de 2026 estão orientadas por uma nova diretriz do COI, que quer aproveitar estruturas já existentes e reduzir custos para organização dos Jogos.
Por isso, as modalidades estarão espalhadas por várias cidades, que reúnem condições de receber eventos específicos.
Ainda assim, Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro da Itália, afirmou que o país está investindo cerca de 3,5 bilhões de euros (mais de R$ 21 bilhões) para sediar as Olimpíadas de Milão-Cortina.
O valor se explica pela necessidade de modernizar algumas instalações, com mecanismos que produzam gelo artificial, por exemplo, ou até recuperar estrutura que não era usada há mais de 20 anos.
Uma pista de Cortina, fechada em 2008, está em processo de reconstrução.
As obras, já iniciadas com atraso, preocupam o COI, que deu um prazo final para a conclusão do projeto: março deste ano.
Como plano B, a organização dos Jogos de Inverno de 2026 chegou a consultar outras regiões da Europa, mas escolheu Lake Placid, nos Estados Unidos, como alternativa viável e barata.
Então, caso a pista de Cortina não seja concluída a tempo, modalidades como bobsled, skeleton e luge serão disputadas em outro continente.
Mesmo com um plano B escolhido, a organização dos Jogos de 2026 e o COI creem que não será preciso sair da Itália.
"Estamos cientes do que falta fazer, mas nosso objetivo é garantir que a Itália dê um espetáculo maravilhoso para quem nos assistir", comentou Giovanni Malago, presidente do Comitê Olímpico Italiano.
As Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina terão abertura realizada no Estádio San Siro, receberão cerca de 2.900 atletas de 90 países e acontecerão entre os dias 6 de fevereiro de 2026 e 22 de fevereiro de 2026.
Logo depois, em março, será a vez de as Paralimpíadas de Inverno concentrarem os holofotes.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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