quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Chape fez história

Na Arena Condá, em Chapecó, a Chapecoense precisava vencer por 2 ou mais gols de diferença.

E conseguiu na primeira etapa abrir vantagem.

Aos 35 minutos do primeiro tempo, Rangel recebeu o passe de Tiaguinho, mas errou no domínio.

Ficou sem ângulo dentro da área, mas chutou cruzado e Ananias voou no carrinho e apenas escorou para dentro do gol.

Chape 1 a 0.

Aos 43 minutos do primeiro tempo, cobrança de escanteio o goleiro Sebastián Viera saiu mal e deu rebote no meio da área. 

A bola sobrou na entrada da área para Gil que chutou para marcar.

A bola passou por todos os jogadores e o goleiro.

Chapecoense 2 a 0.

Aos 31 minutos do segundo tempo, Gil pegou o rebote após a cobrança de escanteio, cruzou novamente na área, e Thiego desviou para fazer o terceiro da Chapecoense.

Chapecoense 3 a 0.

Com a classificação, o time verde e branco espera o vencedor do confronto entre San Lorenzo e Palestino para a semifinal. 

No jogo de ida, o San Lorenzo venceu em casa por 2 a 0. 

O segundo jogo acontece nesta quinta-feira (27), às 22 horas. 

As partidas da próxima fase serão nas semanas dos dias 2 e 23 de novembro. 

Antes, a Chape se volta para o Campeonato Brasileiro, onde encara o Corinthians neste sábado (29), fora de casa. 

No Colombiano, o Rojiblanco duela com o Envigado, no domingo (30).

Na segunda participação a Chape irá disputar as semifinais da Copa Sul-Americana.
Chape fez o dever de casa e esta nas semifinais da Copa Sul-Americana. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Chapecoense-SC classificada 3 Junior Barranquilla (Colômbia) eliminado 0.

No Estádio Atanásio Girardot, em Medellín, o Coritiba precisava vencer, já que o empate em 0 a 0 favorecia ao time do Atlético Nacional.

O jogo foi igual na primeira etapa.

Era um ataque do Atlético e outro do Coxa.

Até que aos 42 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta César González acertou um lindo chute no ângulo direito do goleiro Armani.

Coritiba 1 a 0.

No início do segundo tempo, aos 6 minutos Miguel Borja chutou de fora da área e acertou o canto do goleiro Wilson.

Empatando o jogo.

Aos 14 minutos do segundo tempo, outra vez Borja.

Após a cobrança de escanteio, Miguel Borja acertou um lindo voleio, sem chances para o goleiro Wilson.

Virada do Atlético.

Na cobrança de escanteio, Kazim apareceu para cortar a cobrança e fez um movimento com o braço para dominar, que o árbitro interpretou como mão na bola. 

Pênalti para o Atlético Nacional

Miguel Borja cobrou forte no alto do goleiro Wilson.

O terceiro do Atlético e de Miguel Borja.

Atlético 3 a 1.

O Coritiba, agora, volta todas as atenções para a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. 

Com o décimo quarto lugar, com 38 pontos três à frente do Z-4. 

O próximo compromisso será contra o Botafogo, às 18h30 (horário de Brasília) de sábado (29), no Estádio Luso-Brasileiro.

O Atlético enfrenta o Cerro Porteño, com partidas dias 2 e 23 de novembro.
Noite de Borja pelos três gols. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Atlético Nacional de Medellín (Colômbia) classificado 3 Coritiba-PR (Brasil) eliminado 1.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Vitória dos visitantes

No Mineirão, o Cruzeiro começou com maior posse de bola, e o Grêmio apenas explorando os contra-ataques.

E numa bela troca de passes o Grêmio chegou ao gol.

Aos 19 minutos do primeiro tempo, Marcelo Oliveira tabelou com Pedro Rocha e ajeitou para Luan, que dominou na ponta da área e encobriu o goleiro Rafael com um toque em curva.

Grêmio 1 a 0.

Luan estava há 12 jogos sem marcar, quebrando o jejum.

As melhores chances no primeiro tempo foram do Grêmio que poderia ter ampliado o marcador.

O segundo tempo, ficou um jogo lá e cá.

O Cruzeiro conseguiu em uma cobrança de falta com Edimar assustou o goleiro 

O zagueiro Léo saiu jogando errado, a defesa do Grêmio com Kanemann fez o corte e a bola ficou com Ramiro que fez o lançamento para Douglas que dominou e chutou cruzado no canto do goleiro Rafael.

Grêmio 2 a 0, aos 16 minutos do segundo tempo.

O Cruzeiro tentou, mas não evitou a derrota, e o Grêmio tentava os contra-ataques.

No jogo de volta o Grêmio pode até perder por um gol de diferença que avançará.

No final de semana, o Grêmio joga contra o Figueirense, no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, às 19h30 e o Cruzeiro enfrenta o Atlético-PR, na Arena da Baixada, às 16h30, as duas partidas serão no sábado (29).
Passeio gaúcho no Mineirão. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Cruzeiro-MG 0 Grêmio-RS 2. 

No Beira-Rio, logo no início o Galo abriu o placar.

Aos 2 minutos do primeiro tempo, Lucas Pratto recebeu pelo lado direito, correu muito, foi bem até a linha de fundo e tentou o cruzamento. 

Paulão corta parcialmente e a bola voltou para o argentino, que cruzou rasteiro, para o meio da área. 

Otero apareceu bem, sozinho, e empurrou para o fundo do gol. 

O goleiro Danilo Fernandes se esticou todo, mas não conseguiu a defesa. 

Atlético 1 a 0.

O Inter não sentiu o gol, e tentou o empate, foram algumas oportunidades, sem sucesso.

No segundo tempo, o Internacional pressionou mais, e o goleiro Victor fez grande defesas evitando o empate.

Mas, de tanto insistir o Colorado chegou ao empate.

Fábio Santos tentou tirar a bola da área do Atlético, mas Anderson chegou como elemento surpresa e roubou a bola. 

No susto, o lateral do Galo acertou um chute no volante. 

Dentro da área é pênalti.

William cobrou o pênalti deslocando o goleiro Victor, aos 24 minutos do segundo tempo.

Aos 44 minutos do segundo tempo , Cazares puxou o contra ataque e tocou em Luan que rolou para Lucas Pratto que dominou e completou para o gol.

Atlético-MG 2 a 1.

No jogo de volta o Atlético-MG joga pelo empate ou até por um derrota de 1 a 0.

No final de semana o Atlético-MG enfrenta o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro da Série A, no sábado (29), às 16h30, e o Internacional recebe o Santa Cruz no mesmo dia, às 18h30, no Estádio do Beira-Rio. 
Galo Forte e Vingador, no Beira-Rio. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Internacional-RS 1 Atlético-MG 2.

Os jogos de volta serão na próxima quarta-feira (2), às 21h45, no Estádio Independência e na Arena do Grêmio.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Brasil protagonista no Pro League em São Paulo

O ano de 2016 definitivamente colocou o Brasil na rota dos eventos internacionais de esportes eletrônicos. 

Nesta quarta-feira (26), em São Paulo, tem início uma das maiores competições de Counter Strike: Global Offensive do mundo. 

Com brasileiros entre os protagonistas, a quarta temporada do ESL Pro League entra na reta final com promessa de distribuição de US$ 600 mil (R$ 1,8 milhões na cotação atual) em prêmios. 

Vale lembrar que Curitiba recebeu em setembro as finais do International Wildcard Qualifier de League of Legends seletiva para o Mundial do game mais jogado do planeta.

A competição reúne equipes sediadas na América do Norte e Europa e será dividida em duas fases: grupos e finais. 

O regulamento prevê duas chaves com seis times cada uma nesta etapa inicial. 

Os dois times com brasileiros - Immortals e Sk Gaming - ficaram separados. 

Esta fase, que terá duração de dois dias (quarta e quinta), será toda realizada nos estúdios da ESL, em São Paulo, em sistema de melhor de um.

As finais serão no Ginásio do Ibirapuera, também em São Paulo, entre sexta e domingo. 

Os ingressos já estão esgotados para os dois últimos dias. 

Os líderes de cada grupo se classificam de forma automática para as semifinais - que será realizado no mesmo dia da final, no domingo. 

Os segundos e terceiros colocados de cada chave disputam as quartas de final, espécie de repescagem. Todo o sistema eliminatório é realizado em melhor de três jogos.

BRASIL NO TOPO

Sediadas nos Estados Unidos, duas equipes formadas por jogadores brasileiros aparecem entre as maiores do torneio. Immortals e Sk Gaming estão entre as cotadas para disputar o título. 

Aliás, a Sk Gaming, do astro internacional Gabriel "Fallen" Toledo, apesar de passar por problemas internos atualmente, é considerada uma das maiores do mundo. 

Vencedora da terceira temporada ainda sob o nome Luminosity, a equipe classificou como terceiro colocada na seletiva da América do Norte. 

A Immortals teve desempenho ainda melhor, ficando com a vice-liderança da fase regional.

Primeira colocada da seletiva europeia, a Fnatic, um dos maiores clubes de esportes eletrônicos do mundo, anunciou retirada da fase final há poucos dias. 

A equipe justificou a decisão com "problemas de ordem pessoal dos jogadores". 

Nenhuma equipe aceitou o convite para substituição. Com a decisão, o Grupo A ficou com menos uma equipe.

GRUPOS

Chave A
Ninjas In Pyjamas (Suécia)
Mousesports (Alemanha)
Faze Clan (Europa)
Team Envyus (França)
Team Dignitas (Dinamarca)

Chave B
Cloud9 (Estados Unidos)
Sk Gaming (Brasil)
Immortals (Brasil)
Optic Gaming (Canadá)
NRG Esports (Estados Unidos)
Team Liquid (Estados Unidos)
Brasileiros agora dão show nos games. (Foto: Globoesporte.globo.com)
CRONOGRAMA DE JOGOS

Quarta-feira, 26 de outubro
12h - Grupo A: Optic Gaming x Team Luquid
13h10 - Grupo A: Immortals x ENVYUS
14h20 - Grupo A: Mousesports x Team Liquid
15h30 - Grupo B: Cloud9 x Faze
16h40 - Grupo B: NRG x Dignitas
17h50 - Grupo B: SK Gaming vs NiP
19h00 - Grupo B: Cloud9 x NRG
20h10 - Grupo B: NiP x Dignitas

Quinta-feira, 27 de outubro
12h - Grupo A: Immortals x Optic
13h10 - Grupo A: ENVYUS x Team Liquid
14h20 - Grupo A: Mousesports x Optic
15h30 - Group B: SK Gaming x Faze
16h40 - Grupo B: NiP x NRG
17h50 - Group B: Faze x Dignitas
19h00 - Grupo B: SK Gaming x Cloud9

Sexta-feira, 28 de outubro, Ginásio do Ibirapuera
12h - Grupo A: Immortals x Mousesports 
13h30 - Grupo A: Optic x ENVYUS
15h00 - Grupo A: Immortals x Team Liquid
15h00 - Grupo A: Mousesports x ENVYUS
16h30 - Group B: Faze vs. NRG
18h00 - Grupo B: SK Gaming vs Dignitas
19h30 - Grupo B: NiP x Cloud9
21h00 - Grupo B: SK Gaming x NRG 
21h00 - Grupo B: Cloud9 x Dignitas 
21h00 - Grupo B: NiP x Faze

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Cerro Porteño poderá ser o adversário do Coxa

A primeira equipe a se classificar para as semifinais da Copa Sul-Americana foi o Cerro Porteño.

Depois de empatar na Colômbia em 0 a 0, o time paraguaio marcou quatro vezes para valer dois gols.

Aos 33 minutos do primeiro tempo, bola levantada na área, Velázquez tentou a finalização de bicicleta, mas furou e conseguiu apenas um leve desvio. 

O suficiente, no entanto, para colocar na cabeça de Domínguez. 

Que encobriu o goleiro González com uma cabeçada de rara felicidade e enlouqueceu a torcida no Defensores del Chaco.

Cerro Porteño 1 a 0.

O time de Medellín ficou com um a menos.

Aos 3 minutos do segundo tempo, cartão vermelho para Juan Caicedo por falta dura em Álvaro Pereira.

Na dividida de bola, o atacante acabou deixando a sola do pé numa chegada forte.

Domínguez recebeu um passe dentro da área e foi derrubado por Valencia no momento em que tentava adiantar a bola. 

O árbitro não hesitou e marcou a penalidade.

Aos 27 minutos do segundo tempo, com muita categoria, Domínguez cobrou o pênalti de um lado, o goleiro David González foi para o outro.

Cerro 2 a 0.

Com a classificação do Cerro Porteño, o adversário será conhecido nesta quarta-feira (26).

Caso os dois brasileiros avancem: Coritiba e Chapecoense, os paraguaios enfrentaram o vencer de San Lorenzo e Palestino, que jogam na quinta-feira (27).

Se apenas um brasileiro se classificar, o Cerro enfrenta o vencer de Coritiba e Atlético Nacional de Medellín.
Noite de Domínguez na classificação do Cerro. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Cerro Porteño (Paraguai) classificado 2 Independiente Medellín (Colômbia) eliminado 0.  

Confira os outros confrontos:

Quarta-Feira (26):

Atlético Nacional de Medellín (Colômbia) X Coritiba-PR (Brasil), às 21h45, no Estádio Atanásio Girardot, em Medellín - Colômbia.

Chapecoense-SC (Brasil) X Junior Barranquilla (Colômbia), às 21h45, na Arena Condá, em Chapecó.

E na quinta-feira (27):

Palestino (Chile) X San Lorenzo (Argentina), às 22 horas, no Estádio Monumental, em Santiago.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Vitória Esmeraldina

O Goiás venceu com certa tranquilidade o CRB e deu um alívio ao torcedor que agora começa a voltar os olhares para o ano de 2017.

Aos 10 minutos do primeiro tempo, cobrança de escanteio e cabeçada de David Duarte, o goleiro Bruno deu rebote, mas Rossi aproveitou na pequena área e abriu o placar.

Goiás 1 a 0.

Aos 24 minutos do segundo tempo, Murilo foi lançado pela ponta esquerda de ataque, invadiu a área do CRB, limpou a marcação com a perna direita e ampliou.

Goiás 2 a 0.

Aos 42 minutos do segundo tempo, Marcão recebeu passe de Sueliton, saiu cara a cara com o goleiro Bruno e marcou.

Goiás 3 a 0.

O Goiás chegou aos 44 pontos, e esta na décima quarta posição.

Na próxima rodada o Goiás enfrenta o Atlético-GO, no sábado (5), no Estádio do Serra Dourada, às 17 horas.

E o CRB joga contra o Náutico, no Rei Pelé, às 17h30, no mesmo dia.
Vitória para dar tranquilidade. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, Goiás-GO 3 CRB-AL 0.

Confira os outros jogos:

Pela trigésima terceira rodada – Oeste-SP 1 X 1 Luverdense-MT

Gols de Pedro Carmona (Oeste); Betinho (contra para o Luverdense).

Pela vigésima oitava rodada – Sampaio Corrêa-MA 0 X 3 Vila Nova-GO

Gols de Marcelo Cordeiro e Mateus Anderson (duas vezes – Vila Nova).

Confira os jogos desta rodada:

Na quarta-feira (26):

Vasco-RJ X Avaí-SC, às 21h45, em São Januário, Rio de Janeiro.

Na sexta-feira (27):

Criciúma-SC X Londrina-PR, às 19h15, no Estádio Heriberto Hülse, em Criciúma.

Paraná Clube-PR X Bragantino-SP, às 20h30, no Estádio Durival de Brito, em Curitiba.

Náutico-PE X Atlético-GO, às 21h30, na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

Joinville-SC X Brasil de Pelotas-RS, às 21h30, na Arena Joinville, em Joinville.

No sábado (29):

Bahia-BA X Ceará-CE, às 17 horas, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Paysandu-PA X Sampaio Corrêa-MA, às 17 horas, no Estádio Mangueirão, em Belém.

Tupi-MG X Vila Nova-GO, às 17 horas, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Um homem que mudou a história

A braçadeira de capitão sempre lhe caiu bem. 

Porte esguio, olhar penetrante, personalidade marcante. 

Não tinha jogador que não ouvisse com atenção suas observações, seus conselhos ou, na pior das hipóteses, suas broncas. 

Nem Pelé escapava, e foram  muitas as vezes em que precisou até baixar a cabeça. 

Mas não era só isso. 

Habilidoso, clássico, desarmava com estilo, saía jogando com elegância. 

E foi essa lenda, esse grande capitão, que o futebol brasileiro e o mundo perderam nesta terça-feira, aos 72 anos. 

Morreu na manhã desta terça-feira (25), no Rio de Janeiro, vítima de enfarte fulminante, Carlos Alberto Torres, atualmente comentarista do SporTV. 

Nome e sobrenome de craque. 

O homem do tricampeonato mundial em 1970, que beijou e levantou a Taça Jules Rimet. 

O pai de Andrea e de Alexandre Torres, zagueiro que atuou no Fluminense e no Vasco. 

O Capita, como era carinhosamente chamado.

Casado três vezes uma das esposas foi a atriz Terezinha Sodré, o capitão do tri, que também foi vereador no Rio, de 1989 a 1993, pelo PDT, estava em casa jogando palavras cruzadas quando passou mal, na Barra da Tijuca. 

Ainda foi levado para o Hospital Riomar, onde chegou por volta das 11 horas (de Brasília) com parada cardiorrespiratória, mas as tentativas de reanimá-lo foram em vão. 

O detalhe é que Carlos Alberto tinha um irmão gêmeo, Carlos Roberto, falecido há um mês. 

O enterro será na manhã de quarta, no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio.

Nascido a 17 de julho de 1944, carioca do bairro da Vila da Penha, Carlos Alberto, seja como lateral-direito, onde começou na base do Fluminense, seja como zagueiro, sempre desfilou pelos gramados uma classe com a bola nos pés em que não ficava para trás nem para um astro do nível de Franz Beckenbauer. 

Santos, Botafogo, Flamengo e New York Cosmos tiveram em campo a sua classe. Era reverenciado no mundo todo pelo seu passado. 

Depois, como treinador, o Capita, como era carinhosamente chamado, teve como pontos altos a conquista do Campeonato Brasileiro de 1983, pelo Flamengo, da Copa Conmebol, em 1993, pelo Botafogo, e do Campeonato Carioca de 1984, pelo Fluminense.

Como jogador, Carlos Alberto conquistou uma penca de títulos. 

No Fluminense, onde começou a carreira, ganhou o Carioca em 1964, quando estourou, e depois, no seu retorno, os de 1975 e 1976, com a famosa Máquina montada pelo presidente eterno Francisco Horta. 

No Santos de Pelé, onde chegou em 1965, ainda garoto, e viveu o auge, atuando ao lado de craques como o próprio Rei do Futebol, Edu e Clodoaldo, companheiros de tricampeonato mundial, levou a Taça Brasil em 1965 e 1968, o Torneio Rio-São Paulo em 1966, a Recopa Sul-Americana em 1968 e muitos campeonatos paulistas 1965, 1967, 1968, 1969 e 1973.

Em sua breve passagem pelo Botafogo em 1971, emprestado pelo Santos, Carlos Alberto Torres não conquistou títulos mas teve também presença marcante, atuando ao lado de craques como Jairzinho, Paulo Cezar Caju e outros. 

Depois, voltou ao Peixe, ainda no mesmo ano, onde ficou até 1974. 

Retornou então ao Fluminense, onde viveu outro grande momento em sua carreira, com a Máquina de Rivellino, Paulo Cezar, Pintinho, Doval & Cia.

Saiu da Máquina em 1977 para atuar no Flamengo de Zico, onde também passou em branco mas viu começar ali aquela que seria a maior equipe rubro-negra da história. 

Depois, reviu Zico, Junior, Leandro e Adílio quando os comandou na conquista do Brasileiro de 1983.

O pouco tempo no Flamengo como jogador teve explicação. 

O New York Cosmos o queria. 

Já como zagueiro, Carlos Alberto foi para a equipe americana recém-montada para atuar com supercraques. 

O Cosmos ficou conhecido por reunir uma verdadeira seleção mundial, de Pelé a Franz Beckenbauer. 

E o Capita, por lá, foi campeão por quatro temporadas 1977, 1978, 1980 e 1982. Levantar taça era com ele mesmo.

E quando, no estádio Azteca, levantou a Jules Rimet, a maior que conquistou, no tricampeonato de 1970, no México, Carlos Alberto eternizou não só o gesto, mas também uma geração fora de série. 

Zagallo sempre dizia que fora de campo era o comandante, mas, no gramado, era o seu capitão, o porta-voz. 

O gol marcado pelo lateral-direito, o último na goleada por 4 a 1 sobre a Itália na grande final, sintetizou o que o então camisa 4 e toda aquela Seleção tinham de melhor. 

A jogada, que iniciou da intermediária com série de dribles de Clodoaldo, foi de pé em pé até Pelé dar um simples toque para o lateral, que vinha de trás. 

A bola ainda deu uma pequena subida antes de o jogador desferir o potente chute que estufou a rede.

Liderança como jogador e técnico

Sua história na Seleção começou em 30 de maio de 1964, contra a Inglaterra, no Maracanã, na goleada por 5 a 1.

Foram 69 partidas com a camisa verde-amarela e nove gols marcados. 

Um número considerável para um lateral-direito. Na Seleção sentiu-se à vontade como nos clubes para exercer uma liderança dentro e fora de campo, principalmente no tricampeonato mundial de 1970, ao lado de Pelé e Gerson.

Como jogador, Carlos Alberto Torres ainda teve uma breve passagem pelo California Surf, até retornar ao Cosmos e encerrar a carreira em 1982. 

Não demorou muito, no entanto, para o Capitão voltar a frequentar o mundo do futebol, mas como treinador. 

Numa decisão ousada na época, o Flamengo, em crise na tabela do Brasileirão, convidou Carlos Alberto para ser o técnico. 
Carlos Alberto sempre ao lado de grandes conquistas. (Foto: Globoesporte.globo.com)
O time tinha sido campeão em 1982, mas passava por mau momento naquele período. 

O Capita assumiu a equipe e a levou a uma reação na tabela rumo ao tricampeonato brasileiro, na final sobre o Santos, vencida por 3 a 0, num Maracanã com mais de 150 mil pessoas.

Ali era o começo de uma carreira como treinador com altos e baixos. 

Sim, Carlos Alberto não foi como técnico tão brilhante como era no gramado com a bola nos pés. 
Mas teve momentos importantes. 

No Botafogo, comandou uma equipe limitada tecnicamente rumo à conquista de uma competição internacional, a Copa Conmebol, conquistada em 1993. 

A final foi contra o Peñarol. 

Depois do 1 a 1 em Montevidéu, os dois times voltaram a empatar, mas por 2 a 2, no Maracanã. A disputa foi para os pênaltis, com vitória alvinegra por 3 a 1. 

Tanto ao lado de craques consagrados como comandando jogadores jovens e desconhecidos, com ou sem braçadeira, o Capita tinha liderança e estrela. 

Reportagem: Globoesporte.globo.com

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Coelho saiu da lanterna

No complemento da trigésima segunda rodada, o América-MG venceu o Atlético-PR no Estádio Independência pelo placar de 1 a 0, saiu na última posição e freou o Furacão que buscava a vaga no G-6.

Quem agradeceu foi o Corinthians.

Na primeira etapa, os goleiros João Ricardo e Weverton foram meros espectadores durante ao fraco nível técnico dos dois times.

O jogo ganhou emoção após os 30 minutos.

Quando aos 39 minutos do segundo tempo, depois da cobrança de escanteio, a bola sobrou na área, Wanderson errou no corte e Éder Lima aproveitou para chutar e mandar para as redes do Furacão.

América-MG 1 a 0.

O Atlético tentou o empate, sem sucesso, este foi o oitavo jogo que o time paranaense não marca gols fora de casa.

Com a vitória, o Coelho chega aos 24 pontos, subindo para o décimo nono lugar e deixou a lanterna do Brasileirão, agora posição ocupada pelo Santa Cruz, que tem 23. 

Com a derrota, o time rubro-negro mantém 48 pontos segue abaixo do Corinthians, que tem 49.

Na próxima segunda-feira (31), o América-MG tem mais um compromisso em casa no Brasileirão: recebe o São Paulo, às 20 horas (de Brasília). 

O Atlético-PR, por sua vez, terá outro mineiro pela frente, o Cruzeiro. 

Furacão e Raposa se enfrentam no sábado (29), às 16h30, na Arena da Baixada.
Coelho aprontou pra cima do Furacão. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Final, América-MG 1 Atlético-PR 0.

Reportagem: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro