quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Um terceiro mandato

Leila cita presidente do Real Madrid e defende possibilidade de terceiro mandato no Palmeiras.

Dirigente deu declarações sobre o tema, que voltou a ser discutido internamente, durante reunião no Conselho, na terça-feira (16), onde também falou do desempenho do time no ano.

Os bastidores do Palmeiras na noite de terça-feira (16) foram marcados por declarações e discussão da presidente Leila Pereira com conselheiros do clube, enquanto se debateria o orçamento para 2026 em reunião no Conselho Deliberativo. 

Entre os pontos destacados, esteve a possibilidade de autorizar um terceiro mandato presidencial, tema que reaqueceu no Alviverde nas últimas semanas.

"Essa questão de alternância de poder não acontece no Real Madrid. O presidente está lá há 20 anos. O Real Madrid é um clube pequeno, sabe? E nem um pouco vitorioso", disse Leila durante a reunião.

Leila está cumprindo agora seu segundo mandato no clube, desde a reeleição no fim de 2024. 

E o estatuto do Palmeiras prevê o exercício de um mandato de 3 anos, com possibilidade de uma reeleição.

Ainda no meio da temporada, discutiu-se nos bastidores a possibilidade de uma mudança de estatuto para autorizar a disputa do terceiro mandato. 

O debate esfriou na época, mas uma declaração da própria presidente antes da final da Taça Libertadores da América reacendeu a discussão.

Desde então, o tema voltou a ser discutido internamente, com divergência entre conselheiros, inclusive da situação.

"Nosso estatuto prevê a possibilidade de ser alterado, Maurício (Galiotte) mudou algumas vezes e ninguém chamou de golpe", disse a presidente durante a reunião de terça-feira (16).

"Não existe golpe. Não existe nada de concreto".

"Acho muito contraditório quando falam que é saudável alternância de poder. Sou conselheira vitalícia, tem vários vitalícios. Se é saudável (alternância), por que ter conselheiro vitalício?"

Para ocorrer uma mudança estatutária, é preciso ter uma votação com aprovação de 50% + 1 voto do Conselho Deliberativo. 

Ou seja, em torno de 150 votos. 

E depois o tema seguiria para a assembleia geral de sócios.

Ainda não há uma proposta formalizada de mudança de estatuto no Conselho Deliberativo, mas a expectativa é de que o tema, se de fato avançar, seja discutido mais fortemente a partir do meio do ano.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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