segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Novo Mundial de Clubes

O que sabemos sobre o torneio que começará em 2025.

Competição da FIFA (Federação Internacional de Futebol) ainda tem mais perguntas do que respostas. 

Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) quer oito vagas, mas FIFA (Federação Internacional de Futebol) ainda não decidiu critérios nem quantos times terá cada continente.

A FIFA anunciou na semana passada a criação de um novo e maior Mundial de Clubes, a ser disputada a quatro anos, sempre no ano prévio à Copa do Mundo de seleções, por 32 times. 

A primeira edição será em 2025, e ainda não há sede definida. 

É natural que ocorra nos Estados Unidos e/ou México e Canadá, sedes da próxima Copa do Mundo.

Mas o torneio ainda tem mais perguntas do que respostas.

Trata-se de um incremento a uma ideia que já havia sido aprovada, mas que foi derrubada pela pandemia da Covid-19. 

Um novo Mundial de Clubes, com 24 times, deveria ter ocorrido em junho de 2021 na China. 

Mas essa janela do calendário acabou ocupada por Eurocopa e Copa América, que deveriam ter ocorrido em 2020 e foram adiadas em um ano pela pandemia.

Quem vai jogar esse novo Mundial?

Essa é a maior das perguntas ainda sem respostas. 

Em março de 2020, quando a pandemia estourou, estavam prestes a ocorrer essas definições sobre aquele Mundial, o de 24 times.

Lá atrás, a FIFA havia designado seis vagas para a América do Sul. 

Mas essa divisão de vagas por continente ainda não existe para o Mundial de 32 times.

A Conmebol agora pretende pedir oito lugares. 

A FIFA trabalha com a ideia de dar 12 vagas para a Europa. 

Mas ainda não há conversas nem com as confederações continentais, nem com a ECA (Associação de Clubes Europeus na sigla em inglês), que tem peso nessas negociações.

Além de definir o número de vagas, é preciso estabelecer critérios para escolher que vai ocupar essas vagas. 

Aí está a maior dor de cabeça para as confederações continentais.

Esse quebra-cabeça é complexo. 

Porque no período de quatro anos entre cada edição do novo Mundial de Clubes pode haver múltiplas combinações de resultados nos torneios continentais, e fica difícil definir um critério que não gere reclamações.

No caso da América do Sul, quem se classificaria? 

Os campeões e os vices da Taça Libertadores da América? 

E se houver campeões repetidos no período? 

Iriam os vices? 

Ainda não há respostas.

Em 2020, havia divergências entre FIFA e Conmebol/UEFA (União das Associações Europeias de Futebol). 

A FIFA queria que os classificados chegassem ao Mundial via Taça Libertadores da América e Champions League, para garantir os melhores times no torneio. 

As confederações continentais até topavam, mas queriam algumas vagas via Copa Sul-Americana e Liga Europa, seria uma maneira de “bombar” suas competições menos prestigiadas.

A Conmebol chegou a cogitar a criação de um torneio específico para servir como classificação ao Mundial, mas essa ideia hoje está 100% descartada por falta de datas disponíveis no calendário.

E a volta da Intercontinental?

No pacote de ações em conjunto entre Conmebol e UEFA existe a ideia de ressuscitar a Copa Intercontinental, que entre 1960 e 2004 era disputada entre os campeões da Champions League e da Taça Libertadores da América. 

Mas não há um plano mais concreto, por dificuldade de calendário.

A união Conmebol-UEFA já resultou na abertura de um escritório conjunto em Londres e na realização da Finalíssima, entre os campeões de Copa América e Eurocopa, e no Intercontinental Sub-20. 

A primeira edição deste torneio foi disputada em Montevidéu, entre Peñarol e Benfica.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário