Responsável pela Copa do Mundo de Messi, Lionel Scaloni "senta à mesa" com ícones da história argentina.
Treinador de 44 anos levantou a Argentina após a campanha ruim na Rússia, chega ao terceiro título no ciclo e estará à frente do time na Copa do Mundo de 2026.
Iguala lendários Menotti e Bilardo.
Em 18 de dezembro de 2022, Lionel Scaloni sentou-se à mesa ao lado de César Luis Menotti, campeão mundial na Copa do Mundo de 1978, e de Carlos Bilardo, campeão da Copa do Mundo de 1986.
São eles os três responsáveis pelo tricampeonato de Copa do Mundo da Argentina, confirmado após a vitória sobre a França, neste domingo (18), no Catar.
Aos 44 anos, Scaloni entrou na Copa como o técnico mais jovem da competição.
Quatro anos depois de ser um dos auxiliares da desastrosa gestão de grupo de Jorge Sampaoli na Rússia, o ex-lateral-direito triunfou no Catar e foi o homem capaz de fazer de Lionel Messi um campeão mundial.
Com 57 jogos como técnico da seleção, já está na história. Mesmo que relute em aceitar:
"Bilardo e Menotti são a história desta seleção. São gente que fez muito por essa camisa. Me enche de orgulho poder dirigir o time numa final e representar a seleção, mas não posso me colocar à altura de gente que fez história no mundo do futebol. Mas poder dirigir o time numa final é um privilégio", disse ele, dias antes da final.
Veja os números das campanhas:
Copa do Mundo de 2022 (Lionel Scaloni) - 7 jogos - 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota - 15 gols a favor e 8 gols contra.
Copa do Mundo de 1986 (Carlos Bilardo) - 7 jogos - 6 vitórias e 1 empate - 14 gols a favor e 5 gols contra;
Copa do Mundo de 1978 (César Luis Menotti) - 7 jogos - 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota - 15 gols a favor e 4 gols contra.
A trajetória na seleção: Com a eliminação da Argentina nas oitavas da Copa do Mundo da Rússia contra a França, Sampaoli deixou o cargo, e Scaloni foi colocado para treinar o time sub-20 junto de Pablo Aimar, hoje seu auxilia técnico.
Pouco depois, tornou-se técnico interino, ganhando ainda outro auxiliar, o ex-zagueiro Walter Samuel.
Efetivado em novembro de 2018, conquistou o título da Copa América de 2021 e também da Finalíssima contra a Itália.
Nas Eliminatórias, só ficou atrás do Brasil, numa ótima campanha.
A chegada a Copa do Mundo foi com honras: sem perder há 36 partidas e buscando o recorde mundial.
Logo no primeiro jogo, banho de água fria: derrota para a Arábia Saudita, numa das maiores zebras da história.
A vitórias contra México e Polônia deram a vaga.
Pelo caminho ficaram Austrália (oitavas), Holanda (quartas) e Croácia (semifinal).
Na final, um título contra quem detinha o título mundial.
Como Bilardo e Menotti, a busca agora será pelo bicampeonato na Copa do Mundo de 2026.
Campeão em 1978, Bilardo caiu com a seleção na segunda fase na Copa do Mundo de 1982.
Já Menotti, depois do bicampeonato na Copa do Mundo de 1986, conseguiu levar o time até a final na Copa do Mundo de 1990, mas a Alemanha Ocidental se vingou e ficou com a taça.
Scaloni terá essa chance: em setembro, o presidente da AFA (Associação Argentina de Futebol), Claudio Tapia, anunciou a renovação do contrato do treinador até o fim da Copa do Mundo de 2026 independentemente do que ocorresse no Catar.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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